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terça-feira, 11 de outubro de 2011

MS- PARABÉNS

Mato Grosso do Sul nasceu por meio de uma lei complementar, de 11 de outubro de 1977, instalada em 1° de janeiro de 1979, que desmembrou o estado do velho Mato Grosso. Surgiram assim duas novas unidades da federação, um novo Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul.

Mas a história do estado é bem antiga, e pontuada por muitas guerras. A Guerra do Paraguai - uma das mais marcantes na história do Brasil – acorreu aqui, entre outras que aconteceram durante toda a história sul-mato-grossense.

A chamada Revolução Constitucionalista de 1932 foi o marco para o estabelecimento do novo estado. O Mato Grosso era um só e as diferença entre o sul e o norte levaram a uma "guerra" interna.

Segundo consta, a parte sulista se desenvolvia muito mais rápido que a do norte. O sul contava com uma grande cultura na economia agropecuária e os atuais sul-mato-grossenses queriam essa divisão. Por esse motivo, aderiram à Revolução Constitucionalista, iniciada em São Paulo.

Em meados da Segunda Guerra Mundial, tínhamos o Brasil sob o comando de Getúlio Vargas e, por uma jogada de defesa na Guerra, Getúlio montou pólos de estratégia. Ele fez o decreto de nº 8512, que transformava o Mato Grosso do Sul em Território de Ponta-Porã, aumentando assim, o poderio militar nas fronteiras do país.

Mas foi apenas na década de 50, que o Mato Grosso se dividiu em dois estados. E oficialmente, em 1977, o presidente Ernesto Geisel sancionou a Lei Complementar nº 31, que criou a Unidade do Mato Grosso do Sul.

O professor de história da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, César Benevides, explica que essa divisão aconteceu por questões geopolíticas e não apenas geográficas. Ele aponta ainda que a geografia se redefine a todo momento, e que esse processo é natural. “Isso acontece em vários lugares à medida que o governo vai definindo novas medidas isso vai mudando. O que é muito natural. Essas divisões fazem parte do processo histórico”.

Benevides lembra que essa divisão tinha como objetivo fortalecer os dois novos estados e não aumentar rixas e divergências. “Penso que quem imaginou essa divisão o fez para fortalecer os dois estados e não incentivar briga entre os dois”.

O professor cita Ramez Tebet e diz que o político, falecido em 2006, era um dos poucos que desde o início vislumbrou tudo isso. “A separação não era para separar os mato-grossenses e sim para unir o sul ao Brasil, dizia Ramez Tebet”, conta Benevides.

“Ramez já naquela época tinha uma visão muito clara. Sem esse caráter rançoso que vemos hoje. Um regionalismo medíocre que se criou que não leva a lugar nenhum”, critica.

O lado de lá

Em um artigo disponibilizado na internet, o jornalista Onofre Ribeiro aponta que Campo Grande e Cuiabá, apesar de terem sido parte de um mesmo estado, não são exatamente cidades-irmãs.

Ele conta que em 1914, a Ferrovia Noroeste do Brasil passou pelo vilarejo de Campo Grande e chegou a Corumbá, modificando o traçado original, que era de Bauru (SP) a Cuiabá. Por questões de fronteira e pela experiência da guerra com o Paraguai, se desviou os trilhos, mas Cuiabá sentiu-se lesada e viu a vila tornar-se cidade de Campo Grande que, a partir de 1932 (época da Revolução Constitucionalista), começaria uma rivalidade histórica com Cuiabá.

Passada a divisão, a partir de 1979, os dois estados tomaram vida própria. Mato Grosso do Sul nasceu rico, bem estruturado, com ótimas vizinhanças de São Paulo, Minas e Paraná e orientado para o Sul-Sudeste do país.

Já Mato Grosso renasceu endividado com todos os compromissos do passado, com os aposentados, sem infra-estrutura de estradas e de energia e um rumo incerto. A única certeza no começo de 1979 era que um desastre econômico e político era iminente para o estado. Segundo seu texto, falava-se em quebradeira geral de uma economia que nascia para a agricultura, sem indústria, e amarrada nas ofertas de trabalho ligadas ao governo. Aconteceu o contrário.

Lá se vão exatos 34 anos da separação (1977-2011) e as mesmas questões continuam no ar.

