segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Câmara troca porta de vidro por outra


Do G1, em Brasília

Nova porta instalada pela Câmara em substituição a outra de vidro (Foto: Fabiano Costa / G1)Nova porta instalada pela Câmara em substituição a outra de vidro (Foto: Fabiano Costa / G1)


Na tentativa de conter invasões, a Câmara dos Deputados substituiu na última sexta-feira (13) uma porta de vidro instalada em um dos acessos ao Salão Verde, o principal da Casa, por outra de madeira e metal.

Desde abril, o plenário da Câmara sofreu invasões de grupos de índios, policiais e estudantes de medicina. No último dia 3, sindicalistas ocuparam o plenário da Comissão de Constituição e Justiça. Em todos os casos, os manifestantes reivindicavam a aprovação ou a rejeição de projetos em tramitação.

O reforço da porta colocada entre o Anexo 2 e o prédio principal é uma das primeiras medidas para atender à nova política de segurança que limita o acesso do público ao prédio do Legislativo, que apesar de ter sido inaugurado há mais de cinco décadas ainda não tem habite-se.

Na última terça (10), a Mesa Diretora da Câmara aprovou proposta dos líderes partidários que restringe a presença na Casa a, no máximo, 1.770 visitantes simultaneamente. Não entram na conta parlamentares, servidores e jornalistas. Atualmente, cerca de 10 mil pessoas passam pela Câmara diariamente em dias de votações.
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Com as novas regras, passará a haver barreiras internas entre os vários edifícios que compõem a Casa. Segundo o diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio, se uma pessoa ingressar no prédio principal, ela não terá acesso aos anexos por meio dos corredores, a não ser que seja credenciada.

Inicialmente, o controle interno entre os anexos e o prédio principal será feito por policiais legislativos. Porém, informou o diretor-geral, a ideia é instalar futuramente catracas com leitura de crachás, que irão liberar somente pessoas autorizadas.

Segundo a assessoria da Câmara, a troca da porta evitará “acidentes” que possam colocar em risco a integridade física das milhares de pessoas que circulam diariamente pelas dependências do prédio.

Em agosto, policiais legislativos que tentavam conter um protesto no mesmo local onde foi instalada a nova porta foram obrigados a liberar a entrada de estudantes de medicina e de outras áreas da saúde para evitar que o grupo quebrasse a porta de vidro.

De acordo com os assessores do parlamento, a porta branca, construída pelo próprio departamento de manutenção da Câmara, cumpre as normas de segurança determinadas pelo Corpo de Bombeiros. Mas não é uma porta corta-fogo, equipamento de segurança utilizado para evitar o alastramento de incêndios.

“Tais normas possuem graus de exigência diferentes, de acordo com o perfil de cada construção e o volume de pessoas que ocupam e circulam em seu interior. Em razão disso, é necessário que os prédios mantenham uma relativa autonomia em seus pontos de acesso, mantendo entrada e saída próprias e independentes”, informou a assessoria da Câmara em nota oficial
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