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domingo, 8 de abril de 2012

POLICIAL É EXPULSO DA PM DE MATO GROSSO


PM é expulso por postar comentários na web contra curso da polícia


Portaria diz que policial denegriu os superiores e colegas. Por meio da internet, ele criticou a falta de água e sujeira nos banheiros.





Um policial militar, que tinha sido empossado recentemente no cargo, foi expulso da corporação por fazer comentários anônimos na internet sobre o curso de formação da Polícia Militar realizado no ano passado. A portaria que determina a expulsão foi publicada no Diário Oficial do Estado de quarta-feira (4), último divulgado pelo governo antes do feriado prolongado da Semana Santa.

Os comentários, como diz trecho da portaria assinada pelo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Osmar Lino Farias, se referiam a supostos atos arbitrários e humilhações sofridas durante o curso de formação de soldados da PM. Segundo consta do documento, o aluno criticou a constante falta d'água, a sujeira nos banheiros e sugeriu que fosse investigada a aquisição de material e os integrantes da comissão de formatura do curso de formação, o que denegriu a honra dos seus superiores e colegas.

"O sindicado teria divulgado anonimamente em sítio da internet comentários tendenciosos que macularam a honra de seus superiores e pares, sobretudo a lisura e validade dos atos e procedimentos exarados pela comissão de formatura do curso de formação e do próprio Comando da PM onde servia como aluno", diz a portaria.

Após o ocorrido, o sindicado contou que usou a senha do Centro de Formação da PM, a qual obteve por meio de um computador da instituição que era utilizado durante o curso, e acessou ilegalmente a internet através da rede sem fio. Com base nisso, foi instaurado um processo de sindicância para investigar a conduta do policial e concluiu que o Estatuto dos Militares de Mato Grosso foi infringido e, por isso, o suspeito deveria ser punido.

Uma das trangressões cometidas pelo policial está prevista no Artigo 13 do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Mato Grosso, o qual proíbe os servidores de espalhar boatos ou notíciais tendenciosas que possam ser prejudiciais à disciplina ou à boa ordem do serviço. Com a exoneração, o policial deverá devolver os fardamentos e apetrechos usados no exercício da função. 

Fonte: G1

quinta-feira, 5 de abril de 2012

FAZER BICO É LEGAL


O governador do Rio de Janeiro,Sérgio Cabral, assinou decreto de criação do Programa Mais Polícia, que regulamenta as condições para que policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários possam trabalhar de forma legal em suas horas de folga. De acordo com o jornal Extra, o “bico” legalizado no Rio pode chegar a R$ 3.750,00 por mês.
Graças a esse novo Programa, as Secretarias de Segurança, Defesa Civil e de Administração Penitenciária passam a contar com uma poderosa ferramenta para ampliar seus efetivos em situações especiais ou sempre que necessário, garantindo a qualidade de prestação de seus serviços à população.

Regulamentado pelo Decreto nº 43.538/2012 e publicado na quarta-feira (04/04) no Diário Oficial do Estado do Rio, o Programa Mais Polícia representa uma alternativa mais vantajosa ao “bico”, que expõe os profissionais de segurança pública a condições sem garantias trabalhistas em serviços privados de segurança.

Além disso, permitirá utilizar esses servidores durante seu período de folga como reforço na segurança pública de grandes eventos internacionais programados para o Rio, como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (“Rio+20”); a Copa das Confederações da Fifa e a Jornada Mundial da Juventude Católica, ambas em 2013; a Copa do Mundo Fifa de 2014; e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2016.

De acordo com o decreto, a gratificação varia de R$ 112,50 a R$ 375,00, dependendo da carga horária. Os policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários que estejam trabalhando sob regime de escala não poderão realizar mais do que 96 horas efetivas de turnos adicionais a cada 30 dias, observando o intervalo mínimo de oito horas de repouso entre os serviços.

No dia 17 de março, o governo do Rio já havia regulamentado os “bicos”ligados a prefeituras feitos pelos policiais militares, criando o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis). Segundo o programa, o policial poderá prestar as atividades durante sua folga.

