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sábado, 19 de junho de 2010

POLICIAL MILITAR É ASSASSINADO EM GLÓRIA DE DOURADOS


Acaba de ser identificado o policial militar da reserva assassinado na noite deste sábado, na cidade de Glória de Dourados.

Trata-se de Aparecido Lanuti da Silva, que estava no bar do Jura, localizado na avenida Presidente Vargas, na região central da cidade, quando dois homens que estavam em um motocicleta efetuaram os disparos.

Segundo informações da Polícia Civil de Glória Lanuti prestou serviços por vários anos no 3º Batalhão de Polícia Militar de Dourados.


Fonte: douradosnews

PEC 300- POLICIA PARA CONTER POLICIA

A situação é de tirar o sono para o comando da segurança da Câmara, que teme enfrentar mais uma invasão da Casa na semana que vem, quando o plenário deve votar destaques da PEC-300/08, a proposta de emenda constitucional que cria um piso salarial para policiais militares e civis de todo o país. Depois desta quarta, quando mais de 100 policiais que defendem a medida invadiram a Câmara e houve empurra-empurra e constrangimento de parlamentares, a segurança cogita chamar a polícia para defender a Câmara da própria polícia. A questão será submetida ao presidente Michel Temer, que retorna de missão no exterior neste final de semana.
O que assusta, além da atitude dos manifestantes, é o lema do grupo: “PEC 300, é matar ou morrer”, e a perspectiva de entrada de armas no Congresso. Em situações de invasão, como a de quarta, a segurança reconhece que é impossível evitar que algum manifestante entre armado, já que o detector de metal não é respeitado.

A PEC já foi aprovada em primeiro turno, pela Câmara. O texto estabelece piso salarial de R$ 3,5 mil para praças e de R$ 7 mil para oficiais, além de criar um fundo para arcar com as despesas do aumento. Mas quatro emendas que ainda serão apreciadas fazem modificações ao texto. Uma delas prevê que o valor do piso salarial seja estabelecido por lei complementar. O governo é contra a fixação do valor na Constituição.

O líder petista, Cândido Vaccarezza, que chegou a ser acuado pelos manifestantes na quarta, garante que a promessa de votar a emenda está garantida, e ressalta que “criar confusão só atrapalha”.

Fonte: R7



quarta-feira, 16 de junho de 2010

PEC 300: VACCAREZZA É ACUADO


Diante do eterno "embromation" do Presidente "de fato" da Câmara dos Deputados, Vaccarezza, agentes penitenciários, bombeiros e policiais enquadram o parlamentar no corredor e exigem dele que ele tome vergonha na cara e atitude de homem e que coloque para votar a PEC 300 e PEC308. Descaradamente, mais uma vez ele tentou fugir mas a pressão corpo-a-corpo dos trabalhadores de segurança pública fez a diferença.



Postado por Capitão Assumção Deputado Federal

PEC 300 NAO FOI VOTADA

Em reunião na noite desta terça-feira (15), os líderes da Câmara dos Deputados decidiram deixar para a semana que vem a votação da partilha do pré-sal e da PEC 300, projeto que estabelece um piso salarial para os policiais civis, militares e bombeiros.

O líder da minoria na Câmara, deputado Gustavo Fruet (PSDB/PR), disse que o projeto relativo ao fundo social com recursos do pré-sal ainda não chegou à Casa porque o Senado fará uma alteração na redação da matéria. O projeto de partilha já modificado poderá chegar à Câmara na quinta-feira (17).

- Agora é um desafio da maioria do governo. O líder do governo também está tentando um acordo para colocar a PEC 300 também na pauta da semana que vem.

Os líderes decidiram incluir na pauta da sessão extraordinária desta quarta-feira (16) o pedido de urgência para o projeto que regulariza bingos e caça-níqueis no Brasil. Caso aprovada a urgência, o plenário também poderá julgar o mérito da matéria ainda na quarta-feira.

A Câmara dos Deputados reiniciou os trabalhos após a partida entre Brasil e Coreia do Norte, mas não houve votação por falta de quórum. A oposição obstruiu a pauta em reivindicação à Emenda Constitucional 29, que estabelece que 10% da receita da União devem ser destinados à saúde, uma bandeira de luta dos prefeitos.

Em plenário, o deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO) fez discurso pela inclusão da emenda na pauta.

