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terça-feira, 3 de abril de 2012

GOVERNO DIZ QUE VAI VALORIZAR A POLICIA

Puccinelli promete “valorização salarial e profissional” aos policiais de MS



O governador André Puccinelli (PMDB) prometeu “muito trabalho, respeito e valorização salarial e profissional” aos policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul. A declaração foi dada ao jornal Diário Digital e publicada na edição do último dia 30.
O chefe do Executivo se reúne com a classe no próximo dia 12 de abril para ouvir as propostas de reajuste salarial e, ainda conforme o jornal, “impedir indicativos de greve ou manifestações”.
Levantamento do jornal Folha de São Paulo publicado no dia 12 de fevereiro aponta que o salário dos servidores militares de Mato Grosso do Sul é apenas o 23º do Brasil, a frente de Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí e Rio Grande do Sul.
Neste ano, a ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), apresentará uma proposta sugerida pela própria tropa e apresentada durante Assembleia Geral no último dia 23.
Ela traz um escalonamento a partir do subsídio do posto de Coronel, vinculando os salários dos demais graus hierárquicos em uma escala percentual gradativa. Um soldado passaria a receber 25% do vencimento de um Coronel, aumentando o percentual gradativamente até 90% no posto de Tenente-Coronel.
Em 2011, quando sete atas estavam em atraso, a ACS conseguiu durante e negociação salarial a atualização das promoções e um índice de reajuste de 9,24% para os soldados em início de carreira, que possuem os salários mais defasados da categoria.


Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa


Fonte: ronda

segunda-feira, 2 de abril de 2012

SOCIEDADE DO MEDO



Sociedade do Medo

Rogério Fernandes Lemes*

Ao observar minha pequena Nathália, com apenas doze anos de idade, brincando na varanda de casa com suas bonecas e ursinhos ensinando-lhes, ou melhor, reproduzindo a dinâmica de sua sala de aula no ensino público, chamou-me a atenção quanto à maneira histérica e agressiva com que ela corrigia seus “alunos”, a ponto de intervir e pedir para que fosse mais calma ao dirigir-se a eles. A resposta foi que os “alunos não querem nada com nada”.

Mas como é possível que crianças e pré-adolescentes tenham definido, com tanta convicção, o não interesse pelos estudos preferindo ações de rebeldia? Lembro-me de ter presenciado a chegada de um policial militar em uma escola pública, onde várias crianças, curiosas, o cercaram e um menino, com idade entre sete a oito anos aproximou-se com uma coleguinha de mesma idade e disse “oh pulicia! Atira aqui na minha cabeça”! Surpreso, o policial disse que não e que estava ali para falar com as crianças sobre a prevenção às drogas e à violência. O menino insistiu e com a mão em formato de uma arma de fogo apontou para a cabeça da coleguinha e disse “intão dá um tiro nela”!

Foi nítida a tristeza no rosto do policial. Todas as crianças riam muito do que o menino falara e, ele próprio, agia como se “levar um tiro” fosse um prêmio; uma recompensa. O policial militar disse que em outra escola foi provocado por alunos adolescentes, que atrapalham sua aula e reivindicavam, ao serem orientados por ele para que fossem para suas salas, que eles “tinham o direito” de andar pela escola.

Pensando sobre a violência na escola, nas ruas, no trânsito, nas relações sociais, nos homicídios de fins de semana lembrei-me de Tempos Líquidos, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman que aborda a insegurança vivida nas grandes metrópoles globalizadas. Para ele, contemporâneo do Holocausto, as cidades são verdadeiros campos de batalha. Suas análises apontam para o choque entre “poderes globais” e “identidades locais” desintegrando, progressivamente, a solidariedade social. O resultado desse encontro produz insegurança e violência nas relações sociais em todas as esferas.

As “sociedades abertas”, uma vez conectadas ao fenômeno planetário que ele chama de “globalização negativa”, desintegram seus referenciais sólidos apoiando-se em verdadeiras placas de gelo, que podem romper ou desaparecer a qualquer momento. Para Bauman nunca houve alguém que conseguisse equilibrar segurança e liberdade e hoje, contemplamos “uma população horrorizada por sua própria vulnerabilidade”.

Na década de 20, século passado, as pessoas queriam menos segurança e mais liberdade. Hoje presenciamos o caminho inverso. As pessoas vivem inseguras e desejam segurança; se isolam cada vez mais em busca de liberdade e privacidade; sentem-se inseguras nas ruas, nas relações sociais e mesmo dentro de suas fortalezas.

