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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MS, MARCHA PARA PEC 300- QUINTA FEIRA O GRANDE DIA




Marcha Nacional em Defesa da Equiparação Salarial no Brasil


10 de Dezembro de 2009 - Campo Grande - MS

Concentração na Praça do Rádio Clube, a partir das 14 horas


A Associação dos Cabos e Soldados da Policia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul- Regional de Dourados, convida VOCÊ - POLICIAL MILITAR, Bombeiros - Ativos e Inativos – Pensionistas, para participar da marcha que se realizará em Campo Grande.


Fonte: acsdourados.com

FALTA DE VTRS DA PM GERA BATE BOCA NA ASSEMBLEIA

Fernanda França
Terça-feira, 08 de Dezembro de 2009 12:55



Kemp vai à tribuna falar de matéria do Campo Grande News sobre aa falta de viaturas
A falta de viaturas em Campo Grande, que deixou mais de 400 ocorrências sem atendimento nenhum fim de semana, gerou bate boca nesta manhã na Assembléia Legislativa, parlamentares entre tanto de situação quanto de oposição.
O deputado Pedro Kemp (PT) ocupou a Tribuna para debater a matéria veiculada ontem, no Campo Grande News, sobre a falta de atendimento às ocorrências que chegavam ao CIOPS (Centro Integrado de Operações de Segurança).
O parlamentar Criticou uma desorganização do governo em colocar, de uma só vez, várias viaturas para revisão.
Como há somente uma oficina autorizada da Renault em Campo Grande - empresa que venceu a Concorrência para fornecer os carros à Polícia -, como viaturas acabam aguardando atendimento por um longo período. Enquanto isso, permanecem longe das ruas, onde os crimes acontecem.
"Não dá para tirar um monte de carros para uma revisão e deixar a Polícia a pé", Criticou.
O líder do PMDB na Casa, deputado Akira Otsubo, saiu em defesa do Governo, afirmando que o Executivo "Não tem outra saída", já que también en las Oficinas Credenciadas realizar uma revisão nos veículos.
Outro que saiu em defesa do governo foi o deputado Onevan de Matos (PSDB). Ele disse que os investimentos estão sendo feitos em segurança pública e "só não vê isso quem não quer".
"Isso é um problema que acontece em todo lugar e cada governo faz o que pode", justificou.
Kemp voltou a criticar o Governo do PMDB, afirmando que, em três anos, a violência aumentou e não há gerência competente PARA ACABAR COM UM Criminalidade.

"A segurança neste governo é incompetente, não conseguiu organizar até agora um sistema de inteligência", afirmou.

Em novo aparte, o deputado Onevan de Matos disse que, no governo Zeca do PT, como viaturas não Passavam nem por revisão, "viviam quebradas". Kemp disse que também estava sendo incoerente por falar mal do governo André Puccinelli, já que um segurança também não funcionava na época de Zeca do PT.

"O senhor é incoerente, que deu sustentação e apoio ao Zeca e agora fala mal do governo dele", disparou Kemp, rebatendo as críticas do tucano.
O deputado Coronel Ivan de Almeida (PRTB), ex-comandante da PM, disse que o governador André Puccinelli dá estrutura para a Polícia, mas que a Segurança Pública é hoje mal gerenciada.
"Os secretários no governo Zeca Passavam por cursos para aprender uma Combater o crime nos grandes centros e infelizmente hoje não há esse tipo de posicionamento. A viatura pode circular sem revisão e não há risco de perder uma garantia, já que é a Concessionária que está errada em não fazer o serviço. O governador da condição, mas os gestores, um PM, que ter Tem uma Estratégia de combate ao crime "Declarou,.
Integrante da base Aliada, o deputado Marquinhos Trad (PMDB) também ocupou o microfone de apartes e lembrou que a deficiência de viaturas vem sendo denunciada pela imprensa desde setembro.
Kemp concluiu seu pronunciamento cobrando medidas imediatas do governo a respeito do problema.



Fonte: campograndenews

HOJE É FERIADO CATÓLICO EM DOURADOS



O Dourados News perguntou: na sua opinião o dia 8 de dezembro (dia da padroeira Imaculada Conceição) deveria ser feriado municipal? Dos 618 votantes, 460 apóiam o feriado (74,43%) e 158 pessoas (25,57) acham que hoje não deveria ser feriado.

