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sábado, 31 de outubro de 2009

CORRUPÇÃO POLICIAL- CORONEL A SOLDADO


CORRUPÇÃO POLICIAL


O Jornal eletrônico O Globo Online veiculou, uma materia e estou reproduzindo ela parcialmente - expondo o caudal de fatores que alimentam a corrupção policial e as soluções apontadas por especialistas.

Segundo o antropólogo Nívio Caixeta, Integrante da ONG internacional Altus, que trabalha com controle de polícia em várias partes do mundo: É muito melhor falar em controle da corrupção do que em fim, até porque não há uma instituição livre de algum de seus membros cair na tentação da corrupção. No que se refere à polícia, vários países já demonstraram ser possível mudar velhas práticas. Mas só punição exemplar não vai resolver o problema da corrupção.

Na visão de Cláudio Weber Abramo, mestre em filosofia e presidente da ONG Transparência Brasil: No Caso da polícia as soluções estão sempre, fundamentalmente, na prevenção, e não na punição (...) Além de punir é preciso criar mecanismos eficientes de controle do trabalho policial. A polícia é uma área muito difícil porque o policial está em contato direto com o crime, e isso faz com que ele se exponha mais à corrupção. Mas há mecanismos de controle, que podem estar em como montar as equipes e como organizar diligências, por exemplo. Uma Justiça funcionando bem também ajuda.

No entendimento da socióloga Sandra Carvalho, diretora da ONG Justiça Global: O que a gente ver em muitos casos é uma ação protecionista com policiais que cometem crimes. Não há investigação rigorosa e provas somem dos processos. Esse é um aspecto da impunidade que alimenta a corrupção.

Acrescentam os especialistas que, paralelamente, há necessidade de se garantir melhorias salariais e valorização policial como atalhos para o sucesso do combate à corrupção. O segredo está em atacar o conjunto de razões que leva um policial a ser corrupto.

A esse respeito, Nívio Caixeta complementa: Existe, sim, o corruptor do policial, e a população tem que entender qual é o seu papel ai. A pequena propina pode resolver aquele pequeno problema, é parte dessa engrenagem da corrupção. Será que a sociedade está preparada para uma polícia que não se corrompe?.

Veja matéria na integra no endereço eletrônico:
 http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/09/25/297887251.asp





quarta-feira, 28 de outubro de 2009

CAMPANHA - Ajude a ampliar o teto da bolsa-formação


Nos policiais de Mato Grosso do Sul, graças ao Pronasci todo mês recebemos R$ 400,00( Quatrocentos reais) da Bolsa Formação, pois somos beneficiados por ganhar um teto salarial inferior ou igual a R$ 1.700,00, (Um mil e setecentos reais), so que estou preocupado com o aumento salarial do ano que vem, pois acho que não vai passar de 8%, e com isso todos os soldados do nosso estado ira ganhar mais do que o teto máximo que a Pronasci oferece para receber a bolsa, agora do que adiante ter um aumento de R$ 100,00(cem reais ) e perder R$ 300,00. É por esse motivo que venho lutar e tentar mudar alguma coisa com a sua ajuda.


Vamos nos mobilizar para ampliar esse teto.QUE PODERÁ SER DE R$ 5.000,00. Vamos todos escrever para o ministro Paulo Bernardo e também para o presidente da República, a quem compete, ao final, encaminhar a proposta do Ministério da Justiça.

A proposta de ampliar o teto salarial de policiais que podem requerer a bolsa-formação está hoje na Secretaria Executiva do Ministério do Planejamento.


Como contribuir?

O endereço eletrônico do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, é ministro@planejamento.gov.br. Para remeter correspondência eletrônica ao presidente da República, é necessário preencher alguns quesitos de identificação. Outra alternativa é encaminhar a mensagem para protocolo@planalto.gov.br. Escreva e cobre a ampliação da bolsa-formação: a participação dos colegas de  Mato Grosso do Sul fortalecera a  luta coletiva dos trabalhadores da segurança pública de todos os estados.

Aparecido Lima - CB PM

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ampliação da Bolsa formação




Em junho deste ano o site da Polícia Militar do Tocantins anunciou que o Ministério da Justiça tinha criado “uma Comissão de estudo para elevação do teto e valor da Bolsa Formação”, mas sem dizer quais as pretensões de valores. Agora, através do Diário de um PM, fico sabendo que o teto salarial para se receber o benefício pode ser alterado de R$ 1700,00 para R$ 5000,00 brutos. Caso a medida seja adotada, o programa vai quadruplicar o número de beneficiários.

