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domingo, 19 de junho de 2011

POLICIA MILITAR DO BRASIL, TESTA ÓCULOS QUE IDENTIFICA SUSPEITOS DE CRIMES


A Polícia Militar de São Paulo já realiza testes com óculos de alto poder tecnológico, importados de Israel, que conseguem identificar suspeitos, pessoas desaparecidas e até veículos com irregularidades. De design futurista, os óculos possuem uma pequena câmera em uma das lentes. Elas filmam o público, consultam um banco de dados da PM – que fica armazenado em um HD no próprio equipamento – e enviam informações em tempo real para o policial.

Os óculos detectam 400 rostos por segundo e a resposta sobre quem é a pessoa filmada é dada ao agente instantaneamente. O equipamento é tão avançado que permite distinguir, inclusive, gêmeos aparentemente idênticos. No caso de veículos, os óculos lêem as placas e identificam se ele é roubado, por exemplo. A tecnologia deverá ser utilizada por policiais em grandes eventos, como shows e jogos de futebol.


 

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE QUE POLICIAL FEDERAL CUMPRA DECISÃO JUDICIAL


O Ministério Público Estadual está exigindo o retorno imediato do Policial Federal Leonardo Lima Pacheco que no dia Dias Mães matou em seu apartamento o policial militar Sandro Alvares Morel numa desastrosa operação que tinha a intenção de “prender traficantes”.

O promotor público Élcio D´Ângelo afirmou que Leonardo está descumprindo a decisão judicial que determinava que ele não poderia ficar mais que oito dias fora do município de Dourados e nem mesmo ser promovido, removido ou transferido do seu cargo de agente de Polícia Federal.

Leonardo está desde o dia 18 de maio em Belo Horizonte (BH) onde residem seus familiares “fazendo tratamento” numa clínica de fisioterapia. O advogado Felipe Cazuo Azuma que defende Leonardo pediu à Justiça que seu cliente ficasse em BH até o dia 13 de julho até completar o período para a “reabilitação” na clínica de fisioterapia.

O promotor discorda da permanência do policial Federal em Belo Horizonte conforme documentos apresentados pela defesa sob o argumento de que está em tratamento médico na capital mineira uma vez que em Dourados existem dezenas de especialistas e fisioterapeutas sendo que Leonardo “pode se recuperar fisicamente” no município onde o crime aconteceu.

O promotor afirma também que antes mesmo do crime do Dia das Mães a família de Leonardo Pacheco já residia em Belo Horizonte razão pela qual não prospera o argumento de que o policial federal “se deslocou para lá com a finalidade de ficar próximo de sua família, já que conforme asseverado, sua família encontrava-se naquela cidade antes dos fatos”.

Diante destes fatos o promotor Élcio D`Ângelo afirma que Leonardo “está descumprindo, por via transversa, a decisão que determinou a sua não promoção, remoção ou transferência para outra Comarca que não a de Dourados até final decisão”. Para o promotor, desta forma, a Justiça não poderá ficar à disposição do réu, “mas, sim exatamente ao contrário”.

Élcio D`Ângelo requereu ao juiz terceira Vara Criminal que determine o retorno do policial Leonardo Pacheco para Dourados “por conveniência da instrução criminal”.

Fonte: midiaflex

sexta-feira, 17 de junho de 2011

DEBATE SOBRE A PEC 300 NA TV CÂMARA, DIA 21 JUNHO

Debate sobre a PEC 300 na TV Câmara com a participação do SD Almança





             Confirmado!






Programa Expressão Nacional

Nesta terça feira, dia 21 de junho,

Às 21:00 na TV Câmara

O programa de debates abordará ao vivo a PEC 300.


