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sábado, 3 de setembro de 2011

POLICIAIS DE TODO BRASIL ESTÃO REUNIDOS NA BAHIA DISCUTINDO O ANDAMENTO DA PEC 300

Policiais e bombeiros discutirão estratégias para retomar a pressão sobre a Câmara para que retome a votação da proposta que estabelece um piso nacional para as categorias

 

Foi no início do ano passado que a Câmara dos Deputados aprovou a PEC 300 em primeiro turno. De lá para cá, no entanto, mais nenhuma outra medida foi tomada pelos deputados, nem contra nem a favor da proposta de emenda constitucional que estabelece um piso nacional para os policiais militares e bombeiros, no nível do que eles recebem no Distrito Federal.

Para discutir uma forma de pressionar o Congresso a dar uma resposta sobre a PEC, a Associação de Praças da Polícia Militar da Bahia fez ontem (2) e hoje (3) um encontro nacional em Salvador. Como tem forte impacto orçamentário tanto para o governo federal quanto para os governos estaduais, há uma forte pressão para evitar a aprovaão da PEC, por isso a orientação tem sido evitar a continuação da sua tramitação.

A votação em primeiro turno foi, em grande parte, resultado da pressão que os policiais e bombeiros fizeram na época, ocupando grandes espaços nos corredores e nas galerias da Câmara. O que os PMs pretendem discutir agora em Salvador são novas estratégias para retomar essa pressão. “Será mais um evento para cobrar e defender essa bandeira, fundamental para a segurança pública na Bahia e no país”, afirmou o presidente da associação, Aguinaldo Pinto de Souza. Também está presente o presidente nacional dos Cabos e Soldados, Soldado Leonel Lucas e o Presidente da ACS de Mato Grosso do Sul, Edmar.

Mais de 50 entidades ligadas aos policiais e bombeiros estão presente no evento, que contou nesta sexta-feira com uma palestra do líder do Democratas na Câmara, deputado ACM Neto (DEM), que tem cobrado da base governista a aprovação da PEC.





Por Rudolfo Lago do Congresso em Foco

GOVERNO AMEAÇA POLICIAIS EM MT.

Governo dá ultimato de 24h a policiais

Caso não retornem ao trabalho, investigadores e escrivães terão 100% do ponto cortados e serão submetidos a processo disciplinar, disse Silval
Independente das medidas do governo, categoria seguiu paralisada durante todo o dia e assim seguirá


Com a radicalização dos escrivães e dos investigadores da Polícia Civil em paralisar totalmente as atividades, o governador Silval Barbosa adotou uma postura mais drástica para forçar as duas categorias a retornarem aos seus postos de trabalho em 24 horas, sob pena de sofrerem corte de 100% dos salários e de responderem procedimento administrativo disciplinar. Também autorizou o uso da jornada voluntária para que policiais militares em folga possam fazer todos os procedimentos dos civis nas delegacias.

Estas e outras decisões foram tomadas em uma reunião que durou quase três horas com as presenças das autoridades ligadas ao setor da Segurança Pública do Estado. “Chegamos ao limite. Convocamos investigadores e escrivães para retornarem ao trabalho em 24 horas”, solicitou Barbosa. “A sociedade não pode ser penalizada se o Estado não tem condições de atender o que estão pedindo. Eles têm que ter a sensibilidade de voltar ao trabalho”, acrescentou.
A greve dos policiais civis já dura 65 dias. Eles recusaram a proposta ofertada pelo governo e, até ontem, vinham mantendo 30% das atividades. Há 30 dias, a Justiça também considerou a paralisação ilegal sob pena de multa diária de R$ 20 mil.
Além do corte dos vencimentos e da abertura do processo disciplinar, Barbosa determinou que os todos os policiais civis entreguem suas armas, o recolhimento dos veículos para o pátio das delegacias, a convocação de 349 alunos aprovados em concurso público que já realizaram mais da metade do curso de formação, a abertura de novo processo seletivo e a retirada das propostas feitas pelo Estado às duas categorias. “Não voltando ao trabalho, vai permanecer a proposta que já cumprimos agora em maio de 2011 e, em 2012, iremos recompor apenas a inflação”, disse.