A informação é da colunista do Zero Hora, Ana Amélia Lemos. Leiam:


Formação de policiais


Os policiais com salários de até R$ 5 mil também terão direito à bolsa-formação, criada pelo Ministério da Justiça para estimular a qualificação profissional desses agentes de segurança. Até agora, 147,9 mil policiais (civis, militares, bombeiros e guardas municipais) tiveram direito aos R$ 400 mensais de auxílio, durante o curso de formação, em todo o país. O limite salarial atual é de R$ 1,7 mil. A proposta do ministro Tarso Genro, encaminhada ao Gabinete Civil, amplia o benefício, que poderá atender 600 mil policiais.

Muitos policiais já estão esperançosos com a possibilidade (que há muito tempo povoa as repartições policiais através de boatos). Acredito que as eleições próximas (2010) influenciarão muito nos rumos do PRONASCI, programa em que a Bolsa Formação está incluida. O Ministro da Justiça, Tarso Genro, já anunciou que se canditará ao governo do Rio Grande do Sul, deixando o Ministério, onde alavancou grande parte das das atuais mudanças no sistema de segurança pública brasileiro. Esperamos que não haja solução de continuidade.


Fonte: Zero Hora, Ana Amélia Lemos

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PEC 300, MATO GROSSO DO SUL ESTA NESTA LUTA.



O deputado estadual Cel Ivan (PRTB), proponente da audiência pública PEC 300 - Quem te protege merece salário digno, realizada esta tarde na Assembleia Legislativa, voltou hoje a defender a equiparação salarial na segurança pública como mecanismo de valorização dos profissionais e também de redução da criminalidade no Brasil.

"Sempre há falta de consciência do que é segurança pública; temos a dificuldade de que o governo não vê a segurança com bons olhos, mas quando precisa, não hesita em chamar os trabalhadores", disse o parlamentar, que propôs a audiência pública juntamente com o deputado federal Antonio Carlos Biffi (PT-MS).

A Proposta de Emenda à Constituição nº300/2008, que está tramitando na Câmara Federal, tem como objetivo alterar a redação do parágrafo 9ª do artigo 144 da Constituição Federal, estabelecendo a equiparação dos salários dos policiais militares, bombeiros e dos inativos à remuneração da corporação do Distrito Federal.

Na prática, a PEC regulamanta um Piso Nacional para os trabalhadores da segurança pública.

O deputado Cel Ivan também defendeu a união de esforços das entidades que representam os trabalhadores na mobilização, no Congresso Nacional, para a aprovação da PEC. "E quem ganha com isso é a sociedade em geral, é um investimento que contribui, inclusive, com a redução da criminalidade", disse. "Imagine um policial no Rio de Janeiro, por exemplo, que ganha R$ 900,00 para enfrentar uma verdadeira guerra?", questionou.



Fonte: ALMS

SOLDADO DISPARA TIRO DE FUZIL EM SEU PRÓPRIO PÉ

Ítalo Zikemura



O soldado do exército Deivid Ricardo Gomes Ribeiro, do Esquadrão de Comando da 4ª Brigada, disparou um tiro de fuzil 7,62 mm em seu próprio pé. O acidente aconteceu no início da noite ontem (25), quando ele estava de serviço no aquartelamento em Dourados.
Imediatamente ele foi socorrido e levado ao posto médico da guarnição e em seguida transferido para o Hospital Evangélico, onde foi medicado e passa bem, não correndo risco de morte.
Deivid é habilitado para manusear o armamento e instruído para realizar o serviço para qual tinha sido escalado.
A Brigada Guaicurus irá instaurar Inquérito Policial Militar para apurar os fatos

Fonte: midiamax

domingo, 25 de outubro de 2009

PEC 300. EU ACREDITO

Os deputados federais Antônio Carlos Biffi (PT/MS), Paes de Lira (SP), Major Fábio Rodrigues de Oliveira (PB) e Capitão Lucinio Castelo Assunção (ES) participam, às 14h de amanhã, de audiência pública para debater a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 300 na Assembléia Legislativa.

O debate foi apresentado pelo deputado estadual Coronel Ivan (PRTB) e prevê o debate do projeto que equipara os vencimentos dos policiais militares no País ao valor pago pelo Distrito Federal. A PEC 300 beneficia policiais militares e bombeiros.

A PEC 300 conta com o apoio de todas as entidades de classes dos militares do País.

