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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO

DEMOCRA'PT'AS - ALIANÇA DA RAZÃO

 

DEMOCRA'PT'AS
 Por 63 votos contra 47, os delegados do Partido dos Trabalhadores votaram pela aliança com o DEM em apoio à candidatura do vice-governador Murilo Zauith à prefeitura de Dourados, cujas eleições acontecem no dia 6 de fevereiro. A reunião aconteceu esta noite na Câmara de Dourados.

O presidente do diretório municipal do PT em Dourados, Tenente Pedro, relatou ao Campo Grande News que dos 152 delegados, apenas 110 compareceram à reunião. O partido também indicou o nome de Dinaci Vieira Marques Ranzi à vice na chapa de Murilo.
Para Tenente Pedro, a decisão foi acertada e dignifica o partido. A respeito de confusão durante a reunião, já que muitos militantes não puderam participar da reunião, ele relatou que tudo já foi resolvido.

Ele também frisou que o vereador Elias Ishy, que tinha interesse em disputar a prefeitura pelo PT, acatou a decisão com ponderação. “Tenho certeza que foi a melhor decisão”.
Opinião contrária é defendida pelo vice-presidente do diretório regional do PT em Mato Grosso do Sul, Rubens Alves. Ele acredita que a decisão causa grandes prejuízos para o município de Dourados, uma vez que os partidos possuem trajetórias distintas.

Mas ele crê que o diretório nacional do Partido dos Trabalhadores vai intervir nessa decisão. “O PT deixar de apresentar candidatura própria é um erro tremendo, principalmente do ponto de vista dos militantes que apostam na oposição. Só que essa decisão não se prevalecerá, pois nossos dirigentes nacionais tinham ordenado que o PT não se aliasse ao DEM”, explica Rubens.
Aliança - Murilo Zauith já reúne 15 partidos em seu arco de alianças e lidera as pesquisas de opinião. Partidos nanicos também vão para o sacrifício na corrida eleitoral, como é o caso do PMN, que lançará Genival Antonio Valeretto, e do PSOL, que terá José Araújo como opção nas urnas.

O vice-governador, que inclusive convenceu o governador André Puccinelli (PMDB) a apoiá-lo, vai para o confronto alicerçado por um leque de aliança composto por PMDB, PDT, PSDB, PPS, PSB, PSL, PTB, PT do B, PR, PV, PSC, PSDC, PRB, PP, possivelmente o PT, além de seu próprio partido.

CAMPOGRANDENEWS

         

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

IDENTIDADE COM CHIP

Documento terá novos recursos de segurança




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, lançaram nesta quinta-feira o novo documento de identidade - o registro de identidade civil (RIC) -, que passa a ter validade de 20 anos a partir da data de expedição e um chip para o armazenamento de todas as informações pessoais do cidadão.

Com a nova identidade, cada cidadão passa a ser identificado por apenas um número em nível nacional, com a impressão digital armazenada em um chip instalado no documento. Nele conterá, além da fotografia 3x4, números de outros documentos e dados pessoais, como altura e cor dos olhos e, se o portador desejar, alergias, tipo sanguíneo ou desejo de ser doador de órgãos. Não há custo para o cidadão na troca do atual documento de identidade pelo RIC.

De acordo com o governo, a impressão digital no chip evita confusões provocadas por homônimos e minimiza o risco de uma pessoa se passar por outra tanto para cometer crimes quanto para solicitar crédito, por exemplo.

O RIC também vem acompanhado de um certificado digital, uma espécie de carteira de identidade virtual, com assinatura digital do portador, que permite transações sem a presença obrigatória do interessado, como solicitação de crédito e informações a serem prestadas ao governo.



O registro de identidade civil ainda não está disponível em todo o Brasil. Ao longo de 2011, serão produzidas 2 milhões de novas identidades em um primeiro momento nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Hidrolândia (GO), Ilha de Itamaracá (PE), Nísia Floresta (RN) e Rio Sono (TO) para cidadãos selecionados pelos institutos de identificação estaduais e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A estimativa do governo é que em 10 anos todos os cidadãos brasileiros já tenham substituído o atual RG pela RIC. Enquanto a substituição não estiver completa, o RG também é válido como documento de identificação.