Barbosa explicou que, por meio da Lei 344/2008, foi feito um acordo com os policiais civis. “Para este ano de 2011 teríamos que aumentar em 15% e colocamos o reajuste na folha. Nós cumprimos o que a Lei determinava”, afirmou. Pela última proposta feita pelo governo, a categoria alcançaria o salário inicial de R$ 3,9 mil e final de R$ R$ 11,1 mil, em 2014. Eles reivindicam R$ 3,5 mil ainda neste ano.
Segundo Barbosa, a convocação dos PMs para desempenhar as atividades dos PC não vai prejudicar o trabalho ostensivo nas ruas. “Vai ter efetivo suficiente”, disse garantindo que a medida não é inconstitucional. O governador não descartou também, em uma situação emergencial e extraordinária, solicitar apoio ao Exército ou Força Nacional. Serão convocados ainda os 1.200 PMs aprovados no último processo seletivo.

Indagado sobre a possibilidade de os militares engrossarem o movimento, já que, apesar de um acordo, os soldados continuam insatisfeitos com o valor dos seus vencimentos, Silval disse não temer essa probabilidade. “A Polícia Militar é muito disciplinada e sabe que não houve como aumentar mais a nossa proposta”.
Já uma fonte ouvida pela reportagem do Diário disse que os alunos em formação profissional estavam receosos com a decisão do governo. “Não têm nem dois meses de academia. Não houve tempo suficiente para preparação. Estão todos desesperados”, contou. O governo, no entanto, garante que eles estão aptos para o trabalho.
Silval Barbosa informou ainda que oficializou a sua decisão ao Tribunal de Justiça, Ministério Público e à Assembleia Legislativa, que teriam dado apoio ao Estado.
Presente na reunião, o diretor da Polícia Civil, Paulo Vilela, afirmou que os delegados estavam fazendo os flagrantes. “Os serviços emergenciais vão ser feitos. Os delegados não estão em greve”, reforçou o delegado do Cisc Planalto, Waldeck Duarte.



Fonte Diario de Cuiaba





DELEGADOS NÃO FAZEM FLAGRANTES EM COMANDOS DA POLICIA MILITAR

Delegados plantonistas de Cuiabá e Várzea Grande recusaram-se a confeccionar prisões em flagrante no Comando Regional I (Capital) e II, em Várzea Grande, desobedecendo a ordens superiores. A determinação ocorreu após a radicalização da greve de policiais civis, que decidiram pela paralisação de 100% do efetivo.

Conforme as ordens, eles teriam um digitador à disposição que substituiria o escrivão, proposta descartada pelos delegados. Diante do impasse, eles consultaram o sindicato da categoria que os orientou a ficar na delegacia.
Segundo o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia, delegado Dirceu Lino, lugar de trabalho de delegado é na delegacia. “A atitude deles (de não confeccionar o flagrante nos Comandos Regionais) foi a correta. O governo tem que dar condições de trabalho. Quem está em greve não são os delegados”, frisou.


Por volta das 22 horas de quinta-feira, com a chegada do comando de greve tanto no Plantão Metropolitano como na Central de Flagrantes, os delegados ficaram a noite e madrugada sozinhos. Em Várzea Grande, além do delegado, estavam os policiais militares no setor de ocorrência e um agente prisional. Em Cuiabá, o delegado ficou sozinho em sua sala com o comando de greve do lado de fora. (AR)




Fonte: Diario de Cuiaba




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CONDENADO ENGANA AUTORIDADES E RECEBE TORNOZELEIRA ELETRÔNICA EM PERNA FALSA

Dois funcionários de uma empresa que presta serviços ao Ministério da Justiça britânico foram demitidos após serem enganados por um condenado e instalarem uma tornozeleira eletrônica em sua perna falsa.
Com a tornozeleira na prótese, o condenado pôde remover a perna falsa e desrespeitar um toque de recolher imposto pela Justiça como condição para sua liberdade condicional.
Os funcionários da empresa G4S foram enganados por Christopher Lowcock, de 29 anos, que enrolou sua perna falsa em ataduras quando eles foram à sua casa para instalar o dispositivo.
Lowcock havia sido condenado a um toque de recolher diário por crimes relacionados a drogas e posse de arma.
A tornozeleira eletrônica permitiria à Justiça controlar os seus movimentos e comprovar o cumprimento da sentença.