- É uma vergonha que [a emenda] ainda não tenha sido regulamentada até hoje. E ela não foi nem ao menos pautada na reunião de líderes de hoje à noite. Mas vamos continuar lutando porque ela tem relevância, urgência para essa casa.

Blog Capitão Assumção Deputado Federal

segunda-feira, 14 de junho de 2010

STF ACATA MANDADO DE SEGURANÇA E ANALISA RETORNO DA PEC 300


O mandado de segurança impetrado na última semana pelo deputado federal Capitão Assumção (PSB-ES), pedindo o retorno da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 300 na Câmara dos Deputados, já tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O mandado tem a relatoria do ministro Gilmar Mendes, que enviou instrução à Câmara pedindo informações ao presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), sobre a matéria.
O ministro determinou também que fosse dada ciência do pedido à Advocacia Geral da União (AGU) para que o processo possa ser conduzido e, de posse das informações,possa apreciar o pedido de liminar.
A decisão de recorrer ao Supremo partiu de Assumção que, vendo a protelação da votação da matéria, resolveu recorrer a instâncias superiores do Judiciário na tenttativa de corrigir o erro de se interromper a votação da PEC dos policiais em primeiro turno. Segundo ele, não há notícias de outras votações que foram interrompidas da mesma maneira.
O deputado disse ainda que alguns parlamentares da Frente Parlamentar em Defesa dos Militares (Fremil) achavam que a ida ao Supremo poderia gerar desarmonia entre os deputados, mas Assumção acredita que tal desarmonia já foi criada pelo constante atraso no retorno da PEC à votação, por influência dos líderes partidários.
Antes de ser impetrado o mandado de segurança, o líder do governo na Câmara, deputado estadual Cândido Vacarezza (PT-SP), em reunião com os líderes de entidades representativas dos policiais civis e militares e dos bombeiros militares, havia dado previsão de volta da PEC à votação na última terça-feira (8), mas foi mais uma forma de procrastinar a votação, já que a previsão não foi confirmada, legitimando o pedido de liminar.

Piso

A PEC 446 estabelece piso salarial nacional de R$ 3,5 mil para soldados e R$ 7 mil para oficiais, extensivo a todos os policiais civis, policiais e bombeiros militares do País.

A aprovação da medida no primeiro turno depende da apreciação de quatro destaques, todos de autoria de deputados governistas. Os parlamentares da Frente pró-PEC questionam esses pontos. Acreditam que eles descaracterizam a proposta inicial. O primeiro pretende excluir da emenda o valor nominal do piso salarial. A redação desse trecho no texto foi pensado como maneira de assegurar uma implementação imediata do piso a todos os militares do País. No entanto, a estratégia do governo é justamente em sentido contrário. Os governistas querem apagar esse trecho e definir a fixação do piso a partir da criação de uma lei específica.

Fonte: seculo diario

quarta-feira, 9 de junho de 2010

PEC 300: MANDADO DE SEGURANÇA FOI PROTOCOLADO NO SUPREMO

Deputados entram na Justiça para assegurar que a Câmara termine de votar a emenda que fixa o piso salarial dos policiais e bombeiros

Rodolfo Torres

Agora é com a Justiça. Conforme antecipou o Congresso em Foco, um grupo de deputados foi nesta quarta-feira (9) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impetrar um mandado de segurança. O objetivo é fazer com que a Câmara retome a votação da PEC 300, matéria cujo texto-base foi aprovado em março deste ano.
Para o autor do mandado, deputado Capitão Assumção (PSB-ES), a medida serve para restabelecer a soberania da Câmara frente ao governo, que teme o impacto bilionário da proposta nas contas públicas.

“Hoje, estamos vendo claramente a interferência do Poder Executivo dentro do Legislativo. Isso é inadmissível... Acredito que a decisão equilibrada do Supremo vai por ordem na Casa”, afirmou o parlamentar.

Assumção fez referência direta à liderança do governo na Câmara, conduzida pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Segundo o deputado do Espírito Santo, Vaccarezza vem “procrastinando a decisão”. “Acredito que a liderança do governo tem de fazer sua atuação, mas não pode agir como tropa de choque.”
Para Vaccarezza, a medida foi “um erro no encaminhamento”. Contudo, o petista destacou que decisão do Supremo é para ser cumprida. “O que o Supremo decidir, está decidido.”
A PEC 300 conta com o apoio formal de 321 deputados. Para concluir o primeiro turno de votação, deputados ainda terão de analisar quatro destaques à matéria.