Ao contrário de Onofre, Benevides lembra que os vizinhos ficaram com todos os arquivos históricos da época e que isso sim é riqueza. Ele aponta ainda que ao invés de ficar nessa discussão de MT e MS é preciso começar a conhecer o passado de forma mais responsável e começar a fazer discussões mais relevantes.

Fonte: midiamax

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

COMANDO GERAL AMPLIA VAGAS PARA SARGENTO

Governo do Estado e Comando-Geral ampliam vagas do CFS

Aline Morais

Campo Grande (MS) – O Comando-Geral solicitou, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública apoiou e o Governo do Estado atendeu o pedido de ampliação no número de vagas do Curso de Formação de Sargentos (CFS). Noventa cabos e soldados classificados até a posição 150 no processo seletivo por habilidade intelectual estão sendo convocados. Trinta e cinco já estão fazendo o curso sob efeito de liminar, os outros 55 serão chamados em breve para realizarem as outras fases do certame: exame de saúde e teste de aptidão física.

A Diretoria de Ensino informa que está esperando apenas a publicação no Diário Oficial do Estado para prosseguir com as demais fases do concurso. O exame de saúde deve ocorrer ainda este mês e o teste físico no início de novembro para que os candidatos possam se preparar.

A previsão é que o curso comece no dia 1° de dezembro. Com a ampliação das vagas, caso todos sejam aprovados, a PMMS terá, ainda no primeiro semestre do ano que vem mais 300 sargentos.

“Estamos cumprindo nossos compromissos de qualificar constantemente nosso efetivo e conseguir realizar as promoções, dando oportunidade para nossos cabos e soldados se tornarem sargentos. Disse que lutaria por eles. Assumi esse compromisso e com apoio do secretário Wantuir Jacini foi conseguida a ampliação das vagas junto ao governador. Essa conquista trará reflexos diretos para a comunidade sul-mato-grossense que a cada dia tem homens e mulheres mais preparados no trabalho da segurança pública”, avaliou o comandante-geral da PMMS, coronel Carlos Alberto David dos Santos.



Fonte: pmms








quarta-feira, 28 de setembro de 2011

SHOW DE PREMIOS


Associação de Cabos e Soldados fará show de prêmios no Douradão

Escrito por  Redação Douranews, com Assessoria
Antonio Coca conversa com o diretor regional da ACS, Aparecido Lima
                                                 Antonio Coca conversa com o diretor regional da ACS, Aparecido LimaAssessoria
A ACSPM/BM (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militar) de Mato Grosso do Sul transferiu o show de prêmios marcado para acontecer a partir das 13 horas do dia 4 de dezembro do Parque de Exposições João Humberto de Carvalho para o estádio Frédis Saldivar, o “Douradão”.
A transferência do evento, que seria organizado pela Regional de Dourados, foi oficializada na tarde de hoje (28) após uma reunião entre o presidente da entidade, cabo/PM Aparecido Lima da Rocha e o presidente da Funced (Fundação Cultural e de Esportes de Dourados), Antonio Coca. “Fomos procurados pelo Aparecido Lima e o atendemos prontamente porque este evento está dentro de nossa proposta que é transformar o estádio Douradão em uma arena de multiuso”, disse Antonio Coca acrescentando que a associação vai também explorar os serviços de bar na data do show.
Aparecido Lima conta que no show de prêmios da Associação vão ser sorteados 11 ciclomotores, um refrigerador, uma geladeira e dois televisores de 32 polegadas e um computador. O sorteio será acompanhado e controlado pelo computador, de tal forma que todas as cartelas vendidas concorrerão mesmo que os compradores estejam ausentes.
As cartelas já estão sendo vendidas a 30 reais a unidade, e todo o dinheiro liquido arrecadado será para a construção de uma piscina adulta e uma de criança nas dependências do clube que é mantido pela Associação, localizado à rua Antonio Luiz Marra, 2.375, no Izidro Pedroso. Maiores informações podem ser obtidas através dos telefones 67 3021-2066 ou 3425-8227.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

DELEGACIA CIVIL TEM NOVO COMANDANTE


Foto:Divulgação
O delegado Antônio Carlos Videira estava na Defron
Videira assume a Delegacia Regional de Polícia de Dourados 

A Delegacia Regional de Polícia de Dourados tem um novo comandante; o delegado Antônio Carlos Videira assume o posto que era ocupado até então por Sebastião Nunes dos Santos, que vai comandar a Delegacia Regional de Polícia de Fátima do Sul.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (25). A cerimônia não tem data definida, mas deve acontecer já na semana que vem.