Nova prisão

Em um comunicado, o Ministério da Justiça confirmou que os procedimentos "claramente não foram seguidos neste caso", mas afirmou que a empresa "já tomou providências em relação aos funcionários envolvidos".

"Dois mil condenados recebem tornozeleiras eletrônicas todas as semanas, e os incidentes como esse são muito raros", afirmou o comunicado.

A empresa G4S diz que o problema foi identificado quando os funcionários retornaram à casa de Lowcock e descobriram que ele havia sido preso novamente por conta de um crime de trânsito.
Um porta-voz da empresa afirmou que a G4S instala tornozeleiras em "70 mil indivíduos por ano para o Ministério da Justiça". "Dada a natureza crítica do serviço, temos procedimentos muito estritos que todos os funcionários devem seguir", afirmou.
Segundo ele, no caso de Lowcock os funcionários deixaram de seguir os procedimentos corretos e por isso não identificaram sua perna falsa.

Fonte: bol.com

PEC 300

Yara Aquino

Em reunião hoje (29) com líderes de partidos da base aliada do governo no Congresso Nacional, a presidenta Dilma Rousseff pediu aos parlamentares que apoiem o governo no enfrentamento à crise econômica evitando criar gastos que não tenham fontes previstas de receita. A informação é do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

“A presidenta pediu ao Congresso Nacional contribuição para essa caminhada do Brasil de enfrentar a crise internacional. Nesse processo, você aumentar o superávit primário não vai ter nenhum comprometimento de investimentos, mas não poderão ser criados gastos excedentes sem definir qual a fonte”, destacou o líder.

Um dos itens que está para votação no Congresso Nacional e que preocupa o governo é a Emenda 29 que fixa percentuais mínimos a serem investidos em saúde pela União. Segundo o líder do PDT, Giovanni Queiroz (PA), a presidenta Dilma quer medidas mais abrangentes do que o previsto na emenda para garantir saúde gratuita de qualidade.

“A partir de setembro, outubro, ela quer lançar ações por uma saúde de mais qualidade. Ela quer uma proposta maior do que a Emenda 29. Quer que a emenda fique aguardando por algo maior”, disse Queiroz, após deixar a reunião.

Sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que estabelece um piso nacional para bombeiros e policiais, e também geraria gastos, o líder Cândido Vaccarezza disse que não vê clima no Congresso para votação e que a discussão sobre segurança no país deve ser feita num conjunto de ações, não se restringindo a questão salarial.

Durante a reunião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez aos líderes uma apresentação do panorama econômico e apresentou as medidas fiscais que em seguida seriam anunciadas para conter os efeitos da crise econômica internacional no Brasil.

Fonte: Jornal do Brasil

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CHAMAS DA PEC 300


Cúpula da Segurança Pública promete punição a PMs que ontem bloquearam com pneus incendiados três rodovias gaúchas
As rodovias gaúchas voltaram a ser iluminadas pelas chamas dos pneus queimados em protesto por melhorias salariais para os servidores da Brigada Militar (BM). Na madrugada de ontem, barreiras de fogo e fumaça bloquearam estradas em três municípios gaúchos. O pipocar de ações no Estado faz o movimento ganhar corpo, inquietando a cúpula da Segurança Pública, que promete punir os responsáveis.

– Há um processo de negociação de salários em andamento. No início do mês devemos ter uma proposta, como ficou acertado na última reunião. Portanto, não entendemos os motivos dessa postura – diz o coronel Altair de Freitas Cunha, subcomandante-geral da BM, que ontem estava no exercício do comando da corporação.

O coronel falou após reunir-se com o secretário da Segurança, Airton Michels, para discutir os protestos:

– A nossa posição sobre esta maneira de protestar é legalista. Se conseguirmos provar o envolvimento de policiais militares, eles serão punidos.