O medo do terrorismo planetário nos enclausura. As multinacionais superfaturam com tecnologias e produtos de proteção individual. Surge um exército de empresas de segurança privada. Um claro ataque liberal ao Estado Social. Descrença popular, medo generalizado, histeria social, pânico nas escolas, são alguns dos fenômenos intensificados no cotidiano da população através dos noticiários.

O mundo globalizado caminha em direção ao “progresso” de mãos dadas com o nacionalismo, o fanatismo religioso, o fascismo e o terrorismo. Nas palavras de Alexander Hamilton, as nações democráticas “para serem mais seguras, elas acabam se dispondo a correr o risco de serem menos livres”. Para David L. Altheide a questão não está no medo do perigo, mas no desdobramento do que esse medo pode se tornar.

Quando as pessoas não interagem socialmente e se escondem atrás de muros, carros blindados, contratando segurança particular, elas reafirmam o sentimento de desordem, de insegurança e caos. Pseudo-análises cotidianamente veiculadas com uma rapidez incrível disseminam o pânico e a incerteza. As pessoas são impedidas de sonhar e a sociedade perde o sono.

Mais do que achar uma “solução” para o equilíbrio entre segurança e liberdade é necessário pensarmos nossas relações de mercado e de consumo. O que realmente é importante para nós?

*Sociólogo – Reg. MTE nº. 163/MS. E-mail: rogeriociso@gmail.com

sábado, 31 de março de 2012

SIG PRENDE LADRÃO QUE ROUBOU EMPRESÁRIO NO PÁTIO DO BANCO


Polícia prende dupla que roubou e baleou empresário em banco

Em 14 de março eles levaram do dono do posto Paulistão R$ 58 mil; compraram moto, pagaram contas, mas a polícia ainda recuperou R$ 2,3 mil

 Policiais do Serviço de Investigações Gerais (SIG) do 1ª DP em Dourados prenderam nesta sexta-feira os dois assaltantes que roubaram o empresário Antenor Vargas, dono do Posto Paulistão. O assalto aconteceu em 12 de março, no estacionamento do banco Santander. Quando Vargas descia do carro foi abordado por um dos assaltantes, que roubou o malote com R$ 58 mil e disparou contra o empresário, atingindo ele no abdome.
Segundo o SIG, as investigações apontavam primeiramente para um funcionário de um posto de gasolina, Alexandro Capile, conhecido por "Piolho", que conhecia a vítima e sabia sobre seu itinerário, sabendo que sempre naquele horário a vítima levava o malote com dinheiro ao banco.
Piolho foi localizado pela polícia na manhã desta sexta-feira e após ser indagado, apresentando informações contraditórias, veio a confessar sua participação no roubo, entregando o seu comparsa, Valdemir de Jesus, conhecido por "Tafarel", dono de um Desmanche e Ferro velho localizado na rua Manoel Santiago, Jardim Piratininga, em Dourados.
Diante dos fatos, os investigadores do SIG imediatamente se dirigiram até o ferro velho e prenderam "Tafarel". Na Primeira Delegacia de Polícia "Tafarel" também confessou sua participação no assalto, como sendo a pessoa que esteve de moto e rendeu a vítima, efetuando o disparo com arma de fogo, fugindo a pé com o malote contendo R$ 58 mil reais, enquanto Piolho lhe dava cobertura e o esperava na esquina da quadra.
Os investigadores conseguiram recuperar com a dupla uma quantia aproximada de R$ 2,3 mil, além de vários cheques predatados e uma motocicleta comprada com o dinheiro do roubo.
Segundo o delegado Rinaldo Moreira, as prisões de Piolho e Tafarel foram decretadas pela Justiça e ambos responderão por Latrocínio na forma tentada. A investigação agora se dá no sentido de saber onde foi gasto o dinheiro roubado, que segundo "Tafarel" foi gasto para pagamento de contas, haja vista que se encontrava preso antes do roubo, na penitenciária máxima de Dourados.
A Polícia não descarta a possibilidade da dupla ter participado num assalto semelhante que ocorreu contra o empresário no ano passado. Na época Antenor Vargas perdeu uma quantia próxima a que foi roubada nesta vez.
Fonte: douradosagora

