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sábado, 3 de dezembro de 2011

O POLICIAL SEMPRE ATENDEU SEU ESTADO: E AGORA QUEM VAI ATENDER ELE?




Luta por dignidade: PM ferido depende de vaquinha para ter cadeira de rodas

O PM Fávaro quando ainda estava em atividade: elogios Foto: pablo jacob

Herculano Barreto Filho

O soldado Alexsandro Fávaro, de 31 anos, era tido como policial exemplar. Um apaixonado no combate ao crime, como os colegas de farda costumam dizer. Há três meses, o combate mudou de terreno. Atingido no pescoço num tiroteio entre policiais da UPP Fallet/Fogueteiro e traficantes no Morro do Fogueteiro, no Rio Comprido, ele faz sessões de fisioterapia no Hospital da Polícia Militar (HPM) para recuperar os movimentos dos membros. E conta com a luta de outros policiais militares.
Como o major Hélio, que lançou uma campanha no site cfappmerj.org para pedir colaborações de R$ 1, que ajudem na aquisição de uma cadeira de rodas de R$ 2.500, específica para tetraplégicos. “A esposa continua assistindo e apoiando o marido e está impossibilitada de trabalhar, pois o caso dele ainda inspira cuidados”, diz um dos trechos do texto. Segundo o comunicado, a PM não possui a cadeira de rodas e a aquisição pode levar até seis meses. O problema é que o soldado Fávaro terá alta em breve.
O major Hélio não é o único que busca mobilização para ajudar no caso. De acordo com o capitão Felipe Magalhães, comandante da UPP Fallet/Fogueteiro, o grupo de policiais que se formou com Fávaro também faz contribuições para ajudá-lo. Amigo do soldado, o capitão foi instrutor no seu curso de formação. E comandante no período em que Fávaro atuou na UPP.
— Ele era um excelente policial. Adorado por todos, porque era um profissional que sabia a hora de combater, mas também sabia o momento certo para prestar serviço aos moradores.
Na corporação há apenas três anos, Fávaro colecionava prisões e apreensões num caderno recheado por recortes de ocorrências e reportagens policiais. Em março de 2009, quando trabalhava no 12 BPM, em Niterói, e ainda não estava habilitado para usar arma, recebeu um certificado de honra ao mérito por ter “se destacado no combate à criminalidade” por prender um suspeito só com o cassetete.
Outro drama
Em novembro do ano passado, o sargento Heliomar Ribeiro dos Santos Silva, de 36 anos, viu a morte de perto no cruzamento da Avenida dos Democráticos com a Dom Hélder Câmara, no Jacarezinho. Ele estava numa carro do 22 BPM (Maré) quando cruzou por um bonde de 20 homens, com fuzis em carros e motos. O veículo foi fuzilado e o soldado caiu no chão, baleado. Só saiu de lá com vida porque foi tirado do asfalto por um taxista, que o socorreu no momento em que um ônibus parou na sua frente, impedindo o acesso dos bandidos.
Um ano depois, Heliomar ainda luta para se recuperar das sequelas provocadas pelos tiros, que acertaram a sua nuca, de raspão, o braço e o pé esquerdos. Três vezes por semana, faz fisioterapia para recuperar os movimentos do braço. Perdeu o dedão e caminha com dificuldades, já que não encosta a sola do pé no chão, porque um nervo foi atingido.
A situação financeira da família também não é das melhores, já que Heliomar fazia “bicos” para completar a renda familiar quando estava na ativa. Como não pode dirigir, vendeu o carro, um Fiat Uno antigo.
Morador de Itaboraí, ele desistiu das sessões de fisioterapia mantidas pela PM, em Olaria, no Rio, porque não teria como pagar o deslocamento semanal. Optou pelo tratamento num hospital público, perto de casa. Apesar das dificuldades, ainda acredita que um dia poderá voltar a vestir a farda da Polícia Militar.
— Ele não se conforma, porque estava acostumado a estar na ativa — conta a mulher, a dona de casa Cristiane Santos Silva, de 37 anos.
Mas nada causa revolta em Cristiane. Porque o marido vai poder ver a filha, de 3 anos e 9 meses, crescer. E, de tempos em tempos, ela telefona para o taxista que salvou o seu marido.
— Ligo pra agradecer. Depois de Deus, ele é o meu anjo da guarda, porque salvou o meu marido. Vou agradecer pelo resto da minha vida.





VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES


Violência contra as mulheres é uma questão de segurança pública


Há uma forma de violência que praticamente só atinge mulheres e crianças: a violência doméstica. Se olharmos os dados gerais, provavelmente acharemos que esta é uma questão menor, já que mais homens do que mulheres morrem vítimas de homicídios, por exemplo. O problema é que a violência contra as mulheres tem uma especificidade, uma face perversa que exige atenção especial: geralmente, as mulheres são vítimas de pessoas próximas, normalmente os companheiros, maridos ou namorados. Homens geralmente são atacados por pessoas estranhas ou no máximo conhecidas. Mulheres muitas vezes têm envolvimento emocional com seu agressor, pode ser que dependam economicamente deles e isso deve ser levado em conta na formulação de políticas de segurança pública.

Marcha pelo fim da violência contra as mulheres. Foto de *Bloco, no Flickr, em CC, alguns direitos reservados.

O fato das mulheres serem as principais vítimas da violência doméstica não é à toa. Há décadas os movimentos de mulheres reivindicam que a questão seja entendida a partir do pressuposto básico de que isso só acontece porque vivemos em uma sociedade machista. E há décadas esses mesmos movimentos reivindicam que as políticas públicas de segurança levem em consideração a questão de gênero.

Marcha pelo fim da violência contra as mulheres. Foto de *Bloco, no Flickr, em CC, alguns direitos reservados.

Esta deveria ser uma preocupação estruturante das políticas públicas, pensada de forma transversal e de modo a capacitar os profissionais de segurança e lidar com esse tipo de violência. No entanto, atualmente o principal programa do nosso governo voltado para questão está sob a responsabilidade da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). Não há grandes avanços na formulação de políticas mais transversais, que envolvam inclusive outros órgãos, conforme análise do INESC.

Dedicado a estudar o PRONASCI – Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania –, o INESC avalia que cerca de 90% da execução orçamentária vai para o projeto Concessão de Bolsa Formação para policiais. Embora seja importante a valorização dos profissionais de segurança pública, a ênfase do Pronasci nessa ação em detrimento de outras ações, não bastaria para resolver o problema da violência no Brasil, especialmente da violência contra as mulheres. De um modo geral, o programa mais importante dapolítica de segurança pública do governo federal, está muito aquém da capacidade de enfrentamento da violência, tanto pela sua composição orçamentária quanto pela concepção e pelo desenho de suas ações. Suas ações e projetos não contemplam satisfatoriamente o enfoque racial e muito menos o de gênero.

A Secretaria de Políticas para as mulheres vem conseguindo alguns avanços na estrutura de atendimento das vítimas de violência. Os número atuais são:

     O Brasil tem mais de 5.500 municípios e apenas:
    190 Centros de Referência (atenção social, psicológica e orientação jurídica)
    72 Casas Abrigo
    466 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher
    93 Juizados Especializadas e Varas adaptadas
    57 Defensorias Especializadas
    21 Promotorias Especializadas
    12 Serviços de Responsabilização e Educação do Agressor
    21 Promotorias/Núcleos de Gênero no Ministério Público
    Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres

Como eu já comentei em outros textos, a Secretaria de Políticas para as Mulheres conta com um orçamento pequeno e uma estrutura precária para a dimensão do problema, o que se reflete nos dados que revelam que tem aumentado o número de mulheres mortas nos últimos três anos. Precisamos de mais empenho para superar os machismos da nossa sociedade e evitar que milhares de mulheres continuem sendo mortas vítimas de seus companheiros.