O turno adicional para os PMs será de 8 horas. O PM deverá ter um intervalo de mais 8 horas antes de retomar suas atividades. Esses turnos adicionais terão remuneração, de R$ 175 por turno para os oficiais e R$ 150, para os praças. Os policiais poderão prestar, no máximo, 12 serviços por mês, como atuar na fiscalização de vans.


Segundo o jornal Extra, os policiais vão fazer turnos de seis, oito ou 12 horas de serviço, podendo ganhar, por mês, até R$ 3.750. Esse valor refere-se a um policial militar ou civil, bombeiro ou agente penitenciário que estiver de férias ou de licença especial. Nessa situação específica, ele poderá trabalhar até 120 horas em serviços extraordinários.

Durante os meses de trabalho, a carga horária máxima do bico será menor. Para quem atua em regime de escala, serão até 96 horas por mês de serviço nos momentos de folga. Para quem trabalha em horário comercial, serão permitidas até 72 horas de trabalho extraordinário por mês.

O decreto cria o Regime Adicional de Serviços (RAS) para as quatro categorias beneficiadas, em sistema de turnos adicionais com escala diferenciada e sem prejuízo da escala regular de serviço.

Com o decreto, o governo estadual passa a contar com dois programas que ajudam na gestão dos efetivos de servidores da área de Segurança Pública: o Mais Polícia e o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) da Secretaria de Segurança.

O Proeis, que desde o ano passado já conta com 1.266 policiais militares participantes, permite que PMs trabalhem durante suas horas de folga para entidades da administração indireta e direta estadual, municípios e concessionárias de serviços públicos, através de convênio. Já assinaram convênio com o Proeis as empresas Codin, Supervia e Light e as Prefeituras de Rio de Janeiro, Queimados, Itaperuna e Macaé.

As secretarias de Estado beneficiadas pelo Mais Polícia terão agora que regulamentar as regras para que seus servidores possam se inscrever no Programa. Essas regras devem ser divulgadas ainda no mês de abril. O decreto assinado pelo governador prevê que, enquanto estiverem trabalhando sob o regime do RAS, os policiais, bombeiros e agentes penitenciários terão garantidos todos os benefícios trabalhistas que já possuem em suas respectivas secretarias.

O Programa Mais Polícia e o Proeis dão aos gestores da Segurança Pública do Estado do Rio importantes alternativas para remanejar, de forma estratégica, seus servidores para áreas onde os efetivos ainda estão aquém do adequado.

Em termos de orçamento, o novo programa não irá onerar a folha de pagamento nem pressionar os gastos com previdência. Além disso, permitirá aos servidores aumentar seus vencimentos de forma vigorosa, sob a proteção da legislação trabalhista, o que não acontece quando eles fazem “bicos” informais.

No caso do Proeis, os encargos são de responsabilidade dos órgãos contratantes, como prefeituras e concessionárias de serviços públicos. Inclusive, caso desejem, esses contratantes podem pagar aos policiais remunerações acima do que está definido no decreto. Já no Programa Mais Polícia, os custos ficam sob responsabilidade do governo do Estado.

Fontes: sites do governo do Estado do Rio, O Globo e o Extra

quarta-feira, 4 de abril de 2012

SALÁRIOS DAS POLICIAS: GOVERNO CHAMA A PM E BM PARA CONVERSAR


Audiência com governador é confirmada para o dia 12 de abril


Foi confirmada para o dia 12 de abril, na governadoria, às 16h, a audiência entre servidores militares e o governador André Puccinelli (PMDB) para discutir o reajuste salarial da categoria.

Após a audiência, uma Assembleia Geral será realizada em Campo Grande no dia 16, em local a ser definido, para apresentar os indicativos à classe.
A ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul) apresentará uma proposta sugerida pela própria tropa e apresentada durante Assembleia Geral no último dia 23.
Ela traz um escalonamento a partir do subsídio do posto de Coronel, vinculando os salários dos demais graus hierárquicos em uma escala percentual gradativa. Um soldado passaria a receber 25% do vencimento de um Coronel, aumentando o percentual gradativamente até 90% no posto de Tenente-Coronel.
Fonte: ronda
Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa

terça-feira, 3 de abril de 2012

AUXILIO PRESIDIÁRIO


Enquanto Minas reduz os investimentos em ações de prevenção da violência, o Estado obriga o governo federal a gastar cada vez mais para manter criminosos na prisão. Em apenas um ano, o número de benefícios do auxílio-reclusão, pago aos familiares dos detentos, cresceu 16,6% - passou de 3.650, em dezembro de 2010, para 4.257, no mesmo mês do ano passado. Os gastos também aumentaram no mesmo período, mas numa proporção ainda maior: 28%.