quarta-feira, 28 de março de 2012

NO CORREDOR DA DELEGACIA


Sinpol diz que vai acionar juiz e promotor na corregedoria e no CNJ

GABRIEL MAYMONE 
foto
Sindicado dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS) disse, por meio de nota oficial, que o juiz e o promotor da comarca serão representados na Corregedoria e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por autorizarem a permanência de cinco adolescentes com idades entre 16 e 17 anos e um jovem de 18 anos no corredor da delegacia de Nioaque (MS) há uma semana.
Segundo o diretor jurídico do Sinpol, Giancarlo Miranda, a delegacia não tem estrutura para abrigar presos, principalmente menores. “A permanência desses adolescentes na delegacia afronta a legislação que diz que o menor infrator deve cumprir pena em unidade de internação adequada “, completa.
A delegada da unidade de Nioaque, Maíra Pacheco Machado, disse que os menores foram recambiados de outras comarcas. “Foi uma decisão da justiça. Avisamos que a delegacia não é o local apropriado para esses adolescente, mas não podemos recusar uma ordem judicial", informa.
O juiz da 2° Vara de Juizado Especial Adjunto de Maracaju, Alecxandro Motta, disse que iria se pronunciar apenas por nota oficial, mas até o momento nenhum comunicado foi divulgado pelo magistrado.
Fonte: correio do estado

terça-feira, 27 de março de 2012

NÃO FOI ACIDENTE



Lei Seca: número de detidos sobe 604%

Em 2008, 259 motoristas que dirigiam embriagados foram presos em São Paulo. Em 2011, número saltou para 1.824
Blitze da Lei Seca começaram a ser realizadas em 2008  / José Cruz/ ABrBlitze da Lei Seca começaram a ser realizadas em 2008José Cruz/ ABr

O número de motoristas presos pela PM (Polícia Militar) por dirigirem com concentração de álcool acima do permitido por lei cresceu 604% em quatro anos.


Em 2008, quando começaram as blitze da Lei Seca, 259 motoristas bêbados foram presos. Em 2011, o número subiu para 1.824. Para a PM, o aumento é resultado das blitze, que, atualmente, são diárias.


O crescimento veio com o aumento de recusas ao teste do bafômetro. Em 2008, eram 60 pessoas. Em 2011 foram 855.


Isso, porém, não impede que o motorista seja conduzido à delegacia. “Ele pode ser levado para ir fazer um exame no IML”, diz o tenente Fernando Vicentin, do CPTran.


Campanha


Os veículos de comunicação do Grupo Bandeirantes entram em peso nesta segunda-feira em uma campanha pelo aumento do rigor nas punições a motoristas que dirigem após o consumo de bebidas alcoólicas.


Participe da campanha para aumentar o rigor da Lei Seca


O objetivo é reunir pelo menos 1,3 milhão de assinaturas, em todo o Brasil, para a proposição de um projeto de lei de iniciativa popular, que vai alterar a lei nº 9.503, de 1997. Até agora, mais de 200 mil pessoas já aderiram.

segunda-feira, 26 de março de 2012

DE QUEM É A CULPA?


A CULPA É DA POLÍCIA PELA ESCALADA DA VIOLÊNCIA?
















"A Polícia não pode servir de bode espiatório para os males que afligem a sociedade"

 Diariamente escuto  que "a culpa é da Polícia" quando se fala no aumento da violência e da criminalidade. Os índices de ocorrência policiais a cada ano também aumenta, as estatísticas comprovam que os números de ações delituosas nas cidades estão aumentando, os crimes de maiores repercussões como homicídio, assaltos e roubos também já são noticiados com mais frequência, com tudo isso vem à pergunta inevitável, o que mudou? Qual o motivo desse aumento? Quem é o culpado? E tantas outras perguntas que tentam entender esse problema. 
A violência e a criminalidade aumentam em países que funcionam mal os mecanismos de controle social, político e jurídico. Em países como o Brasil, de instituições frágeis, profundas desigualdades econômicas e de classe e uma tradição cultural de violência, a realidade do cotidiano dos habitantes das grandes cidades é violenta. Uma das causas do crescimento da violência urbana no Brasil é a aceitação social da ruptura constante das normas jurídicas e o desrespeito á noção de cidadania. 
As polícias fazem o seu serviço diuturnamente, apesar de todas as deficiências de efetivo, equipamentos, de salário, e de reconhecimento da própria sociedade, onde o policial doa o seu maior bem, que é a vida, para assegurar a essa mesma sociedade uma melhor sensação de segurança e bem estar. As prisões estão abarrotadas, e os flagrantes, prisões e ações policiais são diárias. 