Foto destacada: Marcha pelo fim da violência contra as mulheres. Foto de *Bloco, no Flickr, em CC, alguns direitos reservados. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Sarney quer PMs fora da Assembléia Legislativa do Maranhão


O impasse continua. A reunião da manhã desta sexta-feira (25) entre deputados e o comando grevista começou com a posição oficial da governadora Roseana Sarney: sob pressão, não há negociação. Segundo a governadora, enquanto não houver desocupação da Assembléia Legislativa, não haverá avanço na resolução da greve. Apesar disso, os militares asseguram que não sairão do local, onde estão acampados há dois dias. http://migre.me/6f3DG

Os motoristas de ônibus da capital do Maranhão temem que com a paralisação dos policiais militares os coletivos se tornem alvo fácil para ação de marginais, prejudicando a integridade física dos motoristas, cobradores e usuários do transporte coletivo. Além disso, toda a cidade está em estado de alerta por rumores de arrastão. Segundo testemunhas, ontem pela tarde, teria havido um arrastão na Rua Grande, no centro da Cidade. Muitas lojistas fecharam as lojas, houve correria. http://migre.me/6f34f

terça-feira, 22 de novembro de 2011

POLICIAMENTO DE FIM DE ANO


Ferreira e Samuel, da GM, com o comandante da PM para discutir segurança em Dourados
Guarda Municipal e PM definem segurança no fim de ano

A Guarda Municipal de Dourados e o Comando do 3º Batalhão da Polícia Militar definiram em conjunto o plano de segurança para o fim de ano. Participaram da reunião, no batalhão da PM, o comandante do 3º BPM tenente coronel Ary Carlos Barbosa, o comandante da Guarda Municipal de Dourados Jonecir dos Santos Ferreira e o diretor de Operações da GM, Samuel Vieira de Lima.

O encontro das duas forças policiais partiu da preocupação do prefeito Murilo com possíveis ações de criminosos durante o período de Natal, quando o comércio funciona até mais tarde e o volume de pessoas com dinheiro para as compras aumenta.

“O prefeito Murilo quer garantir a segurança da população, para que todas as pessoas possam ir às compras, participar da programação cultural organizada pelo município e se divertir com absoluta tranquilidade”, afirmou o0 comandante da Guarda Municipal Jonecir Ferreira. 

Ele explicou que a Praça Antonio João vai receber atenção especial. No local serão concentrados os eventos noturnos da programação de aniversário da cidade e Natal e onde vão funcionar a Casa do Papai Noel e a pista de patinação no gelo. Outras equipes serão deslocadas para a região do Shopping Avenida Center e terminal rodoviário, onde geralmente a concentração de pessoas também é grande. 

Para o tenente coronel Ary Barbosa, trata-se de um trabalho de extrema importância para garantir a segurança não só dos consumidores como dos comerciantes. Ele acredita que por serem ações integradas entre as duas forças, certamente será um trabalho com mais eficiência e melhor resultado. O comandante adiantou que as ações serão voltadas também para o trânsito, buscando a prevenção de acidentes.



Fonte: douradosinforma.com

domingo, 20 de novembro de 2011

20 de NOVEMBRO

História do Dia Nacional da Consciência Negra

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira. 
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. 
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

sábado, 19 de novembro de 2011

ENEM AS DIÁRIAS



Diversas reclamações chegaram a nossa Entidade de que as Diárias Operacionais realizadas no ENEM não serão  pagas, a despeito das promessas feitas antes dos policiais realizarem o serviço: de que o dinheiro já estava na conta do Estado. 
So mais tarde recebemos a informação que o dinheiro seria destinado a material de expediente e pneus para viaturas e o policial iria cumprir com seu trabalho normal, sem diárias,  o dinheiro já foi repassado pela Governo Federal ao Estado e que está correndo juros, que certamente não será repassado aos policiais.
Procuramos informações em outros Estados e por lá o pagamento já foi realizado e inclusive num valor maior ,só aqui no nosso estado é que nos pagamos para trabalhar . 

