quarta-feira, 21 de maio de 2014

Policiais fazem paralisação em vários estados

Para ministro da Justiça, governo consegue garantir a lei e a ordem no país.
Categoria pede melhores condições de infraestrutura e segurança.


Policiais civis de vários estados do país decidiram fazer uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (21). A categoria pede melhores condições de infraestrutura, segurança e o nivelamento do salário dos policiais em todo o Brasil.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a reivindicação não pode trazer transtornos, prejuízos e violência para a sociedade. Ele disse ainda que, se necessário, o governo tem condições de garantir a lei e a ordem em todo o território nacional.

"Os policiais que servem a lei e a Constituição sabem que a greve está proibida por decisões do Supremo [Tribunal Federal]. Em segundo lugar, não creio que nenhum brasileiro e nenhuma brasileira queira que a sociedade pague a conta de um processo que tem de ser de diálogo e de reivindicação. Caso ocorra, podemos perfeitamente encaminhar a Força Nacional de Segurança Pública e as Forças Armadas para garantir a lei e a ordem, porque a Constituição nos autoriza. A população brasileira deve ficar tranquila", disse Cardozo.

Veja abaixo a situação da paralisação de policiais civis em cada estado:

Acre
Categoria não aderiu à paralisação.

Amapá
Categoria não aderiu à paralisação.

Amazonas
Categoria não aderiu à paralisação.

Distrito Federal
Policiais civis suspenderam o registro de ocorrências e as investigações desde as 8h desta quarta-feira, em adesão à paralisação nacional dos servidores de segurança pública. A categoria pede a abertura do diálogo com o governo sobre propostas de valorização da classe.
Assembleia de policiais civis em Vitória
(Foto: Viviane Machado/ G1ES)

Espirito Santo
Os policiais civis do estado se reuniram em assembleia, nesta quarta-feira, na chefatura de polícia, em Vitória. O sindicato informou que não fará greve, mas a categoria anunciou uma paralisação de 24 horas, até a 0h desta quinta-feira (22). Apenas flagrantes são registrados nas delegacias – todos os outros serviços foram interrompidos.

A principal reivindicação da categoria no Espírito Santo é a exigência de nível superiorpara os agentes de polícia, como acontece com os agentes investigativos, segundo o presidente da Associação dos Policiais Civis do estado, Gilmar Ferrari.

Goiás
Categoria não aderiu à paralisação.
Policiais se concentraram em frente à sede do
sindicato na capital de MG (Foto: Pedro Triginelli/G1)

Minas Gerais
Policiais civis iniciaram uma passeata em Belo Horizonte às 11h20. Cerca de 50 pessoas deixaram a sede do Sindicado dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindipol-MG), na Região Noroeste, em direção à Praça Sete, no Centro.

No trajeto, os manifestantes ocuparam uma faixa da Avenida Antônio Carlos. A categoria pede melhores condições de infraestrutura, segurança e o nivelamento do salário dos policiais em todo o país. Entre as maiores cidades do Sul de Minas, as delegacias de Passos (MG), Poços de Caldas e Pouso Alegre (MG) confirmaram adesão à paralisação. Em Varginha (MG), Itajubá (MG) e Lavras (MG), não há confirmação.

Pará
Policiais Civis do estado fazem uma manifestação na Praça Batista Campos, em Belém. Segundo os policiais, o ato público busca chamar atenção sobre as deficiências do modelo de segurançapública paraense. De acordo com os manifestantes, a adesão é de 50%. Apesar disso, os policiais garantem que os serviços não foram prejudicados.

Piauí
Categoria não aderiu à paralisação.

Pernambuco
Tanto policiais civis quanto militares trabalham normalmente durante esta quarta-feira. O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Pernambuco (Sinpol-PE), que representa a categoria, afirmou que não pretende aderir ao movimento, mas um grupo de oposição marcou uma passeata para esta tarde, no Centro do Recife, a partir das 15h. Ainda de acordo com a Secretaria de Defesa Social, o movimento não vai atrapalhar o funcionamento da polícia.

Rio de Janeiro
A paralisação no Rio teve início à meia-noite. A categoria pede que as gratificações sejam incorporadas ao salário, além de aumento no vale-transporte e no tíquete-refeição. O presidente do sindicato, Francisco Chao, informou que, apesar da paralisação, policiais vão trabalhar nas delegacias para atender às ocorrências mais graves. Um dos efeitos da paralisação dos policiais civis no estado é o adiamento da reconstituição da morte do dançarino DG, do programa Esquenta!, da TV Globo, marcada inicialmente para esta quarta-feira. Segundo ele, o procedimento foi adiado para esta quinta-feira (22).

Na Região dos Lagos, apenas parte das ocorrências, como prisões em flagrante e crimes mais graves, está sendo registrada nas delegacias. Nos casos mais leves, os policiais estão pedindo que as pessoas voltem no dia seguinte.

Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, 30% do efetivo fazem revezamento para atender apenas os casos de emergência. Por causa da paralisação, as investigações estão suspensas, e os registros de ocorrências foram reduzidos. Apenas prisões em flagrantes, casos graves de violência, roubos e furtos de veículos estão sendo registrados.

Rio Grande do Norte
Categoria não aderiu à paralisação.

Rio Grande do Sul
Categoria não aderiu à paralisação.
Policiais civis e militares fazem passeata por
ruas de Porto Velho, RO (Foto: Gaia Quiquiô/G1)

Rondônia
Policiais civis e escrivães de Porto Velho fazem passeata pela Avenida Carlos Gomes, uma das mais movimentadas da capital de Rondônia. Oato ainda tem a participação de policiais militares. A Polícia de Trânsito (Petran) acompanha a passeata e controla o fluxo de veículos na região.
Delegacias permanecem funcionando em Santa
                                                    Catarina (Foto: Naim Campos/RBS TV)

Santa Catarina
Policiais estão reunidos em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina(Alesc), no Centro de Florianópolis. De acordo com a secretária-geral do Sindicato da PolíciaCivil de Santa Catarina (Sinpol-SC), Rosemery Mattos, o intuito da mobilização é panfletar e esclarecer a sociedade sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51.

Sergipe
Um ato simbólico realizado pela Polícia Civil de Sergipe marcou o início da paralisação. Nas primeiras horas desta manhã, cerca de 100 policiais se reuniram nas escadarias da sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), em Aracaju, e entregaram chaves de viaturas. As delegacias estão funcionando apenas com 30% do efetivo.

Fonte: G1

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