Terra.com

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

PEC 300 2011

PEC 300 será prioridade na Câmara em 2011

A criação de um piso salarial nacional para policiais (militares e civis) e bombeiros deverá ser uma das prioridades na Câmara dos Deputados, em Brasília. A novidade foi contada pelo presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS). De acordo com o petista, as propostas de emendas constitucionais 300/2008 e 446/2009, que tratam do asssunto, deverão ser votadas no início do ano que vem.

A PEC 300, de autoria de Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), chegou a ser aprovada em plenário no ínicio deste ano, mas ainda necessita ser analisada em segundo turno antes de ir a sanção presidencial. Segundo os parlamentares, o impacto financeiro de R$ 43 bilhões causado pela criação do piso nacional, como vem sido dito pelos governadores, é o que vem impedindo a PEC 300 de ser votada em segundo turno na Câmara dos Deputados....

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

APOSENTADORIA ESPECIAL- 25 ANOS

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ARI ARTUZI FALA NA GRANDE FM

CLICK AQUIhttp://www.grandefm.com.br/politica/na-grande-fm-ari-artuzi-sustenta-tese-de-ser-vitima-de-golpe

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

POLICIAIS MILITARES SÃO DENUNCIADOS EM CRIME DE EXTORSÃO


Policiais Federais de Naviraí-MS, realizaram diligências para cumprir seis mandados de prisão temporária na manhã de hoje, contra policiais militares envolvidos com o crime de extorsão. Até às 11h30h, dois mandados haviam sido cumpridos.

Os seis policiais militares com prisão decretada são todos lotados na cidade de Naviraí.

INVESTIGAÇÕES E PRISÕES

As investigações tiveram início com denúncia anônima que levou à apreensão em Naviraí de um caminhão bitrem carregado com cigarro e defensivo agrícola contrabandeados no último dia 30 de novembro, quando um policial militar foi preso.

Investigações apontam que policiais militares extorquiam dinheiro de criminosos para liberar cargas de contrabando. No caso do bitrem apreendido, os PMs tentaram extorquir R$ 250 mil dos criminosos.

A ação contou com 20 policiais federais e seis policiais da Força Nacional.

14h03 - ACRÉSCIMO DE INFORMAÇÃO DO SULNEWS

O comandante do Batalhão da Polícia Militar (PM) de Naviraí - José Maidana, ligou para fazer um esclarecimento. Ele disse que a viatura da PM que aparece na foto da Assessoria de Imprensa da Polícia Federal tem uma razão de ser.
Ele disse que a viatura da PM aparece porque o comando está colaborando com a Justiça Federal e com com o Ministério Público Federal (MPF). Ele não comentou sobre os quatro PMs que ainda não se entregaram e não falou sobre nomes, assim como acontece com a PF.



Fonte: Sulnews.com.br-Assessoria

NOVO GOVERNO. PEC 300 E A CRIMINALIZAÇÃO DA POLÍCIA

Por Fábio F. Figueiredo, Inspetor de Polícia, especial para o Blog Repórter de Crime
Defina CRIME: “É todo o ato realizado em pecado, ou seja, cometido de propósito ou conscientemente para prejudicar alguém ou obter um proveito ilegítimo ou irresponsável” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Crime).

Quando consideramos a questão da segurança pública no Brasil e em especial no Estado do Rio de Janeiro, verificamos que existe uma percepção coletiva de que o profissional que desempenha essa atividade “na ponta”, na “linha de frente” deveria ser prestigiado, bem remunerado e amparado para que possa COLOCAR EM RISCO o seu bem maior, qual seja a sua própria vida, na defesa da sociedade.
Paradoxalmente é comum ouvir das mesmas pessoas que assim entendem (quando os sindicatos representantes das classes policiais defendem uma maior remuneração para seus representados), que aqueles profissionais SABIAM quanto iriam receber quando realizaram o concurso público para o cargo ou função, não sendo razoável que “agora” venha demandar dos gestores públicos e da sociedade uma remuneração mais elevada, como necessária para conferir-lhes dignidade e segurança para seus familiares na eventualidade de sua morte em razão do exercício regular da profissão.