Fonte: Campograndenews

sábado, 24 de outubro de 2009

MS ACABA DE RECEBER DEZ PRESENTES DO RIO JANEIRO

VEJA COMO FOI A MEGA OPERAÇÃO E ENTENDA
AS MEDIDAS DE TRANSFERÊNCIAS DESSES PRESOS.

Um avião da Polícia Federal partiu por volta das 11h deste sábado (24) da base aérea do Galeão, no subúrbio do Rio, levando dez presos considerados perigosos para Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, onde eles ficarão no presídio de segurança máxima de Mato Grosso do Sul.

O avião pousou em Campo Grande por volta das 13h30 (horário de Brasília).

A operação de transferência começou antes das 8h e mobilizou um aparato que envolveu um número não informado de policiais civis e militares - boa parte deles integrantes do Batalhão de Operações Especiais, o Bope.

Foram usados 10 furgões - cada um com um preso - para retirar os presos do Complexo Peninteciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio, e conduzi-los até a base do Galeão. O destino da aeronave é a base aérea de Campo Grande.
A transferência foi autorizada após pedido da Secretaria estadual de Segurança Pública do Rio, na noite da sexta-feira (23), ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público. Segundo o governo estadual, o motivo são os últimos confrontos causados pela guerra do tráfico. Eles são suspeitos de ordenarem as invasões de favelas, que provocaram a guerra entre facções.

Em nota oficial, a Secretaria de Segurança informou que os presos que deverão ser transferidos para o presídio federal neste sábado (24) são: Nei da Conceição Cruz (“Nei Facão”), Edgar Alves Andrade (“Doca”), Cássio Monteiro das Neves ("Cassio da Mangueira"), Márcio Silva Matos (“Marcinho Muleta”), Roberto Ferreira Vieira (“Robertinho do Jacaré”), Jorge Alexandre Candido Maria (“Sombra”), Marcelo Soares de Medeiros (“Marcelo PQD”), Fábio Pinto dos Santos (“Fabinho São João”), Ocimar Nunes Robert (“Barbosinha”) e Claudecyr de Oliveira ("Noquinha").

Fonte: G1

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

POLICIAL MILITAR CAPTURA ANACONDA PRÓXIMO AO CAIC.


A sucuri  é protegida por lei que proíbe sua venda ilegal, mas o maior inimigo que ela enfrenta é o desmatamento que destrói as florestas em que vive e provoca alterações no regime hídrico dos rios, matando muitas delas pela seca e falta de abrigo. A exploração consciente dos recursos da floresta, com a exigência de certificação da madeira e extração legalizada dos produtos florestais, é uma das formas de proteção de seu habitat único e de todas as demais espécies que nele vivem.

E esses saos uns dos motivos delas se migrar para a cidade, pois o seu habitat esta sendo ameaçado a  todo o momento pelo Homem. Foi isso que aconteceu em Dourados, uma sucuri, de aproximadamente 3 metros, foi capturada na tarde desta quarta-feira em Dourados.

A serpente estava atravessando a rua W-11, no Parque dos Coqueiros,proximo a Escola Neil Fioravanti (CAIC), quando chamou a atenção de moradores, que acionaram uma Guarnição da Policia Militar Comunitaria, Comandada pelo Cabo PM Da Silva. Capturada, a cobra foi encaminhada para a Polícia Militar Ambiental (PMA) e posteriormente solta no Rio Dourados.



Fotos: Cabo Da Silva



Fonte: Aparecido Lima


CÂMARA APROVA BENEFÍCIO DE ATÉ R$ 1.000,00 PARA PMS.



O acréscimo mensal nos salários começará com R$ 250,00 e chegará a R$ 1.000,00 no período de seis anos


