segunda-feira, 13 de junho de 2016

ACS propõe gratificação para policiais que atuam nas fronteiras



Edmar se reuniu com o adjunto da Sejusp. (Foto: João Garrigó)

O presidente da ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), Edmar Soares da Silva, se reuniu esta manhã com o secretário-adjunto da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), delegado Antônio Carlos Videira, e oficializou a proposta da criação da Gratificação Especial de Serviço de Fronteira aos profissionais da segurança pública que trabalham nos municípios fronteiriços com Paraguai e Bolívia.

Na reunião, Edmar entregou ofício com a proposta feita pela entidade. Nela, o presidente reitera a necessidade do adicional, uma vez que Mato Grosso do Sul é um dos principais corredores de entrada da droga que circula no País, e enumera dados sobre as fronteiras e o efetivo empregado nas cidades próximas à região fronteiriça.

“As regiões de fronteira trazem um risco maior aos policiais que ali combatem o crime. Policiais que, em sua maioria, residem nas proximidades, o que coloca também em risco a vida de seus familiares, tudo em nome da segurança do Estado”, lembrou o Edmar, no documento protocolado na Sejusp. “É preciso adotar ações que venham a estimular o policial que atua na fronteira”, completou.

No documento, Edmar cita exemplos como o DOF (Departamento de Operações de Fronteira), com sede em Dourados, e a PMR (Polícia Militar Rodoviária), duas das unidades campeãs em apreensões de drogas e contrabando em Mato Grosso do Sul nos últimos anos.

Pela proposta, a gratificação poderia ser concedida através de um percentual estabelecido do subsídio do servidor, ou até mesmo uma gratificação fixa de valor único, “o que seria mais justa a todos os policiais que trabalham nas fronteiras”.

“A PM está sempre presente nas cidades fronteiriças, prestando serviço de segurança pública e impedindo a ação de grupos criminosos. É imprescindível acrescentar que os policiais que militam nas regiões fronteiriças possuem o conhecimento sobre a real situação existente, além do conhecimento técnico geográfico, o que facilita a ação das polícias no combate ao crime”, dissertou Edmar, que ainda fez um alerta:

“Não se faz necessário a presença de forças de outros estados em nossa região. O que se faz necessário é investimento local em nossos policiais, promovendo condições de combate ao crime”, frisou.

Documento foi oficializado na Sejusp.

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da ACS

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