Com déficit de 300 policiais, PM fica “presa” em hospitais na vigilância de presos enquanto poderia reforçar a segurança das ruas, denuncia a Associação
Valéria Araújo
Do Progresso
Ministério Público apura suposto desvio de função de policiais militares em Dourados. (Foto: Marcos Ribeiro/Arquivo)
Valéria Araújo
Do Progresso
O Ministério Público Estadual instaurou procedimento para investigar denúncia de desvio de função da Polícia Militar na custódia de presos em hospitais de Dourados. A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul (ACS/PMBM/MS) alega que a vigilância destes detentos deve ser feita pelos agentes penitenciários e não por policiais militares, que enquanto poderiam estar atuando na segurança das ruas e coibindo crimes, acabam “presos” 24h por dia nas enfermarias das unidades de saúde.
De acordo com o Ministério Público, informações já foram solicitadas para a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e ao comando da Polícia Militar, que tem prazo até esta semana para responder a 16ª Promotoria.