O assunto mexe com o sentimento religioso do douradense, já que se trata de um feriado católico em homenagem à uma santa, o que é visto com receio por outras religiões que não adoram santos, ou imagens, como costumam se referir. A enquete esteve no ar por uma semana.

Curiosidade
A imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição que hoje está na Catedral em sua homenagem, no centro de Dourados, foi levada para a capela em 08 de dezembro de 1925 e foi fruto da doação Major Afonso de Oliveira Mello, que tinha falecido havia pouco tempo, tendo deixado a santa na casa do Major Pompeo Capilé.
Coube ao Reverendo Padre José Giardeli, sob ordens da Diocese de Cuiabá em 06 de junho do ano seguinte benzer a pedra fundamental da igreja que até aquele dia não tinha sido benzida pelo simples fato de não ter um religioso que fizesse o serviço em toda a região.
Depois disse houve uma missa e a capela também foi benzida. A paróquia foi criada em 03/10/1935, uma nova igreja foi construída no lugar da antiga em 1943 e reformada em 1953. A pedra fundamental da atual matriz foi lançada em 1958. A santa continuou lá.



Fonte: Douradosnews


SEM VTRS, PM DEIXA DE ATENDER 400 OCORRÊNCIAS

Aline dos Santos - Campo Grande


No fim de semana, mais de 400 ocorrências policiais não foram atendidas, em Campo Grande, por falta de viaturas.
De acordo com informações apuradas pelo Campo Grande News, as solicitações chegavam ao Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança), mas não eram atendidas por falta de veículos para as equipes irem até os locais.
Os veículos estão na oficina, a maioria para revisão. As viaturas ficam aguardando por um longo período, pois há uma única oficina autorizada da Renault em Campo Grande, empresa que venceu a concorrência para fornecer os carros para a Polícia.

Em outubro deste ano, reportagem do Campo Grande News já havia mostrado que as viaturas ficam “encalhadas” na oficina.

Desconsiderado – Por meio da assessoria de imprensa, o governo do Estado admite a falta de estrutura da concessionária, contudo, informa que precisa fazer a revisão periódica dos veículos na autorizada para não perder a garantia.
Os carros foram entregues na mesma época, portanto param sempre no mesmo período para a revisão. A expectativa do governo é que o problema seja resolvido somente quando acabar o prazo de garantia dos carros, pois o critério de assistência, que agora se mostra deficiente, não foi considerado na hora da compra dos veículos. O principal critério, na licitação, é pelo menor preço.
O carro fornecido pela Renault ao Estado é o Logan, que tem garantia de três anos.
A equipe do Campo Grande News esteve nesta manhã na concessionária, mas, por conta do feirão realizado no final de semana, estava fechada.

Fonte: Campograndenews

domingo, 6 de dezembro de 2009

POLICIAL É BALEADO APOS JOGO DO CORITIBA E FLUMINENSE

06 -12-09 -  21h15min

O resultado do jogo entre Coritiba e Fluminense saiu mais do que caro para o esporte paranaense. Além do rebaixamento do Coritiba para a segunda divisão, torcedores mostraram que ainda não sabem separar o esporte da violência. Após o apito final, dezenas de torcedores invadiram o gramado do Estádio Couto Pereira e partiram para cima da polícia, transformando o local numa verdadeira praça de guerra, na noite deste domingo (06).

Bancos, cadeiras e pedaços de pau e ferro foram jogados sobre policiais. Até memos objetos da imprensa foram usados pelos torcedores para ataque em campo.
O helicóptero da Polícia Rodoviária Federal foi acionado para resgatar vítimas no campo do estádio. De acordo com a polícia, paramédicos da PRF e médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram atendimento e duas pessoas foram levadas pelo helicóptero. Até as viaturas dos bombeiros foram apedrejadas pelos torcedores ao chegarem ao estádio.
De acordo com informações do presidente da Associação Médica do Paraná, José Fernando Macedo, em entrevista para o programa Gol de Ouro, da Paraná Educativa, pelo menos duas pessoas foram baleadas nas imediações do estádio. Um torcedor e um policial foram atingidos por balas na cabeça e estariam em estado muito grave no Hospital Cajuru.
Até às 20h50, foi registrado tumulto no terminal de Santa Felicidade e também no quartel dos Bombeiros da Cidade Industrial de Curitiba, onde havia um grupo de torcedores apedrejando o quartel.