Mesmo que os envolvidos sejam identificados, o caminho para a punição é longo devido ao ritual jurídico. Se o inquérito apontar um PM como responsável, a BM abre um procedimento administrativo para aplicar as punições previstas, como detenção.

O comando da pasta descreve como radicalização na discussão salarial o uso da tática de fechar rodovias adotada pela Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf), que representa os servidores de nível médio da Brigada Militar (BM).

Em Santa Rosa, o cheiro de borracha queimada começou a ser sentido no final da noite de terça-feira, na rodovia Giruá-Tuparendi (ERS-344), no Noroeste. No final da madrugada, o fogo interrompeu a rodovia Ivoti-Novo Hamburgo (BR-116), em Estância Velha, e a estrada Erechim-Concórdia (BR-153), em Erechim. No início da semana, houve protestos em Passo Fundo e em Tapes. Junto às barreiras são colocados cartazes e faixas pedindo a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300.

Em Frederico Westphalen, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prestou queixa na Polícia Civil. Nas outras manifestações, o procedimento dos policiais rodoviários foi semelhante, informa o Alessandro Castro, chefe da comunicação social da PRF.

FONTE: ASSTBM

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

DIA DO SOLDADO

Em meio a tantas disparidades, pergunta-se se temos algo a comemorar nesse dia destinado a esses valorosos homens que arriscam suas vidas em prol da paz pública.

Apesar desse dia ter sido instituído para reconhecer o trabalho dos membros do Exército Brasileiro, em homenagem à Duque de Caxias, tomamos, meio que por "osmose", esse dia, já que somos, constitucionalmente, força auxiliar e reserva do Exército. Pouco reconhecido, o soldado é uma graduação do fundo da hierarquia militar. O termo deriva do latim solidarius - alguém que é pago para servir.O vídeo a seguir traz o depoimento de um soldado norte-americano, Myke Prysner, o qual revelou a má gestão dos militares norte-americanos no Iraque e a prática do assassinato, as torturas, os abusos e o tratamento insolente dos militares americanos contra os civis iraquianos. O vídeo nos faz perguntar a quem servimos de verdade. Se à sociedade ou aos interesses dos que estão no poder? Que nesse dia não comemoremos, já que pouco temos a fazê-lo, mas que reflitamos em nossas verdadeiras missões dadas pelos que estão no poder.

Fonte: Blog da SD Glaucia

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ACABA A GREVE DA POLICIA DE PIAUÍ


Policiais militares fecham acordo com Estado e encerram movimento

Categoria volta ao trabalho após se recusar a trabalhar em condições precárias. Acordo salarial foi aprovado.



Após quatro horas de reuniões nesta quarta-feira (17) no Tribunal de Justiça do Piauí - TJ/PI -, policiais e governo chegaram a um acordo e decidiram encerrar os protestos e paralisações. A categoria deflagrou na semana passada a operação "Polícia Legal - Tolerância Zero", na qual PMs e bombeiros se recusaram a trabalhar  alegando condições precárias de trabalho. Todos voltam ao trabalho após assembleia geral na noite de hoje. 

Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com

Representantes do governo reunidos

Policiais e bombeiros discutem as propostas em outra sala

O reajuste será escalonado de 2012 a 2015, com aumento maior para quem ganha menos. O soldado, por exemplo, terá de 115 a 177% de aumento no período. Já o cabo terá 104% ao todo. Além disso, foi acordada a anistia administrativa dos policiais que tiveram prisões decretadas no movimento, ou terão depois, e a carga horária de trabalho.

Representantes de várias associações que representam policiais militares e bombeiros participaram do encontro, que tem do lado do governo os secretários Wilson Brandão, de Governo, e Paulo Ivan da Silva Santos, da Administração, além do comandante geral da PM, coronel Rubens Pereira, e do coordenador estadual de comunicação, Fenelon Rocha. Ainda acompanharam a reunião os deputados estaduais Themístocles Filho (PMDB), Firmino Filho (PSDB), Rejane Dias (PT), Kléber Eulálio (PMDB) e Cícero Magalhães (PT) e o vereador de Teresina sargento R. Silva (PP).