Videira começou a atuar na área como escrivão do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) no final dos anos 90. No início da década de 2000 foi aprovado em concurso e atuou como delegado em Jateí.

Recentemente ele estava à frente da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.

Fonte: douradosinforma




PM e SIGCOE CUMPREM A REINTEGRAÇÃO DE POSSE EM NAVIRAI




Está sendo cumprido o mandado judicial de reintregração de posse das 39 casas inacabadas da conjunto habitacional Vila Alta, através do mandado judicial ex-pedido pelo juiz Eduardo Magrinelli Júnor, atendendo a ação de reintegração de posse pedida no Fórum da Comarca de Naviraí, pelo prefeito Zelmo de Brida (PMDB) 
A determinação judicial feita através de mandado de segurança expedido pelo juiz Eduardo Magrinelli Júnior valia também para os 128 barracos feitos pelos sem-teto. Os pertences das famílias foram retiradas, junto com lonas e telhas colocadas pelas famílias. 
As famílias de sem-terto não ofereceram resistência. Apenas nas casas havia famílias com seus pertences. Os barracos estavam todos vazios..  
Os objetos retirados das casas e barracos devem ser levados pelos caminhões da Prefeitura até o Parque de Exposições. 
Os três oficiais e justiça chegaram na Vila Alta, às 7h10 acompanhados de um comboio de caminhões da Prefeitura, máquinas para destruir os barracos, dois ônibus, um micro-ônibus e cerca de 100 homens da Pol ícia Militar e do Sigcoe. Antes das 8h, os objetos já estavam fora das casas, para serem recolhidos. Agora está havendo a operação de destruição dos barracos, com retiradas de lonas e madeiras velhas das estruturas deles. 

 DUAS DETENÇÕES
Surge a informação ainda não confirmada de que uma senhora teria sido detida, após a desocupação, devido a um incidente sobre posse de imóvel, em uma briga com um homem. Os nomes e os detalhes do caso ainda ão foram divulgados pela Policia Militar e pela Polícia Civil. 
Os sem-teto tinham decidio pela não resistência.
Um homem foi levado da praça Euclides Fabris, com a cabeça sangrando, para a Santa Casa de Naviraí. Ainda não está confirmado se é ou não devido ao excesso de força policial  
Por desacatado, na praça Euclides Fabis, um homem sem-teto foi detido e algemado. Ele foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Naviraí.



Fonte: Edilson Oliveira

O MODISMO DA OPERAÇÃO

Em: Polícia MilitarTécnica
Talvez por influência da cultura criada pela Polícia Federal, muitas corporações policiais militares estejam se inspirando em promover operações no seu cotidiano, contudo não há como se ter certeza se o processo está sendo feito da maneira correta.
Ao menos para o senso comum, baseado no conceito definido pela maioria, entende-se basicamente como operação policial um conjunto de ações desencadeadas a partir de um levantamento prévio de informações, com um foco definido e específico, por meio da aplicação de recursos especiais e efetivo diferenciado, diferentemente do que ocorre no dia-a-dia. É isso que tem acontecido?
Não é correto chamar de operação qualquer emprego policial que ocorra dentro da normalidade, mas, com o perdão do excesso, falta pouco para ser deflagrada a grandiosa “Operação Giroflex ligado”, que se resumirá a fazer tudo conforme já é feito, só que com o giroflex ligado! Simples, não?

É nessa falha que se tenta focar, no ato de querer transformar em chamariz algo de pouca relevância. Talvez se chegue ao ponto de permitir que um policial, em 6 horas de serviço no patrulhamento a pé, consiga realizar diversas operações ao mesmo tempo. Se ele abordar X motos, cumpriu a meta da operação A, se patrulhar 2 quarteirões e incursionar em 3 esquinas, já alcançou o objetivo da operação B, e se no meio desse caminho por acaso cruzar com um cachimbo de crack usado, abandonado à toa no esgoto, viva! Sucesso total da operação C!
Ora, nesse diapasão tem-se a impressão equivocada, que muitos cultivam, de que o papel do PM é fazer nada além de permanecer fardado durante seu turno de serviço, e qualquer coisa além disso só ocorre mediante promessa de recompensa ou caso haja fiscalização intensa e exigência de relatórios.
Será que tantas operações são formas de promover e chamar atenção para seus criadores? São tentativas de fazer a máquina funcionar a qualquer custo? São maneiras de descontinuar o serviço dos anteriores, batizando com novo nome algo que já existe (ou que na verdade não existe) de modo a se tornar pai/padrinho da “invenção”?