Policiais estão colocados na categoria de “funcionários públicos”, quando na realidade não o são porque a sua práxis diária exige destes homens e mulheres muito mais do que é exigido de qualquer outro “funcionário” público. Dizemos em nossas reuniões que somente o Agente de Autoridade (o policial) SANGRA e MORRE pelo serviço público, por isso entendemos que somos SERVIDORES públicos e não apenas FUNCIONÁRIOS públicos, como a maioria.

“Funcionários públicos” possuem horário de entrada e saída, não fazem hora extra, mas se o fizessem certamente receberiam pelas horas extras trabalhadas. Fazem juz a férias anuais, a licença prêmio e não carecem de autorização superior para se ausentar do estado ou do país, além de ser permitido que exerçam outras atividades remuneradas ou que tenham mais de uma matrícula, como no caso de médicos, professores, etc.

Aos policiais é exigida DEDICAÇÃO INTEGRAL ao trabalho, acatamento às convocações (antes esporádicas e há anos cada vez mais freqüentes) para participar de Operações, Escalas de Reforço, permanência em serviço em suas unidades ATÉ QUE ESTEJA CONCLUÍDO o procedimento de autuação ou investigação em andamento, não sendo ainda permitido àqueles que se encontram “na ponta” o gozo de férias em meses de “pico de demanda” como Dezembro, Janeiro e Fevereiro ou em ocasiões festivas para a cidade e o estado onde o afluxo de turistas e visitantes diversos se multiplica (Panamericano, Copa do Mundo, Olimpíadas, etc).

O segundo emprego, buscado por muitos para complementar sua renda e ofertar dignidade às suas famílias é ILEGAL, mas deixa de ser fiscalizado pelos SUPERIORES e CHEFES IMEDIATOS pela impossibilidade de confrontar os “infratores” com os vencimentos indignos oferecidos pelo estado a estes profissionais. E, assim o fazendo, evitam o arrefecimento dos ânimos dentro daquele substrato profissional, que levaria a movimentos paredistas legítimos e necessários ao aperfeiçoamento das relações institucionais e à profissionalização das polícias.

Mas onde fica o NOVO GOVERNO, a PEC 300 e a CRIMINALIZAÇÃO DA POLÍCIA neste contexto? E porque nos referimos a certo PROBLEMA DO COMPLEXO DO ALEMÃO?

Analistas políticos, sociólogos, jornalistas e economistas destacam há meses que as contas do Governo Federal e as previsões de aumento das despesas para o NOVO GOVERNO não fecham, condenando o país a uma espiral perversa que impediria que as metas de Superávit Primário fossem alcançadas e/ou mantidas. E desta forma as promessas de campanha da candidata e a votação da PEC 300 vão sendo TORPEDEADAS pelas Lideranças Políticas na Câmara, tentando de todas as maneiras inculcarem no imaginário popular que o recrudescimento da violência no Rio de Janeiro NADA TEM a ver com o reconhecimento de uma MELHORIA SALARIAL para os profissionais da área.

O líder do PMDB na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), comentou que não “há vinculação de um tema com o outro”. E disse que a PEC 300 está num impasse devido à rejeição da matéria pelos governadores eleitos, visivelmente PASSANDO A BOLA e o ônus político para os estados.
Já o líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), por sua vez, disse que colocar a PEC 300 em pauta devido à violência no Rio deixaria transparecer a impressão que as facções criminosas estão pautando o Legislativo.

“Não se pode fazer oportunismo mórbido. A segurança precisa de um debate amplo. Votar daria sinal que estamos sendo pautados pela violência, por traficante”, disse.