Atualizada às 19h39min
Houve uma pausa de meia hora às 17h40min na reunião. Cada uma das partes apresentou sua proposta para o fim do impasse. Por conta disso, a reunião foi interrompida para que os líderes de cada um dos lados estudasse o que foi oferecido. Por volta de 18h30min, as conversas foram retomadas. Meia hora depois, nova suspensão. Às 19h30min, a reunião recomeçou.

Fenelon Rocha contou que a proposta do governo seria levada antes dos protestos serem inciados. O reajuste sugerido tem percentuais diferenciados de 2012 a 2015 acima da expectativa de inflação, o que chegaria a 100% de aumento em quatro anos. 

Paulo Ivan explicou que os índices foram definidos após comparação com os salários da PM do Piauí com os demais estados e o Distrito Federal, com maior reajuste para quem ganha menos. Além disso, o secretrário frisou que os equipamentos de segurança exigidos já estão sendo adquiridos. "Espero que o bom senso reine", comentou.


O coronel Rubens Pereira informou que os PMs pediram anistia administrativa dos processos que surgiram, surgem e venham a surgir durante o movimento. Ele ainda negou ter determinado a prisão de qualquer policial. "Não determinei a prisão de ninguém. Fiz uma representação de prisão preventiva apenas", disse, sobre o procedimento para oito líderes do movimento. 


O capitão Evandro Rodrigues confirmou que os PMs não aceitaram inicialmente a proposta de reajuste. Eles querem que a primeira parcela do aumento seja em fevereiro de 2012. Ele também informou que tudo só pode ser definido depois de assembleia da categoria e pediu que ninguém comente sobre as propostas apresentadas. Segundo o presidente da Associação dos Cabos e Soldados, o secretário Wilson Brandão garantiu a anistia administrativa.


A reunião começou às 16h45min. Antes da abertura do encontro, o presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Edvaldo Moura, pediu que policiais militares e gestores busquem de toda forma a solução pacífica para o fim dos protestos. "Queria que nós nos desarmássemos (de espírito) para podermos encontrar uma solução para este impasse", declarou. O magistrado também lembrou ser filho de um militar.

O governador Wilson Martins (PSB) se encontra em Brasília/DF em outros compromissos e pediu que o presidente do TJ intermediasse o acordo.

A imprensa foi autorizada a ficar na reunião por apenas cinco minutos para registro de imagens dos presentes. 


Aline Carvalho (TV Cidade Verde, no local)
Jordana Cury (especial para o Cidadeverde.com)
Fábio Lima (da Redação)
redacao@cidadeverde.com

terça-feira, 16 de agosto de 2011

OS DOIS LADOS DA PEC 300


Há algumas semanas, o site da Câmara dos Deputados anunciou que os líderes dos partidos naquela Casa iriam pressionar a presidência para estabelecer uma pauta prioritária para o segundo semestre de 2011.

Pauta esta que incluísse a votação de matérias “polêmicas”.
E entre tais matérias “polêmicas” está a famosa PEC 300.
Antes de mais nada, deixe-me deixar bem claro: defendo a aprovação urgente da PEC 300!
Todos conhecem, mas para os que ainda não sabem, informo: a PEC 300, ao lado da PEC 446, estabelece um piso salarial digno para policiais e bombeiros.

Curioso ver a PEC 300 ser chamada de “polêmica” e não de “essencial”.
Defendo esta PEC e acredito que ela é mais que necessária. Ao estabelecer um piso nacional decente (espera-se) para esta categoria indispensável e negligenciada nas políticas de reajuste salarial do serviço público, o que a PEC pretende é garantir o básico: um salário digno para tais profissionais.

Ora, sob este ângulo, a PEC 300 deve ser aprovada, com urgência pelo Congresso Nacional.
Rumo a esta aprovação os policiais e bombeiros deveriam receber o apoio irrestrito de todas as entidades da sociedade civil, suprapartidárias e comprometidas, de fato, com a justiça social. E nossa "atuante" bancada federal, como vê esta PEC? Eis a questão!