A proposta cria o piso salarial provisório a policiais e bombeiros militares de R$ 3,5 mil e R$ 7 mil - para praças e oficiais, respectivamente.

Estiveram presentes no STF os seguintes deputados:



Capitão Assumção (PSB-ES)

Elismar Prado (PT-MG)

Fernando Chiarelli (PDT-SP)

João Campos (PSDB-GO)

José Maia Filho (DEM-PI)

Lincoln Portela (PR-MG)

Major Fábio (DEM-PB)

Mendonça Prado (DEM-SE)

Paes de Lira (PTC-SP)

Sebastião Bala Rocha (PDT-AP)

Postado por Capitão Assumção Deputado Federal

terça-feira, 8 de junho de 2010

PEC 300 SERÁ VOTADA NO DIA 15 DE JUNHO 2010


Na reunião dos líderes da Comissão Especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, ocorrida na tarde desta terça-feira, no Congresso Nacional, uma notícia foi comemorada pelas representações militares. A referida matéria será, com certeza, votada no dia 15 de junho – terça-feira da próxima semana. A garantia foi dada pelo líder do governo na Câmara Federal, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).
O parlamentar, assim que chegou para a reunião, foi logo revelando a boa nova aos presentes. Ele afirmou que nesta semana as discussões em torno da proposta seguem a todo vapor e que já fechou acordo com a bancada governista para não atrapalhar a votação na próxima terça-feira.
De acordo com o presidente da Associação dos Cabos e Soldados (ACS) de Alagoas, Wagner Simas, que está em Brasília acompanhando as discussões, quando a audiência desta tarde foi encerrada, um deputado do PSB – da bancada de apoio aos governistas – também referendou que a PEC 300 está assegurada na pauta da próxima semana. “O deputado garantiu que a proposta será apreciada com toda a certeza”, informou Simas.

A data foi fixada mediante negociações acaloradas entre o líder do governo, a bancada de oposição e as representações dos militares que fazem grande pressão em Brasília. O texto da PEC 300 foi modificado, mediante consenso de todos, após a constatação de que a fixação do valor do piso remuneratório explícito no texto era inconstitucional.
Confira, em primeira mão, o texto modificado da PEC 300, alterando três artigos da Constituição Federal. A proposta, caso seja aprovada, obriga o governo federal a encaminhar a Lei Complementar no prazo máximo de 180 dias, onde será fixado o valor do piso salarial nacional da categoria.



Artigo 1º – O artigo 144 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação:

“art. 144… “parágrafo 9º – a remuneração dos policiais e bombeiros, integrantes dos órgãos relacionados no ‘caput’ deste artigo, observará piso remuneratório definido em lei federal, e a dos servidores policiais, integrantes dos órgãos relacionados no ‘caput’ deste artigo, será fixada na forma do parágrafo IV do artigo 39.

Parágrafo 10º – a lei que regulamentar o piso remuneratório, previsto no parágrafo 9º, deste artigo, disciplinará a composição e o funcionamento do fundo contábil, instituído para este fim, inclusive no tocante ao prazo de sua redação” (NR)

Artigo 2º – A lei de que trata o parágrafo 9º, deste artigo, será encaminhada em 180 dias.

Artigo 3º – Esta Emenda Constitucional entra em vigor da data de sua publicação.



Fonte: o jornal de Alagoas





segunda-feira, 7 de junho de 2010

DEPUTADOS RECORREM AO SUPREMO PARA VOTAR A PEC 300


A conversa acabou. Cansados de aguardar a retomada da votação da PEC 300 por vias políticas, deputados favoráveis à proposta decidiram entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar a Câmara a retomar a votação do piso salarial de policiais e bombeiros militares. A decisão será anunciada amanhã (8), logo após a reunião dos líderes partidários.
Aconselhados pela assessoria jurídica, eles apresentarão antes um requerimento  à Mesa da Câmara solicitando que a matéria seja incluída na pauta.

“Só nos resta saída na Suprema Corte”, disse o deputado Capitão Assumção (PSB-ES) ao Congresso em Foco. Para ele, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), “não quer votar nada”. “Os representantes dos policiais estão sendo enganados”, protestou o deputado, um dos coordenadores da Frente Parlamentar em Defesa dos Policiais e Bombeiros Militares.