Se a impunidade no Brasil é uma constante, por temos uma legislação em muitos casos que não alcança os nossos anseios, se o sistema prisional é uma calamidade e a impunidade é uma constante, o problema não é oriundo dos órgãos policias, que mesmo com todos estes entraves tentam fazer o seu trabalho da melhor maneira possível. No Brasil, a principal ação errada, que antecede a violência e a criminalidade é o desrespeito. 

O desrespeito é produto das injustiças e afrontamentos, sejam sociais, sejam econômicos, sejam de relacionamentos conjugais, etc. É de desrespeito em desrespeito que as pessoas acumulam tensões nervosas que, mais tarde, explodem sob a forma de violência, ou seja, a má educação, a falta de raízes familiares fortes e o amor fraterno, entre outros fatores, prevalecem hoje na conduta do ser humano em sociedade. Assim como a família, a escola tem um papel fundamental na sociedade, pois é na escola que se aprende a conversar, a interagir em grupos, a resolver conflitos fora do lar, e mesmo a discutir. 

A Escola é o lugar das palavras, onde se aprende a escrever e a ler. A violência é a impossibilidade da palavra, acontece quando se recusa a palavra para resolver com armas alguma coisa que poderia ser conversada. Portanto, devemos buscar as causas que produzem o fator violência, através de políticas públicas, voltadas ao social, fortalecendo os laços familiares e a sua estrutura, para que, juntos, possamos ter uma geração mais sadia, mais amada e mais responsável com suas obrigações como cidadãos. 

E a culpa é da polícia? 

Texto do Major dO Moacir Gomes - CAMOCIM POLICIA 24HS

A CULPA É DA POLICIA?


 
Se morre alguém, a culpa é da polícia.
Se o bandido foi solto pela justiça, a culpa é da polícia.
Se o mandado de prisão demora a sair, a culpa é da polícia.
Se o bandido desaparece, a culpa é da polícia.

Se o bandido é morto durante um tiroteio, a polícia é culpada: “coitadinho do criminoso!”.
Se ele sobrevive, a polícia é inoperante, pois “deveria ter acabado com ele”.

Se a polícia age com rigor para manter a ordem, é truculenta.
Se não agir com rigor, é muito mole.

Se a polícia estava presente na hora do fato, é cúmplice.
Se não estava, é omissa.

Se revista um suspeito, desrespeita o direito do cidadão.
Se não revista, “faz vista grossa”.

Se prende pobre, é injusta.
Se prende rico, “é porque quer aparecer”.

Se prende um ladrão, tem que apresentar provas.
Mas, se o ladrão diz que foi o policial quem o torturou, o extorquiu e o roubou, o policial é preso e expulso da Polícia. Mesmo sem provas.

ALEXANDRE DE SOUSA - Diário de um PM

sexta-feira, 23 de março de 2012

POLICIA FEDERAL










quarta-feira, 21 de março de 2012

PROPOSTA DE REAJUSTE DA SEGURANÇA PUBLICA


Proposta de reajuste escalona salário dos servidores militares em MS


 
Nas últimas três semanas, a ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) percorreu diversos municípios e todas as propostas de reajuste salarial feitas pela tropa foram registradas em ata.
A proposta que será levada ao Governo do Estado foi definida por unanimidade durante Assembleia nesta terça-feira (20) e escalona o salário dos servidores militares de Mato Grosso do Sul.
“A ideia traz um escalonamento a partir do subsídio do posto de Coronel, vinculando os salários dos demais graus hierárquicos em uma escala percentual gradativa. Um soldado passaria a receber 25% do vencimento de um Coronel, aumentando o percentual gradativamente até 90% no posto de Tenente-Coronel”, explica o diretor-financeiro da ACS, Cezar Alexandre Piccoli.
A proposta atende ainda a reivindicação da ACS, que é a valorização salarial principalmente dos cabos e soldados.
Uma nova Assembleia está pré-agendada para o próximo dia 16 de abril, com local ainda a ser definido. A audiência com o governador André Puccinelli (PMDB) deve acontecer ainda este mês.












Assessoria de Imprensa
Jeozadaque Garcia