Nenhum óbito foi confirmado pelo Comando da Polícia Militar até então.


Fonte: Bem parana

TENENTE PEDRO GANHA ELEIÇÃO DO PT POR APENAS 16 VOTOS


06/12/2009 - 20:45 h

O ex-vereador e bombeiro aposentado tenente Pedro Ferreira ganhou a eleição para a presidência do PT de Dourados por apenas 16 votos de diferença em relação à candidata a Rosimara Osório no segundo turno que aconteceu durante o dia de hoje.
Tenente Pedro teve 468 votos contra 452 da Rosi. O resultado oficial saiu agora pouco. Houve 31 votos nulos, 11 brancos e o total foi de 962 votos.
Pedro havia perdido a eleição anterior por apenas 1 voto. A eleição aconteceu em clima de tranqüilidade. Segundo um militante, o grande perdedor foi o deputado federal Vander Loubet (PT) que apoiou Rosi e teria incentivado toda uma articulação para a derrota do candidato da Democracia Socialista (DS).

“Agora estamos prontos para e eleição do Zeca”, comentou.


FONTE: dourados informa

sábado, 5 de dezembro de 2009

PEC 41 X PEC 300- ASSISTA O VIDEO


Foi bastante divulgada pelo aparecidolima.blogspot.com a aprovação em segundo turno no Senado Federal da PEC 41, proposta de emenda à Constituição de autoria do Senador Renan Calheiros que tem o objetivo de fixar um piso salarial para os integrantes das Polícias Civis, Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, além de determinar que, para o pagamento da diferença da remuneração atual com a que será fixada pelo piso, a União faça a complementação e crie um fundo contábil para esse fim.
Muita gente está confundindo PEC 41 com PEC 300. Infelizmente, a PEC 300 ainda não foi aprovada. A PEC 41 também não foi aprovada por completo, pois falta ainda ser votada na Câmara dos Deputados.
Eu não comemorei muito a aprovação da PEC 41, haja vista que ela não define o valor do piso salarial. Pode ser de R$ 4.500,00 como também pode ser de apenas R$ 1.200,00. Também não fala nada na proposta em reajustes periódicos, o que pode ocasionar a defasagem do piso ao longo do tempo. Além disso, de acordo com o texto da PEC 41, a implementação do piso será gradual e terá início até após um ano da promulgação. Ou seja, não define um prazo para que esse piso seja pago em todos os Estados; diz apenas que será gradual, mas gradual até quando? Dois anos? Dez anos?...
Devemos continuar mobilizados pela aprovação da PEC 300, mas também não podemos cruzar os braços com relação à PEC 41. Vamos lutar a favor de ambas. Tudo que for de benefício para nossa categoria será muito bem-vindo.





sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

DELCIDIO DIZ QUE VOTA DE NOVO PELA CRIAÇÃO DO PISO PARA PMS


O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) comemorou a aprovação, pelo plenário do Senado, das propostas de emenda à Constituição (PECs) que criam o piso salarial nacional dos policiais civis e militarese beneficiam os defensores públicos.

“A aprovação da PEC 41 representa uma grande vitória para os policiais civis, militares e bombeiros de todo o Brasil, porque cria as condições necessárias a garantir melhor remuneração à categoria. Com salário maior, eles poderão viver com mais dignidade, trabalhar com tranqüilidade e oferecer mais segurança a toda população. Votei a favor no primeiro turno e vou repetir a dose no segundo turno”, adiantou o senador.


Delcídio ressaltou que , em Mato Grosso do Sul, os policiais civis, militares e os integrantes do Corpo de Bombeiros têm feito um trabalho exemplar, apesar das dificuldades.

Essa PEC, mais do que nunca, legitima a luta dos policiais do meu estado, que atuam também na repressão aos crimes ambientais e prestam um excelente serviço a todo o Brasil, na medida em que auxiliam as forças federais no combate ao contrabando e ao narcotráfico nas regiões de fronteira. A partir de agora, as diferenças salariais entre profissionais da mesma área não serão mais tão gritantes”, acredita o senador.

Após a aprovação final da emenda, o piso nacional dos policiais civis e militares será estabelecido por lei ordinária, que deverá entrar em vigor no prazo máximo de um ano após a promulgação da PEC. O texto também cria um fundo para que a União socorra os estados e municípios em dificuldades orçamentárias, que não tenham condições de viabilizar o pagamentodo novo piso.