Com a participação de 2 deputados, um advogado especialista em Direito Constitucional e o Policial Militar Fernando Almança, representando os policiais e bombeiros de todo o Brasil.


ou no nosso site da PEC 300, que disponibilizará uma janela com a transmissão da TV Câmara.
O programa será ao vivo e os espectadores podem participar enviando opiniões e perguntas através da internet.
Assistam, participem e ajudem a divulgar essa notícia.

terça-feira, 14 de junho de 2011

PEC 300 - AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA

"A inevitável explosão (maior ou menor) em torno da PEC 300 abre oportunidade para rediscutir a fundo a histórica desfuncionalidade da carreira policial no Brasil"


A crise no Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro poderia ter sido evitada com um mínimo de previsão, bom senso e diálogo. O desvio de função retirando-os da defesa civil para tapar buracos na saúde, a persistência de um padrão salarial degradado e a falta de diálogo levaram à quebra de hierarquia e a formas de luta questionáveis. No final, fica um desgaste persistente que irá fatalmente se refletir na qualidade desse serviço vital para a população. Pois essa crise foi uma antecipação, em escala local, do potencial tsunami institucional que se avoluma no horizonte do Brasil resultante da má gestão político-institucional da PEC 300, que nivela os salários de policiais militares, civis e bombeiros de todo o país aos da PM do Distrito Federal.

O ministério do planejamento adverte que isso custaria mais de R$ 50 bilhões e que não só os estados não teriam condições de pagá-lo como o governo federal não conseguiria apoiá-los para tanto. Isso, porém, não impediu a base parlamentar do governo Lula de ter, em ano eleitoral, votado massivamente a PEC 300, aprovando-a nas duas casas legislativas com uma mudança no Senado que obriga a fazê-la passar novamente na Câmara onde, agora, a bancada do governo está instruída a não deixá-la prosperar.

Já se esboça uma forte mobilização de policias, existe no ar uma intensa sensação de frustração com acusações de traição ao governo e à sua base parlamentar. Os setores mais fisiológicos da base governista já saboreiam essa nova gota de sangue no mar de tubarões. Corremos o risco de mobilizações de rua de policiais civis, militares e bombeiros, confrontos, motins, numa escala inédita.

O Titanic navega a todo vapor rumo ao iceberg mas não parece haver sentido de alerta na ponte de comando. O governo não vai escapar de algum grau de concessão para pagar o preço de ter lidado com a questão de forma eleitoreira em passado recente. É de um cinismo sem limites terem votado por conveniência eleitoral o que hoje consideram algo “totalmente inviável”. Detalhe: não o fizeram com aquela relativa irresponsabilidade facultada à oposição mas como base de governo. Em política pública, isso tem custo alto. Aqui se faz, aqui se paga.

Mas há um lado de oportunidade em qualquer crise. A inevitável explosão (maior ou menor) em torno da PEC 300 abre oportunidade para rediscutir a fundo a histórica desfuncionalidade da carreira policial no Brasil. A questão das “escalas de serviço”, do duplo emprego, das nossas polícias de “bico”, a part time, onde a segurança pública acaba ocupando a parte menor do tempo dos nossos policiais civis e militares e a maior acaba dedicada a outra atividade remunerada frequentemente vinculada à segurança privada. Isso produz falta de efetivo, má qualidade de serviço e de adestramento e estimula toda espécie de desvios.

Cabe um discussão séria e um eventual sacrifício orçamentário de outros gastos de governo - pequeno exemplo: acabamos de passar cerca de meio bilhão de reais de incentivo fiscal a usinas nucleares, na MP 517 - para aumentos substanciais que, escalonados no tempo, possam chegar ao padrão disposto na PEC 300, em troca da instituição, de fato, da dedicação exclusiva dos policiais à segurança pública com o fim do duplo emprego.

O eventual tempo livre, resultante dos atípicos horários de trabalho policiais, ficaria dedicado ao adestramento e à formação profissional permanente. Isso passaria também pela instituição de um fundo nacional de segurança mais abrangente que, à semelhança do FUNDEB(Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) possa complementar salários apoiando os estados. Nada disso será simples. Mas a qualquer momento periga virar urgência urgentíssima...