Muito há o que se pensar nessa área, afinal é estranho que quase tudo acabe se tornando uma operação e o serviço corriqueiro pareça pouco relevante, quando na verdade é essencial e decisivo. Operações são esporádicas, estudadas, planejadas, estruturadas, e quando acontecem devem preferencialmente se mostrar decisivas e diferenciadas das ações comuns – deixa para que elas aconteçam uma vez ou outra, quando for possível, sem desmistificar o termo ou substituir por modismos a doutrina, ainda que não formal.

Fonte: Abordagem Policial

APOS RECEBER AMEAÇA, MAJOR DA PMR TEM A ESCOLTA DA CIGCOE


Depois de receber ameaças, o major da Polícia Militar Rodoviária Joilson Queiroz Sant’Ana, está sendo escoltado por policiais da Cicgoe (Companhia Independente de Policiamento de Crises e Operações Especiais).
As ameaças viriam por conta da retaliação do crime organizado, especialmente tráfico de drogas e contrabando de mercadorias do Paraguai e da Bolívia, que foram atingidos pelo trabalho da Polícia Militar Rodoviária.
Desde que assumiu o 14º Batalhão, o trabalho de fiscalização nas rodovias foi intensificado, apreendendo mais de 14 toneladas de maconha em apenas um semestre e 376 ocorrências envolvendo contrabando e descaminho, incluindo a apreensão de grande número de cigarro vindos dos países vizinhos.
Em nota, o comandante da PM, coronel Carlos Alberto David dos Santos informou que a Agência Central de Inteligência já está levantando informações que possam levar aos possíveis autores das ameaças e que a escolta ao major permanecerá.
“Preciso garantir condições de trabalho ao major Joilson que vem, por ordem deste comando, empreendendo forças no sentido de combater, sem tréguas, o tráfico de drogas, o contrabando e o descaminho, prestando um serviço essencial para a sociedade sul-mato-grossense”, destacou o coronel Davi.
FONTE: CAMPOGRANDENEWS

domingo, 25 de setembro de 2011

BOMBEIRO DE DOURADOS É O 1º COLOCADO PARA FORÇA NACIONAL


Cabo Adalto foi o primeiro colocado da seletiva da Força Nacional Bombeiro de Dourados é o primeiro colocado em seletiva da Força Nacional


Na manhã desta sexta-feira (23) o Cabo Adalto de Oliveira Campos recebeu os cumprimentos do Comandante do 2º Grupamento de Bombeiros, por ter sido classificado em primeiro lugar na seletiva para o Batalhão Escola de Pronto Emprego (BEPE) da Força Nacional, com mobilização prevista para o final de novembro deste ano em Brasília.



As provas foram aplicadas nos dias 21 e 22 deste mês para mais de trinta candidatos, havia apenas três vagas disponíveis para o Corpo de Bombeiros, sendo uma para oficial e duas para praças.

Na mesma data houve a seletiva para outros cursos que serão realizados no Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo e o militar também participou, optando pelo Curso de Resgate e Emergências Médicas. Nesta seletiva o Cabo Adalto também conseguiu a 1ª colocação e ficará aguardando ocasião para participar deste outro, uma vez que pretende primeiramente operar na Força Nacional.

Adalto está no Corpo de Bombeiros há mais de 14 anos, ele é um especialista em salvamento em altura, combate a incêndios urbano, florestal e em aeronaves, e mergulhador de resgate. Além das especializações que já tem nos trabalhos da corporação, ele já participou de diversas operações de socorro em Dourados e região.