Mas, em outro ponto de vista, é lamentável atestar que a PEC 300 surge como atestado de falência das políticas de remuneração dos governos destinadas aos trabalhadores – pais e mães de família – de nossa carcomida segurança pública.

O ideal era que a sociedade brasileira não precisasse debater, nem propor ou sequer aprovar, matérias como a PEC 300.

Ou seja, o desejável seria que os governos em todo o país remunerassem de forma justa quem empunha uma arma e arrisca a sua vida em favor da vida dos outros. Gente que enfrenta a morte em favor da vida de nossas famílias, de nossos filhos e filhas.

E em Alagoas, hein? Quanto ganha um praça da PM? Certamente, o insuficiente para suas necessidades básicas... recebe menos de R$ 2 mil reais para correr atrás de assaltantes, homicidas e traficantes... uma vergonha! E quem “pega no pesado”, com todo respeito ao oficialato, são majoritariamente os militares de baixa patente.

E um agente da Polícia Civil? Ganha muito pouco diante de sua importância. Sim, Polícia Civil é importante para investigar! Estados onde a Polícia Civil funciona bem – e paga bem – conseguem mais êxitos na elucidação de crimes.

E um bombeiro, exposto a um treinamento exaustivo e profundo, que se arrisca em situações de perigo extremado em favor de salvamentos, muitas vezes com equipamentos sucateados? Seus contra-cheques são tão precários quanto o estado das escadas, mangueiras e carros a sua disposição para este trabalho.
E os agentes penitenciários expostos à criminalidade trancafiada entre grades, já que o sistema prisional ressocializa muito pouco quem lá adentra? São agraciados com o mínimo em dinheiro diante do risco velado e ameaçador de sua função.

E não me venham com o argumento tecnocrata facista de que “na média nacional Alagoas paga bem a seus agentes de segurança.... e blá blá blá”. Neste caso, tentar justificar o injustificável no lugar de reconhecer uma realidade salarial nacionalmente decadente é falta de respeito ao servidor.

Na verdade, a média nacional dos salários para estas funções é ultrajante. É um lixo! Todos os estados, salvo exceções honrosas, pagam miséria à base da pirâmide de seus servidores.

E os agentes de segurança são vítimas desta aberração salarial.
Quem vai se devotar a uma causa tão espinhosa para receber, ao final do mês, tão pouco?
Por fim, algumas inquietações a mais, estendendo-se o raciocínio: e em nossas escolas? Qual será a "PEC 300" que garantirá salário menos vergonhoso a nossos docentes da educação básica?

E em nossos postos de saúde e hospitais? Qual será a "PEC 300" que garantirá vencimento menos indigno a quem cura feridas da maioria desprovida de plano de saúde?

A PEC 300 deve ser aprovada, com urgência, com o governo federal corrigindo as distorções do chamado pacto federativo e ajudando financeiramente a estados economicamente moribundos como Alagoas (não por culpa unicamente da gestão atual, ressalte-se e se faça justiça!) a honrar seus compromissos financeiros com suas folhas de pagamento.

 
Porém, ao lado de defendê-la e lutar veementemente por sua necessária aprovação, devemos atentar para seu caráter anômalo e contraditório.
Devemos estar cientes de que ela corrige distorções, mas expõe, subliminarmente, excrescências de nossos governos injustos e de nossos governantes insensíveis.

Governos que nacionalmente durante anos trataram, e ainda tratam em uma postura criminosa, servidor público como escória e como gentalha condenada a mal remuneração endêmica.



Fonte: CadaMinuto autor: Welton Roberto

domingo, 14 de agosto de 2011

PEC 300 : O QUE ACONTECEU DIA 09 E 10 "AGOSTO DO PT"

Por: Capitão Assumção


Fazer uma pequena retrospectiva do que aconteceu em Brasília nesses dias 9 e 10 é importante, principalmente porque as próximas ações exigirão um caráter excepcional de praticidade e não de lero-lero. Toda a conversa fiada que se viu na última terça e quarta foi uma repetição de uma etapa que já havíamos superado em um passado recente. voltamos atrás.