Fonte: Congresso em foco - Alfredo Sirkis



quinta-feira, 9 de junho de 2011

CEL MARCOS DEIXA O COMANDO DO 3º BPM


Em Campo Grande, o Comando Geral da Polícia Militar por meio do coronel/PM coronel Carlos Alberto Davi dos Santos confirmou a troca de comando no 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Dourados daqui a sete dias.

De acordo com informações, o atual comandante e recém promovido a coronel/PM Marcos Antônio Davi dos Santos, após pouco mais de dois anos de trabalho a frente do comando do 3º Batalhão da Polícia Militar, ele vai para Campo Grande, aonde deverá assumir o posto de comandante do futuro CPE (Comando de Policiamento Especializado).

O futuro CPE que deverá ser criado através de um decreto do governador André Puccinelli (PMDB) estará à frente da PMA (Polícia Militar Ambiental) e PMRE (Polícia Militar Rodoviária Estadual) entre outros grupos de elites e de ações emergentes da corporação, apurou a reportagem.
Por outro lado, em contato com a reportagem, Marcos Antônio David dos Santos conta que para assumir o seu posto às 9h30 do dia 16, uma quinta-feira, em Dourados, o Comando Geral da PM de Mato Grosso do Sul designou o tenente/coronel Ari Carlos Barbosa, que até então estava lotado como subcomandante da PMA (Polícia Militar Ambiental). Informações dão conta também de que o futuro comandante da PM douradense já teve passagem pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteiras).

Para a passagem de comando em Dourados, a reportagem apurou que haverá desfile da tropa em frente ao palanque oficial e contará com a presença do comandante geral da corporação, coronel/PM Carlos Alberto Davi dos Santos; do prefeito Murilo Zauith entre outras autoridades da cidade e de Mato Grosso do Sul.
“Acredito que tenha cumprido com muito êxito e seriedade a minha missão aqui em Dourados. Dourados, aliás, é uma cidade que ficará para sempre na minha lembrança, pois aqui conquistei muitas amizades tanto dentro como fora do quartel. Deixo o comando por razões promocionais que a minha profissão nos concede, mais vou para a Capital do Estado deixando claro que sempre estarei aqui para rever os amigos que conquistei”, disse Marcos Antônio David dos Santos, que no dia 21 de abril último promovido para coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Durante o comando de Marcos Davi dos Santos à frente da PM em Dourados, ele desempenhou grandes serviços de melhorias nas condições de trabalho da corporação, onde manteve o serviço da Força Tática que substituiu a então ROTAI (Ronda Ostensiva Tática do Interior); buscou melhorar a infra-estrutura para a equipe da GETAN (Grupamento Tático Motociclista), além de melhorias em equipamentos para as viaturas e para a sala rádio.

Sob o comando de Marcos Davi dos Santos, os policiais militares tiveram condições de desempenhar suas funções com mais autonomia e equipamentos modernos, capazes de coibir as ações dos criminosos, prova disso foi à redução no número de ocorrências polícias registradas pela PM, em relação há anos anterior tanto em Dourados como na área de abrangência de responsabilidade do 3º BPM.




Fonte: Waldemar Gonçalves Russo

sábado, 4 de junho de 2011

ASSISTA O VIDEO


sexta-feira, 3 de junho de 2011

PALLOCI FAZ "MONÓLOGO" NO JN, SEGUNDO ALVARO DIAS


“Se o ministro pode falar sobre o caso na televisão, por que não pode ir ao Senado responder perguntas dos parlamentares?” A indagação foi feita pelo senador Alvaro Dias após tomar conhecimento da informação divulgada pelo Palácio do Planalto, de que o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, foi à TV dar explicações sobre o súbito crescimento do seu patrimônio. Para o tucano, Palocci quer falar apenas o que tem vontade, mas a sociedade não irá ficar satisfeita com o “monólogo” do ministro para explicar denúncias tão graves. “O ministro tem que ir ao Congresso responder a perguntas incômodas e que não são previamente acertadas com o Palácio do Planalto. Não tenho aptidão para ser pizzaiolo”, complementou Alvaro.