As despesas da União geradas com a assistência aos parentes dos prisioneiros subiram de R$ 1,9 milhão, no fim de 2010, para um gasto mensal de R$ 2,5 milhões, em 2011. Em fevereiro passado, a União gastou R$ 23,3 milhões com o pagamento do auxílio-reclusão em todo o país.

Para tentar colocar um freio nos gastos com os presos, especialistas apontam programas de prevenção como a alternativa mais eficaz. A sugestão, no entanto, vai na contramão do que é praticado em Minas, onde programas para tentar barrar o avanço da violência sofreram cortes orçamentários. 

Prevenção. Para especialistas, além de investir em ações de prevenção à criminalidade, é preciso pensar em penas alternativas. "Não é possível cortar recursos. Quanto mais prevenção houver, menor será a incidência de crimes e também a necessidade de cadeias", afirmou o advogado criminal Theo Dias, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

"O sistema prisional é muito caro e resolve pouco. A prisão dos criminosos deve ser usada em casos de risco social", afirmou Robson Sávio, especialista em segurança pública. 

Mas não foi o que aconteceu em Minas. Duas ações importantes do governo estadual sofreram cortes em 2011, mesmo ano em que o número de homicídios teve um salto de 16% em Minas. 

Um dos cortes foi no programa Fica Vivo, que promove oficinas e atendimentos a jovens de 12 a 24 anos em aglomerados com alto índice de homicídios. O orçamento para o projeto em 2011 foi de R$ 11,5 milhões, contra R$ 13,6 milhões no ano anterior - uma queda de 15%. Com isso, caiu em 13% o número de jovens participantes, passando de 14.446 para 12.518 jovens.

Outro desfalque de verba foi no Grupo Especializado de Policiamento em Áreas de Risco (Gepar), que teve um corte de R$ 200 mil entre 2010 e 2011. A redução de recursos chegou a deixar algumas equipes do programa sem viaturas para as rondas.

O Estado informou que investe na reintegração social dos condenados, por meio do trabalho e do ensino nas unidades prisionaisdas, além das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs) - são 2.164 vagas mantidas com verbas do governo. A União não se manifestou.

Pena alternativa
Resultado. A Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (Ceapa) do Estado, que estabelece penas educativas para infratores, atingiu 82% da meta em 2011, conforme informou o Instituto Elo.

Fonte: JORNAL O TEMPO

SOLDADO ROBOCOP

No RIO policiais batizam novo equipamento: "SOLDADO ROBOCOP"

BPChoque aprova ‘armadura’ semelhante à do famoso filme | Foto: Arte: O DIA
BPChoque aprova ‘armadura’ semelhante à do famoso filme. Tropa batiza uniforme com título de outro sucesso de bilheteria: ‘Soldado Universal’
POR VANIA CUNHA/O DIA online
Rio - Vestido com armadura especial para controle de distúrbios urbanos, o policial que caminha pelo pátio do Batalhão de Choque (BPChoque) parece ter saído de filme de ação. Ele estava testando a nova ferramenta adquirida pela unidade para proteção dos militares em situações de conflitos. Até o fim do ano, o batalhão receberá 1.200 uniformes do tipo. A previsão é de que os primeiros cheguem até maio.
A armadura recém-chegada foi batizada pelos policiais de ‘soldado universal’. O apelido é uma referência ao filme de ficção científica com o mesmo nome lançado em 1992, por Roland Emmerich: Exército americano congela o corpo de soldados que, ressuscitados, passam a ser guerreiros indestrutíveis. O uniforme lembra também outro sucesso de bilheteria: ‘Robocop, o Policial do Futuro’, lançado por Paul Verhoeven, em 1987.
A armadura é semelhante às usadas pelas polícias francesas e inglesas, mas foi produzida no Brasil. Toda em polímero, é altamente resistente a impactos. Nos testes, agentes bateram até com barra de ferro sem machucar o modelo. “É o que há de mais moderno”, afirma o comandante, tenente-coronel Fábio Souza.
BPChoque aprova ‘armadura’ semelhante à do famoso filme