Com o desenrolar das manifestações concentradas dentro de um único espaço, auditório Nereu Ramos, no primeiro dia (9), obviamente que o movimento ganhou densidade mas ao tempo em que se multiplicavam os oradores para pronunciar as suas falas o tempo ia passando e o objetivo imediato ia perdendo o foco: a coleta da assinatura do único líder que faltava, o do PT, deputado Paulo Teixeira (PT/SP). Quando foi formada uma comissão, por iniciativa do deputado Mendonça Prado (DEM/SE), diga-se de passagem, um grande guerreiro dos bombeiros e policiais brasileiros, o grupo de representantes de diversos estados, ao localizar o líder do PT, obteve um belíssimo “não” como resposta.


Ora, diante da recusa do deputado Paulo Teixeira (PT/SP) em assinar a colocação na pauta da PEC 300, ficou nítido que esta etapa estava queimada. Diante desse quadro, os bombeiros e policiais, acantonados dentro do auditório, ouviram muitas propostas mas somente uma, concreta, vai tirar o sono do deputado Marco Maia (PT/RS) e do governo federal: a retirada dos nomes dos parlamentares que compõem a disfarçada “Comissão Especial da PEC 300”, fantasia criada ano passado para aniquilar de vez a PEC 300. com essa sugestão, imediatamente muitos parlamentares vieram até o plenário retirar o seu nome do rol dessa comissão “enrolativa”. O resto das ações foi uma repetição dos movimentos anteriores já acontecidos dentro da Câmara: muita enrolação.


No momento da recusa de Paulo Teixeira (PT/SP) em assinar a inclusão, adotou-se a já costumeira ida ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia, mas para o dia seguinte. Sugeri, por conhecer as artimanhas dos deputados aliados ao governo federal, que os bombeiros e policiais fizessem os seus protestos dentro do plenário da Câmara, já temento um desenrolar enfadonho, mas fui voto vencido. Estabeleceu-se que todos dormiriam no auditório para no dia seguinte ouvirem o blá blá blá de Marco Maia. Tal fato aconteceu. O presidente Marco Maia colocou todos no bolso. Com um detalhe: ainda tripudiou. Posou para foto ao lado dos representantes e concluída a farsa declarou para a mídia corporativa que ele “permitiu” que os manifestantes “dormissem” no auditório Nereu Ramos e que não admitiria mais tal constrangimento.


Para piorar, Marco Maia forçou uma desarticulação do movimento ao lançar mão de uma frase que já virou jargão nesses dois anos de PEC 300: “não será aprovada na marra.” O entristecedor disso é que algumas lideranças acharam que foi um avanço. Outros falaram que agora a coisa ia andar e que imaginavam poder marcar uma audiência com a Dilma e inforrmar-lhe (como se ela não soubesse de nada) que tinham propostas de fundo para prover os recursos para complementar salários. Perdeu-se o foco. A meta é concluir a votação, não é informar ao governo de onde sairão os recursos. Ele tem 180 dias (seis meses) para fazer isso. Acorda bombeiro, acorda policial.


Com o segundo dia sem qualquer tipo de avanço, com exceção da retirada dos nomes de alguns deputados que compunham a famigerada “Comissão da PEC 300”, para destruírem-na em seu nascedouro, não restou outra saída para os manifestantes senão colocar a viola no saco mais uma vez e retornar para casa.


Durante toda a existência da Câmara dos Deputados em Brasília, as votações mais polêmicas só aconteceram por muita pressão. Literalmente “na marra”. E com a PEC 300 não será diferente. Gastar os parcos recursos dos bombeiros e policiais para bancar idas e vindas na Câmara para ficar ouvindo conversa fiada de deputados já cansou. Infelizmente, só respeitarão os destemidos héróis da nação se houver um recrudescimento nas ações. Hoje, o pequeno grupo de parlamentares que barra a votação em segundo turno da PEC 300 está pagando para ver. nos seus pensamentos paira a certeza de que bombeiros e policiais, disciplinados que são, nunca radicalizarão. Mas PEC 300 só será votada na marra.

Postado por Capitão Assumção