BRASÍLIA - A Câmara aprovou, na madrugada desta quinta-feira, 22, um projeto instituindo gratificação por risco de vida para os policiais militares (PMs) e os bombeiros do Distrito Federal com recursos federais. O benefício inclui os inativos.
O acréscimo mensal nos salários começará com R$ 250,00, retroativo a abril deste ano, e chegará a R$ 1.000,00 no período de seis anos. O projeto será agora enviado ao Senado para votação.Em 2009, o impacto previsto nos cofres públicos será de R$ 87,09 milhões. Em 2014, quando o valor da gratificação estiver completo, a estimativa é de um aumento de R$ 482,12 milhões.
O dinheiro para cobrir a despesa será repassado pela União ao Distrito Federal dentro do Fundo Constitucional.A proposta beneficia 27.685 servidores militares do Distrito Federal. São 20.448 policiais e bombeiros militares ativos e 7.237 inativos. Além de criar a gratificação, o projeto institui um plano de cargos e salários que vai facilitar as promoções.
Com a aprovação do projeto, serão cerca de dez mil promoções, em todos os níveis da carreira, segundo afirmou o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), coronel da Polícia Militar, um dos principais defensores da aprovação do projeto.O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-GO), um dos poucos a combater a aprovação do projeto e o único a declarar voto contrário, afirmou que o aumento salarial disfarçado em gratificação comprometerá, no futuro, o fundo constitucional, obrigando o Distrito Federal a recorrer ao governo federal para bancar os gastos. Além disso, Madeira considerou que haverá uma distorção no País: "A Polícia Militar do Distrito Federal ganha de três a quatro vezes mais do que as polícias de outros Estados, porque quem paga o salário é a União. O salário vai servir de parâmetro para os policiais de outros Estados, que terão problema para dar esse aumento", afirmou Madeira.Segundo o deputado Alberto Fraga, atualmente o soldado, patente mais baixa, recebe um salário de cerca de R$ 5 mil.
O mais alto posto da hierarquia, o coronel, patente do próprio Fraga, tem um salário de R$ 18 mil por mês.O deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) e deputados da bancada do Rio de Janeiro, ex-distrito federal, e de ex-territórios protestaram. Eles defenderam a extensão da gratificação aos policiais militares de seus Estados.
O governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), e o vice-governador, Paulo Octávio (DEM), foram ao plenário para acompanhar a votação e pressionar pela aprovação do projeto. As galerias ficaram lotadas por militares do DF, que nos últimos dias têm ocupado os corredores e o Salão Verde da Câmara em um corpo-a-corpo com os deputados.O escalonamento prevê que os R$ 250,00 de gratificação por risco em 2009 subirão para R$ 400,00 em agosto de 2010. No ano seguinte, a gratificação será de R$ 550,00 e, a partir de agosto de 2012, de R$ 700,00. Em agosto de 2013, o valor mensal será de R$ 850,00, para atingir R$ 1.000,00 no ano seguinte. O projeto exige nível superior para o ingresso na carreira.

Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo

terça-feira, 20 de outubro de 2009

COMO AGIR EM UMA OCORRÊNCIA POLICIAL


As minhas dicas de atuação em ocorrências policiais são estas abaixo. Esclareço que não sou dono da verdade. Apenas quero contribuir com quem está começando agora. Se você também quer compartilhar sua experiência profissional com os novatos ou mesmo com os veteranos, utilize o campo de comentários no final da página.


1. Cobrar informações da Central
É obrigação da Central transmitir informações precisas e de qualidade para quem vai atender a ocorrência. Em certos casos, é questão de vida ou morte. Informações vagas, ao invés de ajudar, dificultam o trabalho. Por exemplo, se a Central transmitir que há um veículo circulando em atitude suspeita mas não informar o modelo, cor, placa, etc., de pouco adianta. Gera abordagens desnecessárias. Vale lembrar que abordagens ainda são incompreendidas, e muitos cidadãos tidos como ordeiros, "de bem", desobedecem a ordem legal de serem submetidos à busca pessoal, culminando com desacatos e resistências, o que leva a desgastes que poderiam ser evitados por informações precisas.

Outro exemplo são as ocorrências de perturbação do sossego (artigo 42 da Lei de Contravenções Penais), vulgarmente chamadas de "som alto", oriundas de solicitações anônimas. O texto da contravenção é bem claro: "Pertubar alguém...". Do mesmo que o homicídio, cujo texto é "matar alguém", há que existir uma vítima, o tal "alguém", para configurar a contravenção. Sem a vítima, o policial não tem amparo legal para agir, podendo incorrer no crime de abuso de autoridade. Além do que, essas pessoas que não querem se identificar podem estar se utilizando do anonimato para prejudicar desafetos, o que sempre deve ser levado em consideração.

2. Agir com supremacia de força
Eu sempre bato nessa tecla. Supremacia de força é essencial para segurança da guarnição, além de inibir resistências e, consequentemente, evitar o uso da força. Logo, não tenha vergonha de pedir apoio.

3. Não ter precipitação para chegar ao local da ocorrência
Muitos acidentes de viatura ocorrem, com eventuais mortes e ferimentos de policiais, pela pressa e precipitação em chegar ao local da ocorrência. Ora, policial morto ou ferido não ajuda ninguém, e viatura acidentada não vai à lugar nenhum.