Arte: O DIA
CAVEIRÃO RESISTENTE
Outro investimento da Secretaria de Segurança Pública em proteção para policiais são os 12 novos blindados para as polícias Civil e Militar. A previsão é que seja escolhido o modelo sul-africano Maverick, aprovado pelo Bope. O blindado suporta tiros de metralhadora ponto 30 e explosões de granadas. Alguns veículos terão canhão d’água e tanque interno com capacidade para até 5 mil litros. O equipamento é usado no controle de manifestações.

Fonte: blog do Anastacio





GOVERNO DIZ QUE VAI VALORIZAR A POLICIA

Puccinelli promete “valorização salarial e profissional” aos policiais de MS



O governador André Puccinelli (PMDB) prometeu “muito trabalho, respeito e valorização salarial e profissional” aos policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul. A declaração foi dada ao jornal Diário Digital e publicada na edição do último dia 30.
O chefe do Executivo se reúne com a classe no próximo dia 12 de abril para ouvir as propostas de reajuste salarial e, ainda conforme o jornal, “impedir indicativos de greve ou manifestações”.
Levantamento do jornal Folha de São Paulo publicado no dia 12 de fevereiro aponta que o salário dos servidores militares de Mato Grosso do Sul é apenas o 23º do Brasil, a frente de Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí e Rio Grande do Sul.
Neste ano, a ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), apresentará uma proposta sugerida pela própria tropa e apresentada durante Assembleia Geral no último dia 23.
Ela traz um escalonamento a partir do subsídio do posto de Coronel, vinculando os salários dos demais graus hierárquicos em uma escala percentual gradativa. Um soldado passaria a receber 25% do vencimento de um Coronel, aumentando o percentual gradativamente até 90% no posto de Tenente-Coronel.
Em 2011, quando sete atas estavam em atraso, a ACS conseguiu durante e negociação salarial a atualização das promoções e um índice de reajuste de 9,24% para os soldados em início de carreira, que possuem os salários mais defasados da categoria.


Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa


Fonte: ronda

segunda-feira, 2 de abril de 2012

SOCIEDADE DO MEDO



Sociedade do Medo

Rogério Fernandes Lemes*

Ao observar minha pequena Nathália, com apenas doze anos de idade, brincando na varanda de casa com suas bonecas e ursinhos ensinando-lhes, ou melhor, reproduzindo a dinâmica de sua sala de aula no ensino público, chamou-me a atenção quanto à maneira histérica e agressiva com que ela corrigia seus “alunos”, a ponto de intervir e pedir para que fosse mais calma ao dirigir-se a eles. A resposta foi que os “alunos não querem nada com nada”.

Mas como é possível que crianças e pré-adolescentes tenham definido, com tanta convicção, o não interesse pelos estudos preferindo ações de rebeldia? Lembro-me de ter presenciado a chegada de um policial militar em uma escola pública, onde várias crianças, curiosas, o cercaram e um menino, com idade entre sete a oito anos aproximou-se com uma coleguinha de mesma idade e disse “oh pulicia! Atira aqui na minha cabeça”! Surpreso, o policial disse que não e que estava ali para falar com as crianças sobre a prevenção às drogas e à violência. O menino insistiu e com a mão em formato de uma arma de fogo apontou para a cabeça da coleguinha e disse “intão dá um tiro nela”!

Foi nítida a tristeza no rosto do policial. Todas as crianças riam muito do que o menino falara e, ele próprio, agia como se “levar um tiro” fosse um prêmio; uma recompensa. O policial militar disse que em outra escola foi provocado por alunos adolescentes, que atrapalham sua aula e reivindicavam, ao serem orientados por ele para que fossem para suas salas, que eles “tinham o direito” de andar pela escola.