Fonte: Fabiocampana.com.br

PEC 300 - Marçal Filho reforça frente parlamentar


O deputado federal Marçal Filho (PMDB), que tem entre suas bandeiras de mandato a cria-ção de um piso nacional para os policiais militares, civis e bombeiros, participou da instalação da Frente Parlamentar em Defesa da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 300 que de-fine um salário mínimo nacional para a categoria. “O presidente da Frente Parlamentar, depu-tado Otoniel Lima (PRB/SP) fez questão que eu participasse desse ato de instalação por reco-nhecer o trabalho de mobilização que temos realizando em Mato Grosso do Sul em favor da PEC 300”, explica Marçal Filho.
O lançamento da frente aconteceu no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, com a presença de mais de 300 pessoas, entre autoridades e manifestantes pró PEC 300. No mesmo ato, o deputado Marçal Filho se reuniu com policiais e bombeiros de Mato Grosso do Sul para discutir as estratégias que serão tomadas a fim de sensibilizar o Congresso Nacional sobre a importância de se colocar a proposta em novamente em votação.

“Nesse encontro, os policiais e bombeiros do Estado reivindicaram minha adesão à Frente Parlamentar em Defesa da PEC 300, mas nem precisavam fazer esse pedido, porque meu com-promisso com essa matéria é irrenunciável, inquestionável e inegociável, ou seja, defenderei o direito dos policiais em ter um piso nacional mesmo contrariando os interesses do governo”, afirma Marçal Filho. Como venho fazendo desde que retornei à Câmara em 2009.

O deputado ressalta que a PEC 300 foi aprovada em primeiro turno ainda no mandato passa-do, quando ele foi o primeiro parlamentar de Mato Grosso do Sul a abraçar a causa e um dos principais defensores da proposta na Câmara Federal. O Deputado lembra do compromisso de Marco Maia, ainda naquela época, de pautar a PEC para o segundo turno.

Marçal Filho entende que os policiais precisam ser melhor remunerados. “Eles são o pára-choque da população. São eles quem colocam em risco a própria vida e a de sua família para garantir a nossa tranquilidade”, enfatiza. “Tanto que, durante a votação da PEC 300, no ano passado, fiz questão de homenagear os policiais sul-mato-grossenses Francisco Valenzuela Lopes, Adevaldo Alves de Oliveira e Oscar Castelo, que moravam em Dourados e morreram na tarde do dia primeiro de fevereiro de 2010, vítimas de um acidente automobilístico, na BR-163, quando se dirigiam à capital federal para uma manifestação pela aprovação da medida”, lembra o deputado.

O parlamentar ressaltou a importância da categoria para a segurança pública e apontou os professores como exemplo dos benefícios da unificação salarial. “A equiparação nacional de salários já se mostrou eficaz no caso dos professores que hoje possuem piso salarial unificado”, comparou o deputado. “A PEC 300 vai pôr fim à gigantesca diferença salarial entre os policiais militares, já que atualmente um soldado da PM do Estado do Rio de Janeiro recebe por mês um salário base de R$ 818,54, enquanto que no Distrito Federal (DF) essa renda é de R$ 3.368,01”, finaliza Marçal Filho.
 
 
Fonte: Diario ms

quinta-feira, 2 de junho de 2011

GOVERNO PENHORA CASA DE PM PARA PAGAR VIATURA


                      


Quando vemos um carro da PM atravessar sinal vermelho, correr em velocidade proibida ou fazer barbeiragens no trânsito, sabemos que nada vai acontecer com seu tripulante. A não ser que seja um policial honesto atrás de algum bandido. Porque aí o bicho pega, e ele será severamente punido. O policial, é claro.

É o que está acontecendo com o soldado Rogério Weiers. Ele corre o risco de perder o terreno onde mora com a mulher e dois filhos, em Embu (São Paulo). Isso porque, em 1999, durante uma patrulha, trocou tiros e perseguiu um veículo suspeito na contramão da rodovia Régis Bittencourt.
Na perseguição, o carro da polícia bateu em outro, que sofreu perda total. Os marginais fugiram. E aí começou o pesadelo de Weiers: a Procuradoria Geral do Estado quer que o soldado pague pelo prejuízo material. Essa dívida, na época de R$ 9.716, hoje está em torno dos R$ 50 mil.