Fonte: Douradosagora

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PEC DOS PRECATÓRIOS PODE SER UM CALOTE



Imagine que você recebe um salário de R$ 5 mil por mês, e possui contas e dívidas a pagar. Então é aprovada uma lei que te obriga a quitar um limite mínimo de 2% do que você recebe em dívidas todos os meses. Por essa regra, só precisaria pagar R$ 100 mensais em débitos. Não importa se você deve muito mais que isso, a lei só te obriga a pagar esse valor, o resto é opcional. Seria bom, não?


Agora se coloque do outro lado do balcão. Você tem um dinheiro a receber, mas por causa dessa lei, seu devedor não é obrigado a te pagar. Já não parece ser tão vantajoso, não é?

Essa é uma parte da proposta de emenda à constituição (PEC) 351/09 - a chamada PEC dos Precatórios - que foi aprovada no Congresso nacional e tem causado protestos da população. Para advogados tributaristas, essa seria a tentativa do Governo de um terceiro calote.

O que são precatórios

Os precatórios são ordens de pagamentos judiciais para o serviço público. Ou seja, uma pessoa ou uma empresa tem algo a receber do município, estado ou União. Então a Justiça determina que o governo pague a dívida. Para isso, é emitido um precatório. Seria uma espécie de “vale dívida”.

O problema é que os estados e municípios não pagam os precatórios desde 1997. O Governo Federal estima que o tipo de dívidas desse tipo no Brasil chegue a R$ 100 bilhões atualmente.

Os precatórios são divididos entre alimentares e não alimentares. Os alimentares são “pedaços do salário do servidor”, explica o advogado tributarista Nelson Lacerda. São reajustes de salário, pensões, que os estados deviam, mas não pagam.

Já os não alimentares são os que não compõem a renda da pessoa que entrou com a ação. Como, por exemplo, pagamento devido pela prefeitura quando desapropria uma família para construir uma estação de metrô.

Os dois calotes anteriores

Esse não é um problema recente no país. Em 1988, foi aprovada uma lei que permitia o parcelamento dos precatórios. Assim, quem tinha a receber, receberia. E quem tinha a pagar, poderia pagar. Apenas a União cumpriu.

Em 2000, uma emenda constitucional determinou novo parcelamento dos precatórios, em até dez anos. Estados e municípios continuaram a não pagar, e a dívida acumulou até então.

Ordem cronológica

Para cada parte controversa do projeto, há uma manifestação contrária. Diversos pontos têm causado indignação. O primeiro é que apenas 50% dos precatórios tenham que ser pagos por ordem cronológica (atualmente é necessário pagar dessa forma 100% da dívida).
O argumento contrário dos advogados tributaristas é de que, dessa forma, dívidas antigas que ainda não foram pagas, continuarão esquecidas.

Leilão

O segundo ponto é permitir o leilão das dívidas. Assim, o detentor do precatório que aceitar o maior deságio (basicamente, dar o maior desconto), receberá o pagamento do governo.

Para Brando, essa solução nem mesmo pode ser chamada de leilão, já que apenas um comprador (o governo, o devedor) é que pode dar lances. Não dá chances de quem possui um precatório a receber de aceitar a melhor proposta. “(O leilão) é, na verdade, um confisco. Na visão deles, teria apenas um comprador, que é o devedor. Isso viola as leis básicas de economia”, explica.

Fora de ordem

O terceiro ponto seria o pagamento da dívida por ordem do menor ao maior precatório, desrespeitando as regras de seguir a ordem cronológica.

“Imaginemos alguém que tenha um precatório orçado para 1997, no valor de R$ 30 mil. Hoje, após 12 anos de espera, o valor do crédito é de aproximadamente R$ 350 mil. Vai para o fim da fila. Quem tiver um precatório no mesmo valor, orçado para 2007, receberá antes”, afirma Lacerda.

Correção

Uma quarta parte da PEC tem como intuito diminuir a dívida (ou desacelerar seu crescimento). Em vez de corrigir os precatórios com taxa anual de 6% mais o IPCA, a correção seria pelo mesmo coeficiente da poupança.

A ideia inicial era de fazer com que essa medida fosse retroativa. Assim, dívidas de 1997, por exemplo, diminuiriam. Mas parlamentares voltaram atrás para que isso seja aplicado assim que a PEC for aprovada pelo Congresso.