Porém as mesmas “LIDERANÇAS” governamentais desejam ardentemente colocar em votação a questão da legalização dos BINGOS, sem ter o mesmo “escrúpulo” quanto ao fato de estarem sendo “pautados” por outras instâncias criminosas, como vazou recentemente para a sala de imprensa pelos próprios microfones e alto-falantes da casa.
Deste modo tais “lideranças” Legislativas, somam esforços ao Executivo Estadual e Federal em um esforço conjunto para CRIMINALIZAR as legítimas demandas dos Agentes de Autoridade por um reconhecimento digno em seus contracheques que faça juz ao empenho e sacrifícios demandados em nome da Segurança Pública Nacional.

Enquanto isso o Judiciário e o Ministério Público, que fingem NADA TER A VER com os orçamentos ou os destinos da Segurança Pública (e na prática, dentro do modelo atual no têm mesmo), tratam de encaminhar suas demandas por melhores vencimentos ao Congresso, promovendo o aumento a Juízes e também Promotores, que de forma idêntica, nos mesmos moldes do proposto pelo STF (fixado em 14,79%), elevam o TOPO DA PROFISSÃO (Procurador-Geral da República) a míseros R$ 30.675,48 com vigência a contar de janeiro de 2011, refletindo-se em todas as categorias inferiores do Judiciário e do Ministério Público.

Então, por essa “lógica governamental criminosa” somos nós, os POLICIAIS (em razão do nosso grande efetivo nacional), que seríamos os responsáveis pelo DÉFICIT orçamentário projetado e não o SACO DE BONDADES distribuídas a aliados políticos ou os aumentos projetados para o Executivo, Legislativo, Judiciário e o Ministério Público.

Faz sentido.

Afinal, nós, os policiais, somos DESCARTÁVEIS. Somos utilizados e acordo com as conveniências políticas do momento, consoante a pauta da mídia e da imbecilidade do crime organizado (?) que ainda não percebeu o que os bicheiros perceberam décadas atrás quando assumiram o controle do carnaval, pautando as agendas municipais e estaduais às suas conveniências.

E, ao que parece ninguém dentre os “çábios” do Executivo, Legislativo, do Ministério da Justiça ou da Secretaria Nacional de Segurança Pública assistiu ao filme Tropa de Elite 2, porque se o tivessem feito perceberiam o risco tremendo para a democracia que representam as milícias que são, salvo engano, nada mais do que uma “evolução perversa” da segurança privada promovida pelos policiais aos empresários, ricos e bem nascidos nos “bicos”, nos segundos empregos. Segurança privada essa que agora é estendida criminosamente aos substratos mais frágeis da população.

Quanto ao PROBLEMA DO COMPLEXO DO ALEMÃO, para o desespero dos políticos nacionais, a sociedade teve o vislumbre (ainda que pálido) do que representaria ter uma polícia eficiente, precisa e livre das amarras das agendas de conveniência momentâneas.

Livres da escravidão, bafejados pelos ares da liberdade e da paz, até mesmo o homem médio, o cidadão mais humilde, percebe que existe OUTRA REALIDADE que pode ser alcançada e vivenciada, não sendo mais possível um retrocesso aos descasos públicos de alhures, mesmo passadas as agendas da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

E como explicar a este mesmo cidadão que temos um sistema Jurídico que possui uma POLÍCIA MAL PAGA atuando na investigação, na coleta da PROVA (indícios de materialidade autoria), enquanto o Ministério Público (Promotores, Analistas e Técnicos) e o Judiciário (Juízes, Analistas e Técnicos) desfrutam de excelentes vencimentos e diversos benefícios negados àqueles que lhes oferecem a MATÉRIA PRIMA para as denúncias e julgados?
A quem interessa uma POLÍCIA mal paga, fragilizada pelo abandono e ausência de benefícios indiretos concedidos a outras categorias funcionais composta igualmente por Operadores do Direito?

Certamente que não interessa ao cidadão comum e muito menos ao País ou ao Estado de Direito Democrático.

E apesar dos problemas e das críticas que podem ser feitas à Operação Avalanche, como “batizaram” os caveiras, o SUCESSO obtido até aqui com a LIBERTAÇÃO da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão parecem apontar para a NECESSIDADE de que sejam “sacrificados” os POUPUDOS AUMENTOS do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público em prol de um reconhecimento mais expressivo às categorias Policiais Civis, Militares e Bombeiros Militar.