O deputado Major Fábio (DEM-PB) destaca que, além dos 321 parlamentares que apoiam formalmente a PEC, outros 100 pediram para assinar o requerimento de inclusão da proposta na pauta. “São mais de 400 deputados que querem votar a PEC 300. Mas ela não é votada porque Vaccarezza não quer”, reforçou o paraibano. Major Fábio adiantou que os deputados favoráveis à PEC 300 serão chamados a subscrever o mandado de segurança.
Para que o primeiro turno de votação da PEC 300 seja concluído, deputados terão de analisar quatros destaques que, na prática, desfiguram a proposta. Após essa fase, a matéria terá de passar por outro turno de votação para, então, seguir ao Senado.

“Lisonjeado”

Vaccarezza diz que outros líderes partidários compartilham de sua opinião de que não é viável incluir o piso salarial na Constituição. “Fico muito lisonjeado com tamanho poder que me atribuem. Mas isso não é verdade. Todos os líderes concordaram em adiar a votação da PEC”, rebateu.
Por avaliar que policiais e bombeiros estão tendo os ânimos inflamados por parlamentares pró-PEC 300, o petista decidiu tratar da votação da matéria diretamente com representantes das categorias.
Na última terça-feira (1º), após reunião em seu gabinete com lideranças de policiais, Vaccarezza afirmou que a PEC seria objeto de nova discussão em uma reunião de líderes marcada para amanhã. “Não fiz nenhum acordo sobre data de votação”, resumiu o petista na ocasião.

Cautela

Mais cautelosos, os deputados Miro Teixeira (PDT-RJ) e Paes de Lira (PTC-SP) preferem aguardar um pouco mais. Miro ressalta que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), chegou a assegurar a votação da matéria. “Nada me autoriza a desconfiar do Michel”, ponderou o parlamentar, notório defensor da PEC e autor do requerimento para que a Casa retome a votação da proposta.
O deputado paulista diz que o recurso ao Supremo se tornou uma necessidade por causa da falta de vontade política da Câmara. “Nós podemos fazer isso porque certamente, claramente, existe uma infração ao regimento interno. Uma matéria - seja ela qual for - mas no caso de uma proposta de emenda constitucional, em pleno processo de votação, não pode ser seccionada; não pode ser retirada arbitrariamente da ordem do dia", afirma Paes de Lira, coronel da Polícia Militar de São Paulo.
Segundo ele, impedir que a PEC 300 seja votada é "cassar o mandato parlamentar" dos que votaram a favor da matéria. "E é isso que levaremos ao Supremo se se esgotarem os caminhos políticos", afirmou.

Fonte: congresso em foco

sábado, 29 de maio de 2010

MARÇAL COMEMORA AVANÇO NA PEC 300

Representantes da categoria durante visita ao deputado Marçal Filho em Brasília-DF


DOURADOS – O deputado federal Marçal Filho (PMDB/MS) comemora os novos avanços nas negociações para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de número 300, que prevê um piso salarial unificado em todo o Brasil, para as Polícias Civil, Militar e Bombeiros.
Um novo acordo firmado entre lideranças partidárias e representantes de associações e sindicatos das polícias Civil, Militar e Bombeiros de todo o País, trouxeram novos avanços nas negociações, na Câmara Federal. Apesar de o acordo pedir a retirada do valor para piso salarial, mantendo assim a unificação nacional, o deputado federal Marçal Filho considera uma vitória para os policiais.

"Eles são os principais responsáveis por esse avanço. Tem sido uma luta cansativa, mas que no final valerá a pena. Esses policiais tem vindo à Brasília-DF, por várias vezes, em busca de melhoria para a categoria. É evidente que o que foi proposto, não é aquilo que nós esperávamos, mesmo assim pode ser considerado um grande avanço, pois o governo já admite a criação do piso e já existe o comprimisso que ele envie um Projeto de Lei estipulando o valor", ressaltou o deputado.