Fonte: douradosinforma.com.br




sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OPERAÇÃO MÃOS DADAS


Operação “mãos dadas” envolve 150 policiais do Estado em Dourados


 
Thalyta Andrade e Osvaldo Duarte
Doutor Sebastião Auro, delegado regional em Dourados, disse que mais ações do tipo vão acontecer na cidade. Foto: Osvaldo Duarte





Uma ação de combate ao tráfico de drogas em Dourados, deflagrada por volta das 6h de hoje, envolveu 150 homens das polícias do estado. O objetivo da operação, batizada de “mãos dadas”, é cumprir 36 mandados de busca e apreensão em pontos de venda de drogas identificados na região. Conforme informações, a ação já resultou em pelo menos sete flagrantes.
O delegado regional em Dourados, Dr. Sebastião Auro, disse agora há pouco à nossa equipe de reportagem, que apesar de ainda não haver um balanço oficial, o resultado da operação já pode ser considerado bastante positivo. Conforme o delegado, essa não será a única ação do gênero, e outras operações irão acontecer a longo prazo.
A operação “mãos dadas” conta com policiais de Campo Grande, Dourados, e outras regiões do estado. Esta é a segunda vez que a ação de combate ao tráfico é realizada. A primeira edição foi deflagrada em Corumbá. Ao longo do dia, um balanço oficial será divulgado em uma entrevista coletiva

FONTE: DOURADOSNEWS.COM.BR

POLICIAIS MILITARES DE DOURADOS PROTESTAM NA CHEGADA DO MINISTRO DA DEFESA




ACS/MS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), aproveitou a visita do ministro da Defesa, Celso Amorim, que esteve em Dourados nesta quinta-feira (22) acompanhando a Operação Ágata 2, para realizar um protesto pacífico.

Uma faixa dizendo “Ministro da Defesa, seja bem-vindo ao Mato Grosso do Sul, aqui a Polícia Militar e o Bombeiro Militar tem o salário mais divergente do Brasil”, foi colocada em frente à estrada de saída do aeroporto.

De acordo com o presidente da ACS/MS, Edimar Soares da Silva, o objetivo era mostrar ao ministro a verdadeira situação dos militares do Estado, que possuem o 15° piso salarial do país, que é de R$ 1.950.

“Todos os policiais e bombeiros do Brasil lutam pela aprovação da PEC 300 e por isso, vamos buscar todos os caminhos necessários para podermos sensibilizar as autoridades, já que são elas que têm o poder para decidir se o projeto deve continuar ou não”, explicou Edimar.

Ágata 2

Outro ponto citado por Edimar, foi a Operação Ágata 2, realizada pela Força Nacional em parceria com policiais da região. Segundo ele, toda a verba gasta nesta ação, poderia ter sido investida para melhorar a infraestrutura da Polícia Militar e dos Bombeiros, por exemplo.

“Até o momento, a operação não tem apresentado o resultado esperado e o deslocamento e a manutenção das equipes da Força Nacional têm exigido milhões dos cofres públicos. Daqui a alguns meses, eles vão embora, e a polícia de nossa região continua na mesma situação”, reclamou.

“Quem precisa de ser valorizado e reconhecido, é quem vive e trabalhar aqui, quem coloca a vida em risco todos os dias, para que o cidadão possa dormir tranquilo. Não adianta mascararmos a situação com outra polícia. Aqui em Dourados por exemplo, nem um número de viaturas suficientes nos temos”, alegou Aparecido Lima, presidente da ACS seccional Grande Dourados.

PEC 300

O ideal de um salário mais digno para policiais e bombeiros do país, tem esbarrado nas manobras política do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Federal. A Proposta de Emenda à Constituição de número 300 (PEC 300), que define um piso nacional para a categoria, precisa ainda passar por apreciação dos deputados federais em segundo turno e a pressão da categoria continuará por todo país.

O presidente da Câmara Federal, Marco Maia (PT), afirmou que por enquanto, a PEC 300 não irá ser votada. Ele afirma que a proposta deve ainda ser discutida com os governadores, que pediram cuidado em assuntos relacionados a gastos para os estados.
Para os militares, a emenda continua viva e as mobilizações em todo país seguirão até que a proposta entre em votação.

“Estamos trabalhando no limite, quando não aguentarmos mais, vamos fazer uma grande mobilização nacional. Se for preciso greve, faremos”, concluiu o presidente da ACS/MS, Edimar.

Renan Nucci/Redação douradosinforma