quarta-feira, 14 de maio de 2014

ACS vê “tragédia anunciada” em cadeia pública de Maracaju

O presidente da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), Edmar Soares da Silva, retornou à Cadeia Pública de Maracaju, na segunda-feira, onde conversou com os policiais militares que cuidam da segurança no local. A unidade, que tem capacidade para 24 presos, abriga quase 90 e apenas dois policiais fazem a guarda e o serviço interno. Segundo Edmar, uma tragédia poderá acontecer caso as autoridades não tomem providências.
Presidente da ACS, Edmar Soares da SilvaDivulgação
Presidente da ACS, Edmar Soares da Silva
“Ouvi novamente relatos dos acontecimentos internos do presídio. Até agora, mais de três meses depois das primeiras denúncias, Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) não tomaram medidas que, de fato, solucionem a questão”, criticou.

Edmar se reuniu com o juiz Marcus Vinicius de Oliveira Elias, que falou sobre a Ação Civil Pública proposta pelo MPE (Ministério Público Estadual), em fevereiro, motivada pelas denúncias feitas pela Associação de Cabos e Soldados. O processo, iniciado pelo promotor de Justiça Estéfano Rocha Rodrigues da Silva, hoje é tocado pela promotora Simone Almada Goes. “O mesmo policial que prende, depois tem que servir café, água e almoço”, disse a promotora, em entrevista ao Jornal da Nova.

Para tentar agilizar a solução do problema, o presidente da ACS já solicitou audiência com o governador André Puccinelli (PMDB). Ele também comunicou o juiz da Auditoria Militar e a Comissão de Direitos Humanos da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil). “É uma tragédia anunciada. Deixamos cientes a Auditoria Militar e a OAB para preservar nossos policiais e, caso aconteça algo, evitar alguma punição”, disse.

“Já solicitamos providências há dois meses, e a Sejusp informa que está 
sem

efetivo. Mas a falta de efetivo da Agepen não é problema da PM. O policial militar desvia de sua função para atender preso e isso compromete a segurança da população”, completou. Na sexta-feira passada, a Polícia Militar foi obrigada a conter um princípio de rebelião na unidade.


http://diarioms.com.br/2014/05/acs-ve-tragedia-anunciada-em-cadeia-publica-de-maracaju/

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