Na quarta-feira o deputado recebeu em seu gabinete, na capital nacional, os presidentes de Associação de Cabos e Soldados de Dourados, Aparecido Lima; de Campo Grande, Amauri Braga; de Jardim, Nabor Nardeli e de Amambai, Edilson Schoninger. O deputado recebeu ainda o presidente da Associação Beneficente dos Subtenentes e Sargentos Militares e Bombeiros de MS, Thiago Mônaco Marques e o diretor administrativo da entidade Aires Pereira. Na semana passada o deputado esteve também reunido, em Brasília-DF, com o presidente da Associação dos Oficiais Militares de MS, Coronel Azamor, que estava acompanhado do Capitão Wanderlei Almeida.
Desde que assumiu o mandato, no início do segundo semestre de 2009, Marçal Filho se uniu aos deputados Coronel Paes de Lira, Capitão Assunção e Major Fábio, em favor da aprovação da PEC 300/446. "A minha preocupação não é somente com os policiais e seus familiares, mas com toda a sociedade e a segurança pública do Estado. Sabemos que um policial bem remunerado e com boas condições de trabalho, desempenha melhor sua função e esse projeto irá proporcionar isso", enfatizou o parlamentar.
Coronel Azamor ressaltou que o parlamentar é um companheiro importante nas lutas em favor da categoria. "O apoio dele é primordial para a provação da PEC 300. Com certeza podemos dizer que temos uma amigo na Câmara Federal", disse o presidente da Associação dos Oficiais Militares do Estado.

"Considero o deputado Marçal um parlamentar que representa a categoria e a segurança pública de Mato Grosso do Sul, na Câmara Federal", ressaltou Aparecido Lima.



Foto: Divulgação

 


PEC 300- ENTENDA O QUE ACONTECEU


O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PMBMMS, soldado PM RR Edmar Soares, juntamente com alguns diretores e associados da entidade estiveram nesta terça (25) e quarta-feira (26), em Brasília participando mais uma vez dos processos de negociação da PEC 300. Em entrevista o presidente da ACS fala sobre os bastidores de Brasília e tudo sobre a PEC 300/446.

Site da ACS – A diretoria da ACS chegou a Brasília na terça-feira e quais eram as últimas notícias sobre a votação da PEC 300?

Edmar - Como estava previsto anteriormente, na terça-feira foi realizada uma reunião dos líderes partidários, com a finalidade de chegar a um acordo sobre o assunto. A notícia que nos chegava depois de terminada a mencionada reunião, já que estávamos no plenário 12 à espera do término, era de que havia sido interrompida a reunião de líderes, pois, em dado momento o Deputado Federal Capitão Assumção foi surpreendido transmitindo informações de cunho sigiloso a sua central eletrônica, para que divulgasse em tempo real o que se passava no plenário, talvez tenha feito de forma muito prematura, mas acabou sendo encerrada tal reunião sem que se chegasse a um acordo.

Site da ACS – Qual a sua opinião sobre a atitude do deputado federal Capitão Assumção?

Edmar - Talvez aquilo era tudo que os líderes do governo mais queriam naquele momento, pois tinham em mãos um pretexto para por fim as negociações. O que se extrai dos fatos a nosso ver foi um momento de insensatez, talvez movido por um sentimento mais regulado pela emoção do que pela razão, e ele não refletiu sobre as conseqüências que suas atitudes poderiam ocasionar, pois do lado de fora do plenário estavam centenas de Policiais Militares, Civis e Bombeiros, os quais ansiavam por uma decisão balanceada dos políticos que viesse a por termo as negociações, de forma que atendessem as suas reivindicações, pois é óbvio que os deslocamentos para Brasília têm ocasionado um desgaste muito grande, físico, emocional e financeiro. Entretanto vale ressaltar que até esta data o Capitão Assumção e os demais membros da FREMIL (Frente Parlamentar em Defesa dos Policias Militares e Bombeiros) exerceram um papel fundamental na luta pelo piso Nacional, e que continuamos a acreditar que os mesmos continuarão nesta luta de defesa dos interesses da classe.

Site da ACS – Qual foi o cenário em Brasília depois do vazamento das informações da reunião de líderes?

Edmar - Naquele instante quando a notícia era dada tínhamos a nítida impressão que a PEC 300 estava entrando em estado de coma a beira da falência múltipla, colocando por terra todo o esforço empreendido por todos que ali estavam. Não podemos esquecer que na semana passada os líderes do Governo Federal demonstraram o maior descaso possível com todos os policiais que estavam no plenário da Câmara dos Deputados, usando todos os meios possíveis para enrolar a votação da sessão extraordinária, onde seria apreciada a PEC 300, com certeza seguindo determinação da Presidência da República.

Site da ACS – Qual a sua visão sobre a manobra política que os políticos fazem com relação a votação da PEC?


