sábado, 8 de novembro de 2014

Comandante do Bope diz que PM de Alagoas não quer ‘banho de sangue


Comandante do Bope diz que ação dos militares em operações foi correta (Foto: Jonathan Lins/G1)

O comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), coronel Do Valle, comentou, na manhã desta sexta-feira (7), a morte de sete suspeitos em três dias de confronto com a polícia em operações diferentes em Maceió. Em entrevista à Radio Gazeta, o coronel reafirmou a versão de que, em todos os casos, os militares foram recebidos a tiros pelos criminosos e revidaram para se defender.

Na quinta-feira (6), um homem identificado como Juliano Bento Tavares foi morto após ser baleado durante uma ação da Polícia Militar no Conjunto Carminha, no bairro do Benedito Bentes, parte alta de Maceió. Antes dele, no dia 4, uma operação conjunta frustrou um assalto a uma casa no bairro de Guaxuma. Cinco suspeitos morreram e dois foram presos na ocasião. A Delegacia de Homicídios abriu um inquérito para investigar o caso. No dia seguinte, uma operação do Bope na Grota do Rafael, no bairro do Jacintinho, matou um outro suspeito e prendeu sete sob suspeita de tráfico de drogas.

O comandante avaliou a ação dos militares foi correta por eles terem apenas revidado a ação de criminosos. “Entre o meliante e o PM, eu fico com o policial militar. Não queremos fazer um banho de sangue. Não queremos fazer justiça com as próprias mãos. Mas infelizmente em um confronto armado o policial militar não pode sair perdendo. Não podemos transmitir para a população que somos uma polícia fraca, mas isso não deve ser mostrado em forma de violência e sim de ações”, ressaltou.

A respeito da ação em Guaxuma, ele disse que todos os baleados estavam envolvidos com tráfico de drogas e outros crimes. “No momento da abordagem, havia cinco elementos em um veículo. A polícia estava preparada. Tinha um monte de vagabundo querendo fazer o mal e a Polícia Militar acho que fez um bem à sociedade alagoana”, observou.

Valle disse que a PM está fazendo um combate incessante para diminuir os homicídios e que o trabalho tem chamado a atenção das autoridades. “Encontrei Maceió com muitos problemas de violência como roubos e tráfico de drogas. Não é à toa que temos esses números assustadores no estado”, falou ao citar alguns problemas de estrutura na polícia alagoana.

O comandante também criticou a Lei de execuções penais que para ele é arcaica e branda. “Ou os nossos governantes tomam providências para aprimorar essa legislação penal no Brasil ou vamos por um caminho difícil de contornar”, disse.

Do G1 AL

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