sábado, 12 de novembro de 2011

OCUPAÇÃO DO CONGRESSO EM BREVE

TENENTE DA PM PRESO POR ENVOLVIMENTO COM O CONTRABANDO


Policial preso por envolvimento com o contrabando, nega participação

 

Maryuska Pavão com Osvaldo Duarte
O Tenente da Reserva Mauro Mauricio Alonso da Silva, ex-comandante da Policial Rodoviário Estadual, disse em depoimento ao Capitão Padilha na manhã deste sábado que não faz parte da quadrilha presa por contrabando de cigarros, que explicou que no no momento da abordagem ele estava no local vendendo um carro, e negou que tentou fugir.
O Policial Rodoviário Estadual, mesmo negando o crime foi encaminhado para o Presídio Militar de Campo Grande.
Em 2006 o tenente foi preso durante a Operação “Gatos de Botas” realizado pela Polícia Federal de Dourados, acusado de participação em contrabando e facilitação, ele ainda responde pelo crime.
Fonte: douradosnews

POLICIAL FEDERAL MATA BOMBEIRO DURANTE DISCUSSÃO


Agentes procuravam traficante no local, mas acabaram matando o soldado do Corpo de Bombeiros


O soldado do Corpo de Bombeiros Paulo Sérgio da Silva Pompeu, 22 anos foi morto por um policial federal na madrugada deste sábado (12), em Ponta Porã. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, dois agentes estavam a trabalho no local onde acontecia um encontro de motociclistas.
Eles estavam atrás de um traficante que estaria no local. Porém, durante a investigação, um dos policiais acabou se desentendendo com a vítima, que não estava de serviço.
Durante a discussão, o bombeiro teria ameaçado o policial de morte. Em seguida, foi até seu carro pegou uma pistola calibre 765 e efetuou quatro disparos para o alto.
O policial ainda o advertiu dizendo que também estava armado. Mesmo assim o bombeiro efetuou mais disparos desta vez em direção ao policial, que reagiu e acertou um tiro no abdômen da vítima. Os próprios policiais federais socorreram o soldado e o encaminharam para o hospital do município. Porém, ele não resistiu ao ferimento e morreu.
O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Joílson de Paula, disse que o militar da corporação se formou na última turma em Campo Grande e trabalhava em Corumbá. O jovem estava de folga em Ponta Porã.
De acordo com a Polícia Federal, exames da perícia vão analisar se os homens estavam alcoolizados. Quatros testemunhas já teriam sido ouvidas pelos policiais e elas afirmaram que os dois homens estavam armados no momento da discussão.
O caso foi encaminhado pela PF para a primeira delegacia da Polícia Civil de Ponta Porã onde será investigado.
Com infrormações do JORNAL MS

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

MOREL É PROMOVIDO DEPOIS DE MORTO.


PM morto por policial federal em Dourados é promovido por ato de bravura

novembro 11, 2011 escrito por Webmaster









O policial militar Sandro Álvares Morel, morto a tiros no dia 08 de maio deste ano pelo federal Leonardo de Lima Pacheco, em Dourados, foi promovido a graduação de cabo por ato de bravura. A promoção, assinada pelo governador André Puccinelli (PMDB), foi publicada na edição desta sexta-feira (11) do Diário Oficial do Estado.
Conforme o decreto, Morel foi promovido “por ter praticado atos não comuns de coragem e audácia que, ultrapassando os limites do cumprimento do dever, representam feitos indispensáveis às operações desenvolvidas pelo Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul”.
Segundo o tenente-coronel Evaldo Iahn Mazui, a promoção já era prevista antes mesmo de sua morte. Em outubro de 2009, o militar havia se envolvido em uma ocorrência e, durante troca de tiros, um bandido veio à óbito e outros dois foram presos.
Morel entrou para a Polícia Militar em 27 de setembro de 2004 e, segundo Aparecido Lima, diretor da Regional da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) em Dourados, nestes quase sete anos de serviços prestados na área de segurança pública sempre teve uma conduta exemplar e era um profissional sério e dedicado.
Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da ACS