Pensando sobre a violência na escola, nas ruas, no trânsito, nas relações sociais, nos homicídios de fins de semana lembrei-me de Tempos Líquidos, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman que aborda a insegurança vivida nas grandes metrópoles globalizadas. Para ele, contemporâneo do Holocausto, as cidades são verdadeiros campos de batalha. Suas análises apontam para o choque entre “poderes globais” e “identidades locais” desintegrando, progressivamente, a solidariedade social. O resultado desse encontro produz insegurança e violência nas relações sociais em todas as esferas.

As “sociedades abertas”, uma vez conectadas ao fenômeno planetário que ele chama de “globalização negativa”, desintegram seus referenciais sólidos apoiando-se em verdadeiras placas de gelo, que podem romper ou desaparecer a qualquer momento. Para Bauman nunca houve alguém que conseguisse equilibrar segurança e liberdade e hoje, contemplamos “uma população horrorizada por sua própria vulnerabilidade”.

Na década de 20, século passado, as pessoas queriam menos segurança e mais liberdade. Hoje presenciamos o caminho inverso. As pessoas vivem inseguras e desejam segurança; se isolam cada vez mais em busca de liberdade e privacidade; sentem-se inseguras nas ruas, nas relações sociais e mesmo dentro de suas fortalezas.

O medo do terrorismo planetário nos enclausura. As multinacionais superfaturam com tecnologias e produtos de proteção individual. Surge um exército de empresas de segurança privada. Um claro ataque liberal ao Estado Social. Descrença popular, medo generalizado, histeria social, pânico nas escolas, são alguns dos fenômenos intensificados no cotidiano da população através dos noticiários.

O mundo globalizado caminha em direção ao “progresso” de mãos dadas com o nacionalismo, o fanatismo religioso, o fascismo e o terrorismo. Nas palavras de Alexander Hamilton, as nações democráticas “para serem mais seguras, elas acabam se dispondo a correr o risco de serem menos livres”. Para David L. Altheide a questão não está no medo do perigo, mas no desdobramento do que esse medo pode se tornar.

Quando as pessoas não interagem socialmente e se escondem atrás de muros, carros blindados, contratando segurança particular, elas reafirmam o sentimento de desordem, de insegurança e caos. Pseudo-análises cotidianamente veiculadas com uma rapidez incrível disseminam o pânico e a incerteza. As pessoas são impedidas de sonhar e a sociedade perde o sono.

Mais do que achar uma “solução” para o equilíbrio entre segurança e liberdade é necessário pensarmos nossas relações de mercado e de consumo. O que realmente é importante para nós?

*Sociólogo – Reg. MTE nº. 163/MS. E-mail: rogeriociso@gmail.com

sábado, 31 de março de 2012

SIG PRENDE LADRÃO QUE ROUBOU EMPRESÁRIO NO PÁTIO DO BANCO


Polícia prende dupla que roubou e baleou empresário em banco

Em 14 de março eles levaram do dono do posto Paulistão R$ 58 mil; compraram moto, pagaram contas, mas a polícia ainda recuperou R$ 2,3 mil

 Policiais do Serviço de Investigações Gerais (SIG) do 1ª DP em Dourados prenderam nesta sexta-feira os dois assaltantes que roubaram o empresário Antenor Vargas, dono do Posto Paulistão. O assalto aconteceu em 12 de março, no estacionamento do banco Santander. Quando Vargas descia do carro foi abordado por um dos assaltantes, que roubou o malote com R$ 58 mil e disparou contra o empresário, atingindo ele no abdome.
Segundo o SIG, as investigações apontavam primeiramente para um funcionário de um posto de gasolina, Alexandro Capile, conhecido por "Piolho", que conhecia a vítima e sabia sobre seu itinerário, sabendo que sempre naquele horário a vítima levava o malote com dinheiro ao banco.
Piolho foi localizado pela polícia na manhã desta sexta-feira e após ser indagado, apresentando informações contraditórias, veio a confessar sua participação no roubo, entregando o seu comparsa, Valdemir de Jesus, conhecido por "Tafarel", dono de um Desmanche e Ferro velho localizado na rua Manoel Santiago, Jardim Piratininga, em Dourados.
Diante dos fatos, os investigadores do SIG imediatamente se dirigiram até o ferro velho e prenderam "Tafarel". Na Primeira Delegacia de Polícia "Tafarel" também confessou sua participação no assalto, como sendo a pessoa que esteve de moto e rendeu a vítima, efetuando o disparo com arma de fogo, fugindo a pé com o malote contendo R$ 58 mil reais, enquanto Piolho lhe dava cobertura e o esperava na esquina da quadra.
Os investigadores conseguiram recuperar com a dupla uma quantia aproximada de R$ 2,3 mil, além de vários cheques predatados e uma motocicleta comprada com o dinheiro do roubo.
Segundo o delegado Rinaldo Moreira, as prisões de Piolho e Tafarel foram decretadas pela Justiça e ambos responderão por Latrocínio na forma tentada. A investigação agora se dá no sentido de saber onde foi gasto o dinheiro roubado, que segundo "Tafarel" foi gasto para pagamento de contas, haja vista que se encontrava preso antes do roubo, na penitenciária máxima de Dourados.
A Polícia não descarta a possibilidade da dupla ter participado num assalto semelhante que ocorreu contra o empresário no ano passado. Na época Antenor Vargas perdeu uma quantia próxima a que foi roubada nesta vez.
Fonte: douradosagora