É que o Estado é muito rigoroso, todos sabemos. Os caras são durões, não é mesmo? Como não deram moleza nem fizeram acordo sobre a forma de pagamento, a solução que acharam foi a de tomar a única propriedade do PM. Um terreno modesto, onde fica uma residência humilde, em parte ainda sem reboco. Casa de trabalhador.
E assim seria feito, se o soldado, no mais legítimo desespero, não postasse um vídeo na internet contando sua história. Em cinco dias, foram mais de 11 mil exibições. Os paisanos compraram a briga do policial. E vários colegas também se dispuseram a ajudar.

Fosse ele um servidor público corrupto, um meliante fardado, jamais estaria passando por isso. Primeiro, teria arrumado testemunhas falsas. No máximo, pagaria a despesa com o dinheiro do tráfico de drogas ou da bandidagem pura e simples.

Mas como é um homem humilde, mesmo usando com distinção o uniforme da Polícia Militar, teve que atingir a mídia para ser ouvido em seus direitos. Ele quer pagar. Assume o erro. Acha justa a sua punição. Mas quer ser tratado com respeito.
Para a procuradoria, aí já é pedir demais. Quem mandou não ter grandes advogados, amigos poderosos ou dinheiro para propinas? Está pensando que o Estado é duro com todo mundo? Não. Todos sabemos. Milhões são desviados dos cofres públicos, sem que retorne um único centavo.

Nada a ver com as mansões dos grandes traficantes, aquelas que nunca são confiscadas, nem mesmo localizadas. O Estado está preocupado em botar seus homens na rua. Literalmente.



terça-feira, 31 de maio de 2011

PEC 300- DEPUTADOS PRESSIONAM GOVERNO PARA VOTAR EMENDA

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A frente parlamentar em defesa da PEC 300, que foi instalada hoje (31) com a assinatura de 308 deputados, começou sua atuação com a ameaça de convocar o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para prestar esclarecimentos sobre sua evolução patrimonial à Câmara caso a proposta de emenda à Constituição (PEC 300), que cria um piso salarial nacional para os policias e bombeiros militares, não seja colocada em votação em um espaço curto de tempo.

A movimentação para trocar a convocação do ministro pela votação da PEC 300 começou durante o lançamento da frente parlamentar. “Eu vou levar essa proposta ao presidente da Câmara. Ou coloca a PEC 300 na Ordem do Dia, ou convocamos o ministro Palocci na Comissão de Segurança Pública”, disse o presidente da frente, deputado Otoniel Lima (PRB-SP).

A proposta de usar o ministro Palocci como moeda de troca foi feita pelo deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que na semana passada reuniu as bancadas evangélica e católica para pressionar o governo a suspender a distribuição do material do kit anti-homofobia em troca da convocação do ministro. “Aqui é uma casa política. Quando o governo queria empurrar a cartilha do kit gay, eu reuni as bancadas evangélica e católica. Nós dissemos que convocaríamos o Palocci caso o material fosse distribuído”, disse Garotinho.

De acordo com o presidente da frente, Otoniel Lima, o requerimento para com convocação do ministro da Casa Civil tem condições de ser aprovado pela Comissão de Segurança Pública, que é composta de 28 deputados. Outros requerimentos para convocação do ministro para prestar esclarecimentos em comissões da Câmara foram rejeitados por parlamentares da base governista.

A PEC 300 foi aprovada em primeiro turno em março de 2010. Depois, ouve uma pressão forte do governo para que a proposta não fosse colocada em votação em segundo turno. Durante várias semanas, policiais fizeram peregrinações e até acampamentos no Congresso Nacional para pressionar os deputados a votarem a PEC.




Edição: Rivadavia Severo