E seria bom que esse desprendimento e “espírito cívico” fossem propostos pelas LIDERANÇAS destes poderes constituídos, antes que o cidadão brasileiro comece a fazer contas, verificando que R$ 30.000,00 (Trinta mil Reais) mensais, fora os benefícios indiretos, pagariam vencimentos melhores a 10 (Dez) Policiais Civis, Militares e Bombeiros.

Termino parafraseando um anuncio veiculado tempos atrás pela Ordem dos Advogados do Brasil que dizia que “Sem advogado não existe justiça” o que efetivamente é uma verdade, porém SEM POLÍCIA NÃO EXISTE SOCIEDADE e agora a escolha está nas mãos dos cidadãos deste estado e desta nação.
Por fim, mas não menos importante, reproduzo (sem autorização formal, mas certo da autorização tácita de nossa amizade) um e-mail postado por um colega e amigo em um Grupo de Discussão de Policiais Civis cariocas e fluminenses que dá bem O TOM de nosso desespero, inconformismo, desgosto e descrédito para com o Estado Brasileiro, representado pelos Governos Federal e Estadual.

Segue o texto do referido e-mail postado pelo colega Luiz:

“Em recente entrevista concedida à apresentadora Marília Gabriela em seu programa do GNT, o desembargador Walter Maierovitch, presidente da Fundação Giovanni Falconni, foi diretíssimo ao ponto, citando o próprio Giovanni Falconni, Juiz italiano que combateu a máfia, diga-se de passagem, com muito êxito sendo, porém assassinado quando a máfia explodiu o seu carro e todos os demais que estavam na ponte que foi também explodida.
Mas, vamos à frase que me impressionou tanto e que acho que deveria ser o lema de nossas campanhas por melhores salários, melhores condições de trabalho e mais dignidade:

"Quando o Estado abandona seus servidores, deixando-os à mercê do outro lado, é porque, muito provavelmente, o Estado está do outro lado!"

Simplesmente GENIAL !!!

Estive, ao longo destes já muitos anos de grupo PCERJ, pensando nisso; exatamente nisso, mas jamais consegui sintetizar o que pensava em uma frase, mas agora eu tenho a frase.

Não é por acaso que ganhamos pouco, não é por caso que não temos um decente plano de carreiras, não é por acaso que não temos plano de saúde ou hospital decente, não é por acaso que somos tratados como capitães-do-mato, (caçadores de negros fujões), não é por caso que somos vítimas de assédio moral de chefes e delegados, não é por acaso que sofremos as punições geográficas, não é por acaso que todas estas coisas acontecem. Elas, estas coisas, pretendem abater o nosso moral, para poder comprar a nossa moral!

Uma pessoa abatida, sofrida, humilhada, com dificuldades, acaba, depois de muita luta, por se acostumar com isso.
Grita muito no primeiro dia, grita no segundo, fala alto no terceiro, fala no quarto, sussurra no quinto, se cala no sexto dia.
É nisso que apostam os nossos "donos", se o Leblon e a Barra forem muito bem, que se dane Vigário Geral.
Sempre fui moderado e conciliador, mas hoje acredito firmemente que não há mais como fingir que não percebemos isso.

O Estado é "meu" inimigo!

O que serve ao Estado não me serve.

Certamente os donos do estado não estão pensando em como eu vivo e como vive a minha família e a de todo policial. Que continuemos morrendo na folga, que morramos nas batalhas dos morros, que ganhemos pouco para que a nossa corrupção seja bem baratinha, afinal de contas todo cidadão tem direito de fumar um baseado, de comprar droga, de comprar peças de carros roubados, de vender sem nota-fiscal, de transitar com seus caminhões com mercadoria sem nota fiscal, de receber propina para aprovar obras, de receber propina para não fiscalizar, de receber propina para votar a favor do dono do estado, e ao final de tudo dizer: como é corrupta a nossa polícia.

Chega!

Para mim, o estado está do outro lado!”



QUINZE MIL ACESSOS-OBRIGADO