Edmar - É inacreditável ver toda a trama armada pelos líderes do governo para inviabilizar a votação da PEC 300, líderes que são representados pelos deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), Cândido Vaccarezza (PT-SP), e José Genoíno (PT-SP) todos de um segmento partidário denominado “dos trabalhadores” e neste momento histórico, e pré-eleitoral não demonstram qualquer tipo de respeito pelos trabalhadores da área de segurança pública do Brasil, que anseiam por um piso nacional para dar dignidade as suas famílias, desta forma deve-se dar a resposta a estes que trabalham contra nosso direito legitimo, com a única palavra que eles entendem o voto.

Não podemos deixar de lembrar que também existe a figura do Presidente da Câmara Federal, o qual colocou uma expectativa de resolver a questão, onde colocaria em votação na data de 18 e 19 de maio a PEC 300/446 em programa de TV que foi ao ar no Dia do Trabalhador, assumindo compromisso público, e em um ato COVARDE fugiu do país (esta é a palavra correta), deixando centenas de policiais que compareceram na data prevista sem uma resposta, e decepcionados com o descaso apresentado pelos líderes do Governo, e aí questionamos: Quem irá pagar a conta dos custos operacionais do deslocamento a Brasília? O Sr. Michel Temer? As lideranças do Governo?

Ledo engano, quem pagará as despesas somos nós policiais que acreditamos na palavra de alguns políticos DESCOMPROMISSADOS com a Nação Brasileira e com a Segurança Pública. Senhores, a ELEIÇÃO, a COPA DO MUNDO e as OLIMPÍADAS vêm aí!

Site da ACS – Qual foi o acordo entre as lideranças associativas e o governo para colocar a PEC na pauta de votação?

Edmar - Na tarde de quarta-feira, vendo nossas esperanças se esvaírem pela falta de comprometimento de alguns deputados, as lideranças associativas que estavam presentes em Brasília, se reuniram e colocaram em pauta os seguintes assuntos: ceder e retirar o valor nominal da PEC; manter a criação do fundo de segurança; ceder e concordar que o piso nacional seja determinado por MP ou Lei Complementar.

Após a exposição da pauta, por unanimidade, as entidades decidiram ceder as pressões do governo e concordar com a retirada do valor nominal da PEC, mas manter a criação do Fundo de Segurança, e remeter para Lei Complementar a designação do valor do piso, a ser encaminhado pelo Executivo Federal.

Site da ACS – Qual foi o papel das entidades nesse acordo?

Edmar - As entidades tiveram que tomar a frente das negociações, pois diante dos fatos do dia anterior a PEC poderia já estar morta, uma vez que em nenhum momento o Governo Federal deu a entender que iria facilitar as coisas sobre o assunto da PEC 300,e asentidades também testemunharam que interesses eleitorais, de alguns políticos que quiseram fazer do plenário um palanque eleitoral, deixando transparecer que a PEC-300/446 seria plataforma para suas candidaturas.

Site da ACS – Quais foram os deputados que representam as lideranças de MS apoiaram a PEC?

Edmar – Em meio a todas as dificuldades enfrentadas por todos os segmentos que compareceram em Brasília nesta data de 25/26 de maio, temos que salientar que nós de MS, representados pela ACSPMBM/MS e pelo Clube dos Oficiais, temos que tornar público que somente os deputados federais Dagoberto Nogueira (PDT-MS) e Marçal Filho (PMDB-MS) foram a favor da nossa causa, colocando seus respectivos escritórios a serviço dos policiais de Mato Grosso do Sul.



Site da ACS – Qual a expectativa para o futuro?



Edmar - É importante salientar que nós entidades representativas de todo o país, conseguimos dar mais oxigênio à causa, mas é importante frisar que é preciso também um empenho maior de nossos associados e dos policiais em geral, que venham a participar de forma mais efetiva do movimento, pois nos últimos dias realizamos diversas reuniões regionalizadas na capital, e não houve participação efetiva dos interessados, em uma causa que é do interesse geral, pois é o futuro do segmento que está em discussão. Quando houver mobilização é necessário o COMPARECIMENTO DOS INTERESSADOS, e isto diz respeito a todo o segmento, pois somente seremos fortes se realmente estivermos unidos formando uma CORRENTE.

Fica aqui um CHAMADO: Toda e qualquer mobilização é de extrema necessidade que todos os policiais e bombeiros participem efetivamente, não deixando a cargo de alguns o que é de RESPONSABILIDADE DE TODOS. Resumindo, acreditamos que demos um passo importantíssimo na condução da PEC 300, e vamos continuar mobilizados para chegar a um resultado positivo.