Por fim, a proposta de emenda à constituição prevê o prazo de 15 anos para o parcelamento dos débitos.

Soluções para o impasse

Os advogados sugerem soluções que poderiam melhorar a proposta. Flávio José de Souza Brando afirma que foram discutidas propostas que envolvem intervenção do Governo Federal (único que paga em dia seus débitos com precatórios).

“Existem boas alternativas. De um lado, você tem prefeitos e governadores reclamando, com razão ou sem razão, de problemas de fluxo de caixa. Eles precisam de prazo para pagar.De outro lado, tem os credores não recebem há décadas e precisam receber”, explica o presidente da Comissão de Precatórios da OAB-SP. “O Governo Federal é a solução”.

Pela proposta, o Tesouro Nacional poderia avalizar, garantir papéis que poderiam ser emitidos por estados e municípios, com vencimentos de 20, 30 anos. Nesse período, teriam que desembolsar apenas juros de seis em seis meses.

O detentor de um precatório a receber poderia trocar voluntariamente pelos títulos e poderia vender para investidores de mercado de longo prazo. Assim, transformaria precatórios em títulos, e títulos em dinheiro.

Outra possibilidade é constituir fundos de infraestrutura, já que o Governo precisa de dinheiro para obras do PAC, para a Copa do Mundo de 2014, Olimpíadas de 2016, para o petróleo na camada do pré-sal.
Isso seria mais para os grandes credores, e poderia permitir que trocassem o precatório por fundo de infraestrutura.
Atualmente, a única forma que se tem de receber os precatórios é vendê-los a empresas com um deságio. As companhias, então, usam os precatórios para pagar impostos, como um tipo de compensação tributária.
Um ponto é consenso entre parlamentares e advogados, é preciso achar uma solução para que os precatórios sejam pagos.

“Existem três categorias de donos de precatórios. Os que já morreram esperando o pagamento, os que vão morrer esperando a quitação do débito e aqueles que vendem com deságio, aproveitando em vida parte do seu crédito”, afirma Nelson Lacerda.

Fonte: Revista Abril

PEC DOS PRECATÓRIOS PASSA NO SENADO



Contrariando o posicionamento da AMB sobre o assunto, o Senado Federal aprovou ontem a proposta de emenda à Constituição que fixa novas regras para pagamento de precatórios. Em audiências públicas promovidas no Congresso Nacional recentemente, a AMB argumentou que a lei representa um desrespeito ao cumprimento das decisões judiciais e à própria Justiça brasileira, uma vez que promove um leilão ou acordo para aqueles dispostos a negociar valor já firmado pelo juiz.
O projeto estabelece que pelo menos 50% dos recursos reservados aos precatórios serão destinados ao pagamento em ordem cronológica, com base na data em que a Justiça determinou o pagamento. A metade restante poderá ser paga por meio de leilão ou por câmaras de conciliação, a serem criadas por lei pela entidade devedora, o Estado ou município.
Segundo o projeto, que prevê prazo de 15 anos para quitação dos débitos, dívidas decorrentes de ações envolvendo natureza alimentícia ou que os credores sejam idosos ou portadores de doença grave terão prioridade no recebimento. Os devedores também precisarão reservar de 1 a 2% de sua receita corrente líquida para pagamento dos precatórios: 2%.

Luta contrária

A AMB fez uma ampla mobilização pela não aprovação do texto. A primeira foi em maio, quando a entidade protestou contra a PEC em uma marcha na Esplanada dos Ministérios ao lado de centenas de entidades. O trabalho nos corredores do Congresso Nacional e a participação em audiências públicas sobre o tema também marcaram as ações da entidade.
Na audiência realizada em outubro, a entidade frisou que os credores não podem ser penalizados por erros de gestão do erário que permitiram que se acumulassem enormes quantias a serem pagas por algumas administrações municipais e estaduais. O presidente da AMB, Mozart Valadares Pires, fez questão de destacar que o debate sobre a PEC não interessa somente aos credores e aos governos devedores, mas à toda sociedade.
O posicionamento da Associação pela não aprovação da PEC está alinhado com o de várias outras entidades, como a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que defende que a aprovação da PEC criará um ambiente de insegurança jurídica muito prejudicial para o Brasil. Para a OAB, o leilão de pagamentos já fixados em sentenças judiciais representa uma desmoralização do Poder Judiciário.





Fonte: Folha de S. Paulo