4. Ter postura e compostura
Numa ocorrência, o que difere o policial do cidadão comum é a postura que aquele adota. Imagine um policial que se desespera e entra em pânico ao ver mortos e feridos num acidente de trânsito? Se isso acontece, o policial se iguala ao cidadão, ou melhor, ele será um elemento prejudicial, porque irá incuntir desespero nas vítimas e circunstantes. O policial comparece ao local da ocorrência para justamente restabelecer a ordem, socorrer as vítimas, prender o criminoso, etc. As pessoas o veem como o representante do Estado que irá resolver a situação. Assim, ele deve atuar demonstrando serenidade e liderança. Além disso, deve ser imparcial e evitar expor comentários pessoais. Deve orientar, mas de forma técnica e profissional.

5. Impor autoridade e demonstar a disposição em fazer uso da força
Desde quando chegar ao local da ocorrência, o policial deve se impor. Como já disse em outra postagem, os atos praticados pelos policiais são imperativos, coercitivos e autoexecutórios. O policial não pede, ele determina e, se preciso, fará a ordem ser cumprida de forma coercitiva, independentemente de concordância do cidadão. Para tanto, pode usar do meios necessários, inclusive de força, caso o cidadão se oponha mediante violência ou ameaça. Não estou dizendo que o policial não deva verbalizar e negociar; o que digo é que ele deve se impor, deve demostrar quem está no comando da situação e deixar claro que, se preciso, não terá escrúpulo em fazer uso legal e proporcional da força.

6. Muitas vezes, orientar e administrar
Por diversos motivos, cabe tão são somente orientar as partes. Em muitos casos, o fato é atípico de polícia, de natureza não penal. Eu costumo dizer que a PM é um "para-raio" de problemas sociais e familiares. Tudo desagua na viatura básica, na "rapinha". Conflitos que poderiam ser resolvidos dentro da família ou entre os próprios vizinhos geram a maioria dos empenhos. Cabe ao policial, infelizmente, desviar-se de suas funções precípuas e fazer papel de psicólogo e de juiz de paz. Como policial militar, eu já fui quase tudo...
Além disso, o policial muitas vezes tem que administrar a ocorrência. Exemplos: Falta de reboque, falta de Conselho Tutelar na cidade, ocorrências de maior prioridade na esperal... Em determinadas situações, não dá para cumprir a lei ao pé da letra.


7. Ter sempre à mão papel e caneta
É indispensável ter sempre à mão papel e caneta. A maioria dos policial preferem utilizar a prancheta para colher dados dos envolvidos, dos veículos, etc. Eu sou mais uma caderneta no bolso da calça, visto que é complicado incursionar a pé num aglomerado urbano carregando uma prancheta. Onde colocá-la? A caderneta está sempre à disposição, a qualquer lugar e em qualquer momento.

8. Saber distinguir o pessoal do profissional
Lamentavelmente, é comum envolvidos de ocorrência desrespeitarem o policial, seja por embriaguez, por nervosismo, orgulho ferido, ou até por ignorância mesmo. É importante saber distinguir que a situação é profissional. O cidadão está desrespeitando o policial, o representante do Estado. Não leve a ofensa para o lado pessoal. Tome as medidas legais e pronto.

9. Retirar o preso do local da ocorrência
Assim que prender o infrator, retire-o o mais breve possível do local da ocorrência. Caso contrário, irão surgir familiares, amigos, vizinhos, todos gritando, esperneando, fazendo o maior escarcéu em defesa dele; talvez até o tentem tomar da guarnição. O negócio é anotar logo os dados dos envolvidos ou, conforme o caso, conduzir todo mundo à delegacia, sem delongas.

10. No papel, tudo deve ser muito bonito
As leis são bonitas e frias. O boletim de ocorrência também deve ser bonito e frio. Diante de uma injusta agressão ou de uma resistência, o policial pode ser obrigado a, como a gente diz, "partir no meio" o recalcitrantre, ou até mesmo usar de força letal. Entretanto, no papel, deve vir escrito algo bonito, técnico. Exemplos: "Diante da resistência ativa do conduzido, que desferia chutes e murros, foi necessário o uso legal da força, mediante emprego de golpes de tonfa e de técnicas de imobilização e algemação". Ou: "Em legítima defesa, efetuamos disparos de arma de fogo com o objetivo de neutralizar a injusta agressão perpetrada pelo cidadão infrator, o qual foi alvejado com dois tiros no tórax". O uso da força deve ser demonstrado como um meio para atingir um objetivo, e não como um fim em si mesmo.

Fonte: Universo Policial