quarta-feira, 28 de março de 2012

NO CORREDOR DA DELEGACIA


Sinpol diz que vai acionar juiz e promotor na corregedoria e no CNJ

GABRIEL MAYMONE 
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Sindicado dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS) disse, por meio de nota oficial, que o juiz e o promotor da comarca serão representados na Corregedoria e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por autorizarem a permanência de cinco adolescentes com idades entre 16 e 17 anos e um jovem de 18 anos no corredor da delegacia de Nioaque (MS) há uma semana.
Segundo o diretor jurídico do Sinpol, Giancarlo Miranda, a delegacia não tem estrutura para abrigar presos, principalmente menores. “A permanência desses adolescentes na delegacia afronta a legislação que diz que o menor infrator deve cumprir pena em unidade de internação adequada “, completa.
A delegada da unidade de Nioaque, Maíra Pacheco Machado, disse que os menores foram recambiados de outras comarcas. “Foi uma decisão da justiça. Avisamos que a delegacia não é o local apropriado para esses adolescente, mas não podemos recusar uma ordem judicial", informa.
O juiz da 2° Vara de Juizado Especial Adjunto de Maracaju, Alecxandro Motta, disse que iria se pronunciar apenas por nota oficial, mas até o momento nenhum comunicado foi divulgado pelo magistrado.
Fonte: correio do estado

terça-feira, 27 de março de 2012

NÃO FOI ACIDENTE



Lei Seca: número de detidos sobe 604%

Em 2008, 259 motoristas que dirigiam embriagados foram presos em São Paulo. Em 2011, número saltou para 1.824
Blitze da Lei Seca começaram a ser realizadas em 2008  / José Cruz/ ABrBlitze da Lei Seca começaram a ser realizadas em 2008José Cruz/ ABr

O número de motoristas presos pela PM (Polícia Militar) por dirigirem com concentração de álcool acima do permitido por lei cresceu 604% em quatro anos.


Em 2008, quando começaram as blitze da Lei Seca, 259 motoristas bêbados foram presos. Em 2011, o número subiu para 1.824. Para a PM, o aumento é resultado das blitze, que, atualmente, são diárias.


O crescimento veio com o aumento de recusas ao teste do bafômetro. Em 2008, eram 60 pessoas. Em 2011 foram 855.


Isso, porém, não impede que o motorista seja conduzido à delegacia. “Ele pode ser levado para ir fazer um exame no IML”, diz o tenente Fernando Vicentin, do CPTran.


Campanha


Os veículos de comunicação do Grupo Bandeirantes entram em peso nesta segunda-feira em uma campanha pelo aumento do rigor nas punições a motoristas que dirigem após o consumo de bebidas alcoólicas.


Participe da campanha para aumentar o rigor da Lei Seca


O objetivo é reunir pelo menos 1,3 milhão de assinaturas, em todo o Brasil, para a proposição de um projeto de lei de iniciativa popular, que vai alterar a lei nº 9.503, de 1997. Até agora, mais de 200 mil pessoas já aderiram.